CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Domingo, 30 de Setembro de 2007
Vamos jogar golfe?

3ª Parte: O jogo

 

 

            Das poucas coisas que tenho como certas é que o golfe nunca será um desporto de multidões, como é o futebol. Tudo porque há uma diferença abissal entre estes dois desportos. Enquanto que no primeiro a esmagadora maioria dos “doentes” são desportistas “de bancada”, no segundo a quase totalidade é formada por praticantes.
            O golfe não é propriamente espectacular. Quem se der ao trabalho de ir até um campo de golfe para ver um torneio importante, a menos que seja entendido, mal perceberá o que se está a passar. Parado num determinado local, ou percorrendo o campo, deparará com pequenos grupos de jogadores e pessoal auxiliar, jogando em silêncio. Não é minimamente possível ter uma visão de conjunto, e o que se vê não é empolgante. Assim, poder-se-á dizer que o futebol proporciona um espectáculo excepcionalmente emotivo (pouco aconselhável a quem sofra de deficiências cardíacas…), enquanto que o golfe proporciona uma actividade física e mental saudável e é mesmo recomendável aos doentes que referi entre parêntesis.
 
            Passada esta nota introdutória, vamos à matéria que me propus divulgar.
 
            Sendo o objectivo final fazer o percurso dos dezoito buracos com o mínimo de pancadas, a modalidade pode ser praticada de várias maneiras, o que a torna mais interessante. Podendo ser jogado individualmente ou por equipas, basicamente há três formas de pontuação:
  1. Por buracos: Cada jogador ou equipa disputa contra o adversário o melhor resultado em cada buraco, sem se ter em conta quantas pancadas foram dadas. O objectivo é, no mínimo, fazer uma pancada a menos que o adversário. No final, vence o jogo quem ganhar mais buracos. Caso se chegue ao buraco 18 com um empate, o jogo prossegue de imediato no buraco 1, e o desempate é feito por “morte súbita”.
  2. Por pancadas: Os jogadores vão somando as pancadas que forem fazendo e, no final, ganha quem fizer menos. É obrigatório “acabar” todos os buracos, por mais pancadas que se façam. O que por vezes é muito penalizante porque num só buraco se pode estragar o resultado. Basta que a bola caia num local muito difícil e obrigue a várias pancadas para a tirar de lá.
  3. Por pontos: Também chamada “stableford”, nesta forma são atribuídos pontos aos resultados de cada buraco. Assim, se num PAR 3 o jogador fizer 3 pancadas (4 nos PAR 4 e 5 nos PAR 5), marca dois pontos. Por cada pancada a menos, soma um ponto; por cada pancada a mais, subtrai um ponto. O que quer dizer que, se nesse PAR 3 o jogador fizer cinco pancadas, não marca ponto nenhum. Esta forma de jogo não penaliza tanto os “desastres” como no jogo por pancadas. Por outro lado é mais rápida porque, ao chegar ao limite máximo de pancadas para pontuar, o jogador levanta a bola e só jogará no buraco seguinte. Esta é a forma mais frequente de jogo.
            Para cada uma destas três formas há vários tipos de torneios que seria fastidioso descrever aqui. Esta variedade destina-se a evitar a monotonia e assim aumentar o interesse.
Como referi anteriormente um jogo de golfe demora de 4 a 6 horas e decorre de forma silenciosa para permitir uma maior concentração (pode haver alguma conversa mas nunca quando alguém esteja a preparar-se para bater a bola). Pode jogar-se em torneios ou apenas entre amigos. Normalmente joga-se em grupos de 2, 3 ou 4 jogadores, mas pode também ser jogado sozinho para treino e avaliação do desempenho individual.
            No final dos jogos os jogadores cumprimentam-se antes de abandonarem o “green” do último buraco.
 


publicado por Fernando Vouga às 22:29
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1 comentário:
De A. João Soares a 1 de Outubro de 2007 às 07:53
Uma boa divulgação.
O golf merece ser dado a conhecer, por todos os factores que o caracterizam.
Um abraço


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