CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007
Morri!

 

Pensam que só acontece aos outros?

 

          Pois é. O simplex é para todos. Ninguém escapa.

          Hoje fui fazer uma escritura e, qual não é o meu espanto, havia um pequeno problema: para as Finanças eu estou morto desde 1993. Mais precisamente, "estiquei o pernil" no dia 10 de Maio desse ano fatídico. O que quer dizer que estou a viver em regime de comunhão de adquiridos com a minha viúva.

          O que, claro, não impediu o Estado de me cobrar o IRS durante estes anos todos... 

          O pior é que corro o risco de a Caixa Nacional de Pensões ser informada do sucedido e eu ter de repor os anos em que recebi "indevidamente" minha pensão de reforma!



publicado por Fernando Vouga às 18:32
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11 comentários:
De Lila a 14 de Fevereiro de 2007 às 18:59
Fantástico, Fernando! O meu caro amigo tornou-se assim a prova irrefutável de que há vida para além da morte... Não sendo vítima desse tipo de problemas existenciais (isso sei eu...), aparece agora como vítima potencial de uma existência problemática. Grande ironia do destino, não? Mais uns "pós" e vai dar um belo conto...
Ex corde!


De Fernando Vouga a 14 de Fevereiro de 2007 às 19:07
Sem exageros, só pelo seu comentário valeu a pena escrever esta nota. Se fosse mentira, não passaria de uma piada de mau gosto. Mas é verdade. E tenho em meu poder uma cópia da minha ficha das Finanças. Onde consta que, já depois de morto, mudei a minha residência fiscal para São Vicente, na Madeira. É muito!


De Lila a 14 de Fevereiro de 2007 às 20:20
Rsrsrs...
Não resisti, vá ao seu mail...rsrs


De antonio.trancoso@netmadeira.com a 14 de Fevereiro de 2007 às 23:36
Caro Fernando vouga
Neste País já nada, mesmo nada, me surpreende.
O facto das Finanças o terem "morto" e considerarem normal o processamento das suas declarações de IRS, desde esse "funesto" acontecimento, até à actualidade, deixa-me apreensivo.
E a razão dessa minha apreensão reside na dúvida se essa situação não constituirá um balão de ensaio (!?!) para que aceitemos, com naturalidade, o precedente, dos mortos, de facto, passarem (através das suas gerações descendentes) a pagarem, ad aeternum, II (Imposto de Imortalidade).
Aleluia!!! De uma situação de Deficit, passaremos, rapidamente, a uma invejável posição de Superavit.
E ainda há quem critique a remuneração do Génio que comanda a DGCI !!!!!!! Invejosos:


De Dulce a 15 de Fevereiro de 2007 às 01:08
Fica-me um gosto estranho na alma, depois de ler isto. É que não sei se isto me dá vontade de rir, ou se pelo contrário.


De Fora-da-lei a 15 de Fevereiro de 2007 às 19:16
Tive que me rir dessa situação caro Fernando,mas não fique triste porque não é o único.
Neste mundo já nada me espanta !!!
Abraços ao morto-vivo....rsrsrs:) :)


De A. João Soares a 15 de Fevereiro de 2007 às 19:26
Dizem que nada acontece por acaso.
Ora o amigo, com toda a sua lógica, há-de concordar que isso poderá fazer parte das medidas para reduzir a idade média dos portugueses, que parece estar muito alta. Há dias sugeri que fosse feita a eutanásia obrigatória começando pelos meas idosos que tivessem mais do que uma pensão e cuja soma fosse superior a XIS milhares de euros.
Mas, pelos vistos não querem começar por este lado e, assim, matando apenas virtualmente, conseguem cobrar o IRS, e dentro em pouco vão deixar de pagar as pensões a defuntos. Prepare-se para deixar de receber. Certamente não obrigarão a devolver o que tem recebido depois de ser defunto, porque seria escandaloso fazer tal exigência a um defunto!. Mas não poderá reclamar por deixarem de lhe pagar, porque um defunto não reclama...

E a propósito, os militares estarão todos defuntos?. Não encontro comentários em quantidade às notícias que encontro no VOZ SURDA sobre a prisão dos sargentos que andaram a passear no Rossio em Novembro. Deixei lá o seguinte comentário:
«A escassez de comentários de cariz militar mostra à saciedade o receio de represálias. A lavagem ao cérebro feita pelos generais por ordem dos políticos está a dar resultado.
É preciso acordar, abrir os olhos, aproveitar a força que está a ser dada pelos tribunais. Um militar não deve acobardar-se perante o inimigo, seja ele quem for!!!»
Cumprimentos
A. João Soares


De KLATUU o embuçado a 16 de Fevereiro de 2007 às 00:01
Já aconteceu a outros!


De traumilla bimbi a 16 de Fevereiro de 2007 às 17:42
Fartei-me de rir com este post e os comentários, mas a questão é deveras lamentável. Uma espécie de caricatura de mau gosto da grande verdade sobre o Estado: para nos ficarem com dinheiro, estamos sempre cá, mesmo depois de mortos, mesmo depois de esse grande monstro nos matar! Para não falar da extrema incompetência que isto revela, claro. Ou será esperteza saloia com um incrível requinte de malvadez?


De Luís Alves de Fraga a 16 de Fevereiro de 2007 às 23:51
Meu Caro Vouga,
Não sei se lhe deva apresentar, embora tardiamente, os meus sentidos pêsames ou se deva clamar aleluia pela ressurreição ante-morte . Seja como for, deixe que lhe diga, para morto, o meu Amigo não está nada mal de saúde e para vivo apresenta um péssimo cadáver.
Convenhamos que é óptimo poder intitular-se um morto-vivo ou, talvez melhor, um vivo-morto .
Está a ver... Já entrou na eternidade!!!!


De Mário Relvas a 17 de Fevereiro de 2007 às 23:55
Caro deprofundis ,

nem acredito tal sorte...estar "morto" e receber pensão?!Caro amigo, na volta há mesmo mortos a receber pensões...

Bem, agora um outro assunto Alberto João parece que anuncia agora a sua demissão e como o PSD não apresentar à substituto, ele concorrer à de novo e Sócrates sofrer há a maior derrota de sempre na Madeira.

Poder á dar-se depois o caso de Alberto João concorrer á presidência do PSD e quem sabe seja o próximo 1º ministro...há muita gente que diz mal dele aqui no continente, mas que gostava de ter alguém como ele a bater o pé à Europa e a dar o crescimento que a Madeira teve nestes anos a este Portugal podre!


Abraços para a Madeira


Mário Relvas


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