CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Mais um moralista

 

            Na segunda-feira, na sua habitual intervenção televisiva, o antigo ministro e deputado europeu António Vitorino, referindo-se ao discurso de Ano Novo do Presidente da República, afirmou que não é por causa de umas trezentas pessoas receberem ordenados chorudos que a nossa economia está a ser afectada.
            Ao fazer coro com os seus colegas moralistas da “Quadratura do Círculo”, mostrou que, também ele, não quererá desagradar a uns quantos poderosos. A menos que já esteja instalado à gamela ou à espera disso.
            Mas, o que mais se estranha, é ver um homem inteligente a usar uma argumentação que, diga-se em abono da verdade, não lembra ao diabo. Encurtando razões, com este tipo de raciocínio, podemos concluir que se pode fazer todo o tipo de pulhices se, em termos percentuais, o valor não for muito significativo. A questão moral não se põe.
            E é por estas e por outras que o país continua ingovernável. Porque a credibilidade dos políticos é a mesma dos vendedores de banha de cobra e já ninguém acredita em ninguém.


publicado por Fernando Vouga às 18:33
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4 comentários:
De António José Trancoso a 9 de Janeiro de 2008 às 19:26
Meu Caro Monteiro Vouga
Não há dúvida que "botar faladura" de papo cheio é fácil e prazenteiro.
António Vitorino, sendo pequenino (não parecendo velhaco... talvez seja dançarino...) não revela sinais de subnutrição.
A "bengala" dos bem-instalados (designadamente dos políticos profissionais) desde sempre tem sido a Estatística.
Um meu antigo, velho e sábio, Professor, dizia-nos que na Vida havia duas formas de mentir:
Uma, era faltar à Verdade; outra, era fazer Estatística.
Creio que todos nos lembramos da rábula do frango...
Os dois milhões de pobres deste nosso País, sabem-na, e sentem-na, como ninguém.
Um abraço.


De A. João Soares a 12 de Janeiro de 2008 às 09:01
A porcaria da estatística e a porcaria da política fazem-se boa companhia. Estão a precisar de uns tipos do grupo do Ben Laden que lhes mostrem ou pessoalmente ou através dos familiares que poucos podem ser muito perigosos, embora as estatísticas não reconheça esse facto.
Estão-se desvergonhadamente nas tintas para os portugueses que, na sua maioria, estatística e realmente, passam privações só comuns em países do quarto mundo.
A propósito já se diz por aí que os portugueses que, em tempos, deram novos mundos ao mundo estão a descobrir um quinto mundo que ainda não era conhecido.
Abraços
No blog Do Miradouro (http://domirante.blogspot.com/) há novos artigos todos os dias


De directus a 18 de Janeiro de 2008 às 22:48
Muito bem ! É isto mesmo, encaixa que nem uma luva.
Neste momento o problema de Portugal é estar sujeito e dependente desse grupo dos tais trezentos e tal que são sempre os mesmos, não só na ocupação dos tais lugares pagos a peso de ouro, mas também no poder de influência que exercem através de opiniões emitidas na Comunicação Social.
É triste e confrangedor assistir a certos debates televisivos em que são apresentadas desculpas esfarrapadas e é por demais evidente que isso acontece devido à necessidade de se protegerem uns aos outros. Há muita gente com o "rabo preso". Outro aspecto chocante é o facto de frequentes vezes assistirmos a escândalos relacionados com gente ligada ao aparelho de Estado (leia-se Ministros e Secretários de Estado) que para espanto geral normalmente em vez de serem penalizados, são "premiados" com a colocação em lugares de topo de grandes empresas que do ponto de vista financeiro lhes proporcionam uma situação ainda mais vantajosa. Cada vez há menos vergonha e moral. Agora o que interessa é o" ter" e não o "ser". Este clima concerteza que não é motivador para o país em geral, e vai contribuindo para ficarmos cada vez mais para trás.


De Fernando Vouga a 19 de Janeiro de 2008 às 19:23
Caro directus

Obrigado pelo seu comentário.

Mas que mais posso acrescentar?

Um abraço


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