CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Domingo, 6 de Maio de 2012
A Culpa

 

 

 

 

 

 

Poema de autor desconhecido

 


A CULPA



A culpa é do pólen dos pinheiros


Dos juízes, padres e mineiros


Dos turistas que vagueiam nas ruas


Das 'strippers' que nunca se põem nuas


Da encefalopatia espongiforme bovina


Do Júlio de Matos, do João e da Catarina


A culpa é dos frangos que têm HN1


E dos pobres que já não têm nenhum


A culpa é das prostitutas que não pagam impostos


Que deviam ser pagos também pelos mortos


A culpa é dos reformados e desempregados


Cambada de malandros feios, excomungados,


A culpa é dos que têm uma vida sã


E da ociosa Eva que comeu a maçã.


A culpa é do Eusébio, que já não joga a bola,


E daqueles que não batem bem da tola.


A culpa é dos putos da casa Pia


Que mentem de noite e de dia.


A culpa é dos traidores que emigram


E dos patriotas que ficam e mendigam.


A culpa é do Partido Social Democrata


E de todos aqueles que usam gravata.


A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP


E dos que não querem o TGV


A culpa até pode ser do urso que hiberna


Mas não será nunca de quem governa.

 

          Recebi, da parte de um bom amigo (haverá amigos maus?), este poema que, tendo tanto de interessante como de actual, parece feito à medida do que se passa aqui na Madeira.

          Com efeito, o Sr. Dr. Jardim, Presidente do GR há mais de trinta anos, anda pelas portas das igrejas, qual indigente político, a explicar ao povo superior que não tem culpa do descalabro financeiro e da tremenda desgraça que nos atingiu.

          Como é possível?

         Um homem que governou sem oposição, que se autointitula “Único Importante”, que não dá ouvidos a nada e a ninguém, que insulta, enxovalha e difama quem se atreva a não lhe lamber as botas, que nunca passou a bola a ninguém incluindo aos seus colaboradores, que teve sempre, sempre, a faca e o queijo na mão, não é culpado de nada?



publicado por Fernando Vouga às 19:09
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5 comentários:
De jorge figueira a 6 de Maio de 2012 às 23:27
Creio que alguém deve ter soprado ao ouvido do autor do poema qualquer coisa sobre a realidade deste "Porta-Vilhões" perdido no Atlântico,  sem GPS a bordo, com o comandante ensandecido e restante oficialidade a tratar do seu pequeno mundo.
Em minha opinião, porém, falta no poema uma referência ao HERGÉ pois a sua criatura, TIM-TIM, pronunciada com fonia genuinamente madeirense (Tan-Tan) leva-nos ao verdadeiro responsável pelo desvario. 


De Fernando Vouga a 7 de Maio de 2012 às 08:18
Caro Jorge


Será que a criatura acredita mesmo que não tem culpa nenhuma? Que é vítima de uma conspiração tenebrosa das forças do mal planetárias, só porque embirraram com ele? 
Eu estou em crer que sim. Assim sendo, não é necessário ser-se psiquiatra para concluir que está gravemente enfermo. Da mesma forma que não é preciso ser-se ortopedista para concluir que falta um pé a um coxo. 


De jorge figueira a 7 de Maio de 2012 às 11:18
Uma vez mais tenho de concordar consigo. Na gestão dos seus fantasmas, na sequência doutros que também, na sua época, foram emanações divinas, o homem não desce à terra.
 A última e mais mediática criatura que acabou com problemas na justiça, depois de muito mandar e desmandar, foi o Pinochet. Esse, apesar de tudo, ainda contou como apoio Britânico que no caso em apreço não se vislumbra como.


De Fernando Vouga a 7 de Maio de 2012 às 11:40
Caro Jorge


Apesar de tudo, o ditador chileno sempre era presidente de um país, que não dos mais pequenos. Não era o soba de uma pequena ilha. E, que me conste, não se vitimizou assim tanto nem andou a mendigar pelas igrejas..


De jorge figueira a 7 de Maio de 2012 às 11:48
A megalomania de ilhéu traiu-me. É óbvio que, como já concluímos há dias, falta território e população para o homem ser aquilo que ele pensa que é. Caminha para um fim inglório com, provavelmente, o tribunal no seu rasto e exemplo de Pinochet 


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