CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sábado, 8 de Julho de 2017
Quando fala a ignorância...

at_ae3t_5ey.jpg      A moda de bater no ceguinho, leia-se no Exército, chegou à Madeira. 

      Nos tempos finais da guerra colonial, um Batalhão (cerca de 600 homens) só tinha um médico. Como as Companhias (cerca de 150 homens cada) estavam aquarteladas a dezenas de quilómetros da sede, havia um programa de visitas regulares, que eram complementadas por deslocações do médico, de viatura, avião ou helicóptero, em caso de emergência.

      Note-se que, nessa guerra, as tropas não estavam em "semana de campo" mas em operações reais, com munições reais, granadas reais, etc., numa comissão que durava dois anos. Por outro lado, ao contrário do que acontece aqui na Região, as áreas onde operavam não dispunham, nem longe nem perto, de pessoal civil e de instatalações que superassem a eventual falta de médicos e enfermeiros militares. Ao invés, para lá de servir os militares, o médico do Batalhão prestava assistência às populações locais, pelo que era vulgar, em dia de "S. Médico", formarem-se à frente do posto de socorros longas filas de africanos.

      Poder-se-á dizer que o esquema montado não seria o ideal mas funcionava, já que os casos graves eram alvo de evacuação para o hospital, quase sempre de aeronave.

      Parece assim ridícua e desprestigiante esta notícia veiculada pelo DN-Madeira em primeira página. Os militares participantes nestes exercícios não correram qualquer perigo de lhes faltar assistência médica em tempo oportuno.



publicado por Fernando Vouga às 10:13
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
Não será com mel que se apanham as moscas...

...mas também não será com vinagre.

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    Depois de mais de 60 anos de relações tensas entre os EUA e Cuba, o Presidente Obama entendeu por bem, finalmente, abrir as portas ao entendimento entre os dois países, com vista a melhorar as condições de vida do povo cubano.

    Não vale a pena historiar aqui as peripécias do diferendo entre os dois países. O importante são os interesses do povo e chegou a atura de acabar de vez com esta situação anómala, talvez mesmo anedótica dada a tremenda desproporção de poderes.

    Está visto que a mal não se consegue convencer as autoridades cubanas a conceder as liberdades fundamentais aos seus cidadãos. Há, portanto, que enveredar por caminhos mais inteligentes...

    Porém, este Trump está decidido a voltar a fechar as portas (não pode construir um muro no mar...), já que fez uma proposta que não passa de uma provocação. Todos sabemos que as medidas referidas na imagem significam a queda do regime castrista, o que nunca será aceite pela administração de Raúl Castro. É como dizer-lhe: eu dou-te uma ajuda, mas só se me deixares dormir com a tua mulher.



publicado por Fernando Vouga às 21:09
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Terça-feira, 13 de Junho de 2017
A nega de Temer

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      Nos meios diplomáticos há quase sempre o cuidado de evitar linguagem redutora para que, mais tarde, as portas da diplomacia se encontrem abertas. Palavra fora da boca é como pedra fora da mão. Uma vez dita, não há meio airoso de voltar atrás. 

      Para melhor entendimento, há uma espécie de anedota muito esclarecedora. Aí vai:

     Quando uma senhora diz não, quer dizer talvez. Quando diz talvez, quer dizer sim. E quando diz sim, não é uma senhora...

      Vem esta espécie de introdução a propósito da nega levada há dias pelo nosso PR da parte do PR do Brasil. Em termos diplomáticos, uma recusa "por motivos de agenda" é um rotundo NÃO. Ou seja, uma inqualificável desfeita, sem tirar nem pôr...



publicado por Fernando Vouga às 10:22
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2017
Lamego Monumental

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      A Sé Catedral de Lamego tem um aspecto pouco vulgar, onde se podem ver três estilos diferentes: a torre sineira construída no Sec XVII, fazendo lembrar o estilo românico; a fachada central em estilo gótico flamejante e, à esquerda da figura, uma edificação  que se poderá classificar de Barroco setecentista.

      Não sou propriamente um perito em estilos arquitectónicos, pelo que agradeço todas as correcções que os leitores achem por bem fazer. 

      Quero apenas referir uma curiosidade. Por cima da porta central, está um janelão, que não encaixa bem no conjunto. Ostenta na parte superior um arco, cuja cercadura acaba abruptamente dos dois lados. É que existia aí uma rosácea gótica, semelhante a muitas outras abertas em monumentos deste estilo. Porém, os senhores cónegos da Sé, que achavam o coro demasiado escuro para lerem os textos dos cânticos, mandaram, em má hora, abrir uma janela maior. O que não primará muito pela beleza.



publicado por Fernando Vouga às 21:54
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017
A arte de distorcer

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 Imagem retirada do noticiário da SIC hoje às 09:38

    Estão a fazer de nós parvos. A EDP não tem nada que prometer. É obrigada a colaborar com a investigação. Todo o resto é obstrução à Justiça logo, crime.

    Brincamos?



publicado por Fernando Vouga às 09:59
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2017
Uma questão de padrinho

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      Ninguém acredita que esta estranha personagem tenha lido os acordos de Paris. E, se o tivesse feito, ficaria na mesma, porque não tem cabeça para o digerir...

      O problema dele não estará no conteúdo, mas no apadrinhamento. Melhor dizendo, no nome. É que ele parece sentir-se sempre humilhado quando se vê obrigado a cumprir regras que não tenham o seu nome e, mais grave ainda, que tenham o nome da capital de um país da Europa. Realidade que ele odeia e quer humilhar. 

      Segundo o próprio faz constar, está a preparar um acordo "melhor" (vá-se lá saber o que tal significa naquela caixa dos pirolitos). Mas tenho quase a certeza de que ele pretende, bem lá no fundo, é que que tal documento tenha a sua imagem de marca. 

      Assim sendo, sugiro que os responsáveis pelo acordo em vigor no resto do mundo, que o dito cujo se passa a chamar "Acordo Covfefe".

      Sai mais barato e ficam todos contentes.



publicado por Fernando Vouga às 12:41
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Quarta-feira, 31 de Maio de 2017
Ele há cada alarve!

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Funchal, hoje às 13H45

 

Pergunta: se aparecer alguém com um carrinho de bebé ou, pior ainda, um deficiente em cadeira de rodas, como faz? Vai para a faixa de rodagem? Com a agravante de ter de descer e subir passeios, arriscando-se a ser atingido por um carro?



publicado por Fernando Vouga às 13:43
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Terça-feira, 30 de Maio de 2017
Culinária Gourmet

SARDINHAS MACHO À LAGARDÈRE

 

IMG_3184.jpg

 Ingredientes:

1 cálice de vinho do Porto branco seco

1 pedra de gelo (facultativo)

2 fatias de pão-de-forma integral (o pão e não a forma)

1 lata de sardinhas macho *

2 rodelas de cebola crua

Sal marinho qb

Preparação:

  1. Coloca-se a pedra de gelo no cálice e vai-se bebendo à medida que se emprata a comida. Caso se deseje, repete-se a dosagem;
  2. Colocam-se as fatias do pão na torradeira e tostam-se qb;
  3. Retiram-se as sardinhas da lata, tiram-se as espinhas e colocam-se por cima das torradas.
  4. Colocam-se as rodelas de cebola por cima das sardinhas, espalhando umas pedras de sal.

 

Acompanha-se com um tinto velho de Borba.

 

Para a sobremesa, duas bolachas After Eight em cama de casca de laranja cristalizada.

 

Como digestivo, um balão com dois dedos de Chivas Regal de 12 anos

 

Bom apetite

 

* Sardinhas com tomates, como se pode ver na imagem.



publicado por Fernando Vouga às 20:48
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Domingo, 21 de Maio de 2017
Convite

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    António Loja nasceu no Funchal, em 1934.

    É licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas, e em Ciências Pedagógicas, pela Universidade de Coimbra. Em 1966, é chamado pela terceira vez a prestar serviço militar obrigatório, tendo sido destacado para a então colónia da Guiné, no comando duma companhia de Infantaria, onde permaneceu dois anos. Após o seu regresso, participou na acção política, candidatando-se numa lista de Oposição Democrática pelo círculo do Funchal, nas “eleições” de 1969.

    Foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Funchal, após o 25 de Abril de 1974, cargo do qual se demitiu em 1975, na perspectiva de uma nomeação baseada nos resultados eleitorais. Foi deputado à Assembleia da República, entre 1976 e 1979, e à Assembleia Regional da Madeira entre 1980 e 1984. Foi professor do ensino secundário entre 1972 e 2000, data em que se aposentou, com interrupções decorrentes do exercício de cargos políticos.

    Editou e dirigiu a publicação de duas revistas: Atlântico e Arquipélago. Publicou duas obras de investigação histórica: A Luta do Poder contra a Maçonaria e Crónica de uma Revolução – A Madeira na Revolução Liberal (Colecção Funchal 500 anos). Relatando a sua experiência na guerra colonial, publicou As Ausências de Deus. Na ficção, tem publicado: Como um Rio Invisível; Regressos (2 volumes) e Às Cinco da Tarde.

Livros publicados na Âncora Editora:

As Ausências de Deus

O Advogado de Roma

 

Ilustração e texto: ÂNCORA EDITORA



publicado por Fernando Vouga às 18:37
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Domingo, 14 de Maio de 2017
Politicamente incorrecto.

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      Eu sei que é politicamente incorrecto o que vou dizer. Mas não me posso calar.

      O maior perigo da Europa não é o avanço do Islão. São os índices catastróficos de natalidade. 

      Se a situação não for invertida, daqui a poucas décadas a Europa que conhecemos desaparecerá. Pura e simplesmentes porque não haverá europeus que cheguem para travar a ocupação por povos vindos do exterior.

Imagem retirada da NET



publicado por Fernando Vouga às 20:55
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gse_multipart60608.jpg Tomates.jpg Santana Lamego
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