CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Domingo, 1 de Abril de 2007
Madeirices

 

Não há bela sem senão e a Madeira não foge à regra. Com um clima ameno, quase tropical, as baratas encontraram um ambiente propício para se reproduzirem. E não são umas baratas quaisquer. Aqui, essas bichezas repugnantes são de grande porte e de compleição atlética. Poder-se-á mesmo dizer que se tratam de “baratas superiores”, como convém nesta formosa ilha. Elas entram por chaminés, portas e janelas e, quando menos se espera, estão a provar a nossa comida ou a calcorrear meticulosamente toda a casa à procura dela. E não são esquisitas. Tanto lhes serve o manjar mais delicado como o caixote do lixo. Enfim, gostos…
Claro que as pessoas reagem a tais desmandos e, sem se preocuparem com a vida e o bem-estar desses inoportunos insectos, usam e abusam de produtos tóxicos para os eliminar.
E foi talvez por causa de preocupações do género humanitárias, que eu classificaria de “baratitárias”, que a ciência, combinada com a tecnologia, inventou um aparelho electrónico para, pura e simplesmente, afastar as ditas cujas. Não é caro, é de baixo consumo e, como funciona à base de ultra-sons, não nos incomoda. E abro agora um parêntesis para esclarecer que são essas frequências sonoras inaudíveis que incomodam os delicados tímpanos das baratas. Elas, ou ouvirem tais bandas sonoras, tornam-se timoratas ao ponto de darem à sola a toda a brida.
Escusado será dizer que aderi de corpo e espírito a tal ideia. É pacífica e permite-me resolver o problema sem perpetrar um baraticídio capaz de me levar ao Tribunal Penal Internacional ou a outra instância qualquer acabada em “al”, entenda-se.
Mas, ironia do destino: neste particular, a bela também tem um senão. É que, a avaliar pelos resultados, aqui na Madeira as baratas, apesar de “superiores”, são todas surdas.


publicado por Fernando Vouga às 13:08
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5 comentários:
De Dulce a 2 de Abril de 2007 às 00:12
LOl.
Um mau investimento, portanto...


De tron a 2 de Abril de 2007 às 00:34
militantes do PS


De Mauro Maia a 8 de Abril de 2007 às 22:01
Desconfio, «deprofundis», que as baratas não têm tímpanos, pelo que «ouvem» os ultra-sons sentindo simplemente a sua vibração (como uma pessoa pode sentir as vibrações de uma coluna colocando nela a mão). Portanto ou o aparelho sofre de uma deficiência ao nível teórico (na medida em que as baratas não se sentem incomadas pelas suas vibrações) ou as baratas madeirenses são de uma resistência e força de vontade acima do que os criadores do aparelho pensaram. Sobre as baratas medeirenses, um pensamento veio-me à mente no tempo que aí residi: «sei que há louras baratas, mas nunca tinha visto baratas louras». ;)


De Fernando Vouga a 9 de Abril de 2007 às 18:01
Olá amigo

Louras baratas? Hoje, com a carestia desta vida socratizada, baratas, só ao nivel da insectividade. A menos que as outras sejam velhas, desdentadas e portadoras de HIV.


De Mauro Maia a 15 de Abril de 2007 às 00:32
É verdade, só na Madeira si umas baratas amarelas, comlpetamente amarelas. Foi aliás na sequência de uma visia à casa de uns amigos em Sto António que, estando na varanda a contemplar a noite, recebemos tão «amável» visita. Enquanto a anfitriã se corria para dentro de casa para «fechar a porta por dentro, não fosse ela entrar», ocorreu-me esta questão: nunca tinha visto baratas louras, só mesmo louras baratas...


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