CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sexta-feira, 24 de Março de 2006
A transcrição que faltou

 

Acabei de publicar a nota anterior e, vejo horrorizado, que não se consegue ler a carta. Por isso, passo a transcrevê-la na íntegra.

 

Reverendíssimo

 

Senhor capitão da tropa portuguesa.

Disculpe senhor.

Eu não podia escrever está, o caso que mi levou a escrever é o seguinte.

Eu a dizer que o nosso capitão vai hoje.

E fiquei muito triste porque já tinha habituado o Nosso Capitão.

Quando o Nosso Capitão vende moedas (*), nem tratou mal alguém.

Era Um Santo e não sabemos que há-de acontecer afrente se será a mesma coisa.

Se fosse um Administrador do Posto, agente podia dizer requerer não ir.

E agora como é tropa, não temos maneira.

E quando o Nosso capitão vai, sempre estarei cá.

E vou perguntar os meus amigos se já foi.

Quando vai embora, o Nosso Capitão tem que mandar um carro para vir levar-me eu quero ligar carra (?) com nosso capitão.

Termino com as minhas falas.

Bon-dia. Bon-dia         Pedro Cavalo

 

(*) em vez de “vende moedas”, deve ler-se “vem de Mueda” (zona de guerra intensa)  



publicado por Fernando Vouga às 19:04
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2 comentários:
De Mauro Maia a 30 de Março de 2006 às 09:15
Já vi que fizeste a transição para os novos blogs... Mas faz falta a casinha de Santana... A carta que transcreve desperta-me sentimentos contraditórios. Mas qualquer adoro sempre qualquer bocadinho de História real. Obrigado pela pertilha.


De traumilla bimbi a 31 de Março de 2006 às 10:41
Acho simplesmente enternecedor. Não sei nada sobre as variantes africanas da língua portuguesa, mas agrada-me a forma como eles usam a nossa língua à maneira deles!


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