CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Terça-feira, 7 de Novembro de 2006
Por razões de segurança...

 

          Quem viver em Portugal continental e precisar de fazer uma viagem com mais de cem quilómetros, não tem problemas. Mete-se no seu automóvel e ala que se faz tarde. Se não tiver dinheiro para possuir uma viatura particular ou simplesmente prefira usar outro meio de transporte, mete-se num autocarro ou num comboio. Nestes dois últimos casos, vai à bilheteira, compra o bilhete e segue viagem. Tudo fácil e cómodo.
          Quem viver na Madeira, só tem uma alternativa: o avião. Meio de transporte caro, incómodo e, sobretudo, complicado. As demoras e procedimentos com a admissão dos passageiros (vulgo check in) são enervantes e, por vezes, difíceis de compreender no que respeita à sua verdadeira necessidade e eficácia.
          A cada dia que passa, a cada novo aspecto da ameaça terrorista, os passageiros são autenticamente torturados com novas medidas de verificação.
          Para quem viaja de avião só quando o Rei faz anos, tais andanças até podem servir de distracção e ajudar a passar o tempo. Mas, para quem o faz com grande frequência, que é o caso de uma grande parte da população madeirense, é um verdadeiro martírio. Despir casacos, descalçar sapatos, tirar cintos, relógios, carteira, moedas, mostrar cartões de identidade, enfim, toda uma infindável e sempre crescente lista de procedimentos que transformam as viagens de avião em potenciais calvários.
          Como se tal não bastasse, foram hoje acrescentadas novas medidas de segurança que contemplam as substâncias líquidas das bagagens de mão.
          Por este andar, é de prever que dentro em breve, os passageiros, depois de deixarem o seu rico dinheirinho nos balcões das companhias de aviação — não esqueçamos que são eles que pagam o sistema —, acabem por a serem impedidos de embarcar. Por razões de segurança, claro!


publicado por Fernando Vouga às 22:34
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4 comentários:
De Paulo1911 a 7 de Novembro de 2006 às 23:16
Talvés o Alberto João possa arranjar uma «passarola»...certamente iria ficar mais barato....e não havia controle se seguraça tão "apertado"...
Nos vamos ter o TGV...aqui no continente. Sócrates e Alberto João até são muito "AMIGOS" Risssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss e, quiça..!..o TGV vai chegar à Madeira.
Um grande Abraço
Paulo


De tron a 8 de Novembro de 2006 às 20:26
Medidas reformadoras do salvador da pátria sócrates que arranja maneira que o conselheiro de estado por inerência Alberto João Jardim não venha para o continente e provoque a dissolução da assembleia


De maremoto a 9 de Novembro de 2006 às 19:42
Eu acho que não têm nada que viajar. Uns vêm para cá, outros vão para lá. Fiquem sossegados.


De Fernando Vouga a 9 de Novembro de 2006 às 21:59
O que me irrita e me custa a admitir é o facto de, sempre que os terroristas experimentam algo de novo, os passageiros da aviação civil "democratizada" (os políticos e os que têm dinheiro para viajar em avião particular não estão sujeitos a estas praxadelas, chamemos-lhe assim) são CASTIGADOs com novas medidas restritivas (que, por sua vez, vão agravar os custos e as demoras).
Algo está mal. Muito mal mesmo.


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