CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Segunda-feira, 29 de Maio de 2006
Fazer compras nas Canárias

Centro comercial em Maspalomas — Gran Canária

          Acabei de passar uns dias na ilha espanhola da Gran Canária. Dado que os preços são convidativos, como todo o cidadão que se preza, aproveitei para comprar uma minúscula câmara fotográfica digital, último modelo de uma marca de prestígio.
          A câmara que eu pretendia , com tudo incluído, custa nas lojas Tax Free 470,00 €. Mas, para meu espanto, na primeira loja em que entrei — de indianos, como todas as que havia na localidade —, pediram-me apenas 250,00 €. Embora ficasse abismado com a pechincha, bati em retirada e fui apreçar a dita noutra loja. Para meu espanto, pediram-me 425,00 € e não faziam descontos. Perguntei ao vendedor se não haveria engano, porque noutra loja o preço era muitíssimo inferior. Com toda a calma, o homem respondeu-me que o preço que me fora apresentado não passava de um mero expediente para me cativar e que nunca me venderiam a câmara pretendida a esse preço. Que, se tentasse fechar o negócio, eles fariam todos os possíveis por vender outra câmara. E, se o fizessem, só aceitariam cartão de crédito… para nos levarem a assinar o talão com um valor diferente do combinado. E, neste caso, quem der conta é tratado com agressividade pelo comerciante, que nega peremptoriamente o preço estabelecido.
          Não me dei por vencido. Percorri umas quantas lojas resolvido a fechar o negócio a baixo preço. E, em todas elas, manifestei o firme desejo de adquirir a câmara que pretendia. Porém a profecia do negociante careiro cumpriu-se. Nenhum me vendeu a máquina, pelas mais variadas razões. Ou porque não era fiável, ou porque já não se fabricava, ou porque a única que tinham acabara de se avariar… Um deles até ofereceu um desconto se eu pagasse com cartão de crédito, mas que não dava garantia para aquele modelo que, em boa verdade, só tirava fotografias no exterior! Fiquei esclarecido e, no dia seguinte, fui ao tal careiro de preço fixo. Para lá de respeitar o contrato, ofereceu a bolsa para transporte da máquina.
 
Costa Monteiro
 
 


publicado por Fernando Vouga às 18:52
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5 comentários:
De Mauro Maia a 29 de Maio de 2006 às 19:30
Infelizmente a grande influência, exportação e marca portuguesa no mundo é a chico-espertice. Nada mais comungámos (e comungamos) com o mundo. Estarei então atento quando (e se for) às Canárias...


De traumilla bimbi a 29 de Maio de 2006 às 19:45
Incrível! Uma autêntica aventura no estranho mundo do comércio liberal... vivendo e aprendendo. Também não me vou esquecer!


De Dulce a 29 de Maio de 2006 às 19:50
Dizia um tio meu: "Já se dizia no meu tempo que era meio mundo a enganar outro meio. Agora, que já passou muito tempo, devem ser bem mais os enganadores!"
E são.


De Luís Alves de Fraga a 31 de Maio de 2006 às 16:38
O Povo, na sua imaginativa sabedoria, diz: «O que é barato sai caro e o que é caro custa dinheiro». Este é, cada vez mais, um mundo cão! Lembra-se do filme? A sua estória podia lá estar.


De maremoto a 2 de Junho de 2006 às 23:09
Sei que é uma tentação, mas nunca me sinto seduzido a comprar no estrangeiro aquilo que poso comprar em Portugal. E depois se não funciona, volto lá para reclamar?


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