CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Madeirices

  General sem tropas

 

 

 
            Há muito que defendo que o Dr. Alberto João Jardim aspira a ascender a líder do seu Partido e, na passada, ser Primeiro-Ministro. Mais precisamente, esta minha teoria nasceu quando o Presidente do Governo Regional anunciou a sua decisão de deixar de o ser em breve. Ora, sendo a política viciante (e ainda não foi descoberta qualquer cura), não será de crer que o líder madeirense a abandone sem mais nem menos. Por outro lado, também não será de supor que se sujeite a “passar de cavalo para burro", como se costuma dizer. Só quem não o conheça minimamente. A bon entendeur
            Contudo, nas conversas que tive a este respeito e nos comentários que deixei a este propósito em vários blogues, os meus “interlocutores” acharam a minha profecia tresloucada de todo. Que isto, que aquilo, mas tal era pura e simplesmente um rematado disparate.
            Para bem ou para o mal, a minha esconsa profecia, está a tomar forma com esta nova crise do PPD. O nome do Dr. Alberto João começa a figurar no quadro das hipóteses. E é bom não esquecer que, num partido repleto de derrotados, alguém que soma por vitórias todas as eleições a que se candidatou (em trinta anos), é uma candidatura de peso. E, para que ninguém tenha dúvidas, o próprio admite que a sua corrida para a liderança final apenas não se concretiza porque, fora da sua ilha, se sente como um “general sem tropas”.
            Trocando a coisa por miúdos, Jardim sabe que, se não recrutar um exército de lambe-botas, terá muitas dificuldades. Porque, afinal, com esta sua declaração, ficámos a saber qual é a a chave do seu sucesso…


publicado por Fernando Vouga às 15:10
link do post | comentar | favorito
|

24 comentários:
De Pica-Miolos II a 22 de Abril de 2008 às 15:36
Senhor Coronel
Porque os conselhos nada valem aqui vai um... de graça.
Tome cuidado com o que diz acerca do "único inteligente" deste "reininho", em pleno mar plantado.
O menino mimado não perdoa a quem não o louvaminha...
O rapazinho é vingativo; que o diga a indigna clique, que se senta à mesa das abjectas mordomias, com que a compra e sujeita.
De facto, não passa de um padre-cura de aldeia, sem capacidade para medir meças aos cardeais do rectângulo.
O seu empregado, melhor dizendo, homem-de-mão, o Silva (o outro, não o tabú), bem se esforça para o "dourar", mas, felizmente, até agora, ninguém o tem levado a sério.
Que queria ser presidente (do PSD, do Conselho de Ministros, e, depois, da República), lá isso queria.
Porém neste tresloucado país, tudo é possível!!
Tal como na Ópera, esta não acaba sem a gorda cantar.
E bem anafadinho é o artista...


De Pica-Semeilhas a 23 de Abril de 2008 às 17:02
Bocemeçê tem é inveja.Deve ser da upusição e não vai às festas comer uma ispetada bem regada com o vinhinho da região. Tá magrinho mas tem a língua gorda. O nosse Alberte Juão ainda vai dar muinte que falar. Ele é muinte esperte e na altura própia vai avançar cum as nossas tropas rigiunais. Atão acha que a Semeilhada ia desamparar o home?!Atão qual é o mê papel nu meie diste tude?


De Pica-Miolos II a 23 de Abril de 2008 às 19:09
Senhor Pica-Semeilhas
O sr. vai adiantado 10 anos em relação à entrada em vigor do Acordo, para si, "urtógráfego"!!!
Antes de mais esclareça-me: Semeilhas é o mesmo que Semilhas, ou seja, Batatas da Madeira?!
Já tinha ouvido falar em "vilhoada" - significando viloada - mas que tinha passado a "semeilhada", isso não sabia ainda.
Agora percebo o que o seu idolatrado Chefe quis dizer com o "Povo Profundo" ( para si, Prufundo;para a sua "upusição", bem Pro Fundo).
Já estamos quase a bater no Fundo, mas, com o seu
"Deus na Terra", de certeza que chegamos lá num instante.
Qual o seu papel no meio disto tudo?!
Boa pergunta, faz a si próprio, ilustre pastor da Semeilhada Superior (SS), ou, aos tontos famintos das suas "ispetadas"?!
Passe muito bem.


De Fernando Vouga a 26 de Abril de 2008 às 22:24
Caro Pica Miolos II

Lá vingativos são. Mas são-no porque não passam de uns cobardolas, particularmente no poder local. Aqui, qualquer presidente de câmara, não tendo a coragem para enfrentar quem não lhe lambe as botas, vinga-se no filho, na irmã, no tio, nos amigos. São incapazes de discutir frontalmente as divergências. Atropelam arrogantemente a Lei, para tornar os não apoiantes (já não falo dos opositores) cidadãos de segunda. A nada dão andamento, nada aprovam, nada autorizam, nada despacham, nada deferem, por mais legítimas, legais e úteis que sejam as pretensões.


De Pica-Miolos II a 5 de Maio de 2008 às 20:03
Senhor Coronel Fernando Vouga
O senhor sabe do que fala e eu sei o que o senhor sabe!
Os homens-de-mão do Padrinho têm a lição bem estudada...
Só não sei como, esses labregos- lacaios, são capazes de olhar os seus filhos nos olhos.
E viva a "democrácia" dos 11 a 0 !!!


De António José Trancoso a 22 de Abril de 2008 às 22:47
Caro Monteiro Vouga
Para quem cumpriu o SMO e a Guerra Colonial no Palácio de São Lourenço, até que, o sr. general, não está nada mal naquela pose marcial.
Valha-nos isso...para salvar a honra de "um convento" que, em seu entender, se encontrava efeminado...
Mas, note que o Pica-Miolos é capaz de ter razão.
Repare que a Madeira espera o seu 25 de abril há 82 anos (48+34), portanto, "cuidados e caldos de galinha"...
Quanto à potencial candidatura à liderança, do PSD nacional, ainda faltam muitos dias até às directas...
Deixe-os pousar... deixe-os pousar...
A Manelinha que se cuide...
Um abraço.


De Fernando Vouga a 23 de Abril de 2008 às 21:24
Caro António Trancoso

É relativamente fácil fazer profecias em política. Basta ter em mente que o que está em causa não é o bem comum mas as ambições pessoais...
Neste caso, a minha profecia corre o risco de não se concretizar, embora Alberto João seja determinado e suficientemente habilidoso para remover escolhos.
E a profecia só não se concretizará porque o calendário político do líder madeirense foi baralhado com esta saída imprevista (mas muito conveniente para todos) de Menezes. Vai ser muito difícil, no pouco tempo que resta, arregimentar as tais "tropas". Mas, para AJJ , tal como para Napoleão, a palavra impossível não existe no dicionário.
Ou estará para acontecer mais um Waterloo?


De António José Trancoso a 24 de Abril de 2008 às 09:48
Caro Monteiro Vouga
O seu vaticínio, de facto, está próximo de se realizar.
A desorientada orfandade do PSD configura a "oportunidade de ouro" para AJJ se projectar em mais altos voos.
Para quem, em Política, "não olha a meios, para atingir fins", o programado compasso de espera, disfarçado numa "intenção" de apoio - qual presente envenenado - a um impulsivo e descredibilizado Santana Lopes, é uma jogada de mestre.
Passo a passo, concentrando, em si, dispersas atenções, não me restam muitas dúvidas de que, dentro de poucos dias, "a pedido de várias famílias", tenha as "tropas" necessárias ao almejado sucesso.
A Escola de Salazar aí está.
E, essa cartilha, sabe-a de cor e salteado.
Nesse domínio, ninguém o bate.
Não me admiraria nada que a própria Ferreira Leite se retirasse em seu favor.
Aguardemos.
Um abraço.


De Luís Alves de Fraga a 24 de Abril de 2008 às 01:21
Caro Fernando Vouga,
Nada me espanta!
Tenho dúvidas é se o Albertinho da viloada se vai dar bem cá pelo continente... Isto por cá fia mais fino e não são favas contadas tal como acontece na Madeira. Os órgãos de comunicação social não estão assim domesticados como os daí e, depois, há forças obscuras com as quais ele não se consegue defrontar.
Ele que venha que por cá o vamos esperar para o brindar com os epítetos apropriados e que o seu (dele, claro está) desbragamento merece.
Deixe-o vir...
Um abraço


De Fernando Vouga a 24 de Abril de 2008 às 22:19
Caro Fraga

O que se está a passar agora faz-me lembrar o homem de Santa Comba. Nos tempos conturbados que seguiram ao 28 de Maio, ele foi convidado para o governo. Porém, dada a confusão reinante, meteu-se no comboio e regressou a Coimbra. Depois, em desespero de causa, foi chamado de novo. O que lhe deu o direito a impor condições. E que condições!
A diferença é que o comboio de hoje tem asas e "Coimbra" fica no meio do oceano.
O perigo de hoje é o mesmo. A política bateu no fundo e estamos todos desesperados. Qualquer messias que apareça, será tomado como o grande salvador de pátrias...


De António José Trancoso a 25 de Abril de 2008 às 22:17
Meu Caro Amigo
Nem mais!
Os pategos das Distritais estão a ir na conversa do candidato a Ditador.
O discurso catastrofista, de quem se considera acima de tudo e todos e se assume como "reserva salvadora da nação", é tão primariamente evidente que até dói.
E, paulatinamente, já começa a adiantar condições...avisando que a "guerra" que moverá ao 1º ministro será feita em moldes subversivos - isto é - "num foge e ataca", sem por os pés na AR, sem dar a cara nem se expor na "arena" onde a luta se deve, lealmente, derimir.
Mais uma vez, o manual salazarista em acção.
Uma vergonha!
Uma ofensa, gravíssima, à Liberdade, que no dia de Hoje se celebra.
É inacreditável que a peçonha - que há 34 anos conspurca a Madeira - se possa vir a alastrar ao todo Nacional.
Por onde anda o Senso Comum?!
Será que se perdeu nos meandros dos rasgados elogios que os mais altos dignitários da Nação (hipnotizados !?!) lhe conferiram !?!...
Que tristeza!!!


De António José Trancoso a 26 de Abril de 2008 às 15:01
ADENDA:

Adolf Hitler, esse, foi eleito, e, o seu percurso ascensional, aqui e além, apresenta similitudes que uma leitura atenta dos factos comprova.
Não me parece que falte muito para regressarmos à política dos três FFF...


De Pica-Semeilhas a 26 de Abril de 2008 às 18:43
Olha-me, outro invejoso!


De António José Trancoso a 27 de Abril de 2008 às 03:21
Sr. Pica-Semeilhas
Tem toda a razão. Para além de tudo o mais, invejo a sua inteligência e, principalmente, o lugar de destaque que, por certo, ocupa no seio do seu Povo Superior.
Eu, pecador, me confesso...
Ámen.


De Fernando Vouga a 26 de Abril de 2008 às 19:32
Caro António Trancoso

Eu penso que iremos ter a política dos três JJJ:
o primeiro J é o que quisermos;
o segundo, é Jaqué;
e o terceiro é Jagunçada.


De maremoto a 4 de Maio de 2008 às 12:00
Então e o Jamais????


De António José Trancoso a 5 de Maio de 2008 às 20:59
Caro Monteiro Vouga

Que tal se for "Mãozinhas...à JARDINEIRA?!...


De Pica-Miolos II a 12 de Maio de 2008 às 09:51
Senhor Coronel
Na Ópera Bufa em curso, a Gorda anunciou dar um ar da sua graça dentro de três dias.
O libreto é previsível; o 1º acto está a findar.
A Prima-Dona vai fazendo um trabalho de sapa, visando o desgaste antecipado dos principais figurantes...
No 2º acto, retira-se de cena para que a Bruxa Má (a tal cuja decisão mais difícil foi participar no elenco e não a de esmifrar o povinho) se estampe até o início de 2009.
Aí, triunfalmente, sózinha em palco, entoará a ária final.
O pior é se a orquestra desafina e o resultado se traduz numa monumental pateada...
É que, apesar de tudo, a assistência é outra, bem diferente da que se deleita com o "bailinho regional"...
Como diz o ditado:
"Não há Bem que sempre dure, nem Mal que não acabe."


De Fernando Vouga a 12 de Maio de 2008 às 18:45
Caro Pica Miolos

Num dos meus comentários supra afirmei que o calendário foi baralhado com esta saída imprevista de Menezes. Não era agora que o dióspiro estaria maduro. Comido agora, transforma a língua numa espécie de lixa. Por isso, há que apostar numa liderança fraca que leve o PPD ao fundo. Para depois aparecer o messias...


De Pica-Miolos II a 13 de Maio de 2008 às 00:01
Senhor Coronel
É verdade, sim senhor! De facto não descobri a pólvora. O mérito da descoberta da programação bokassiana é todo seu.Todavia achei que deveria explicar, muito explicadinho, para a Semeilhada entender.
Espero que me perdoe; não foi com outra intenção.


De António José Trancoso a 14 de Maio de 2008 às 19:58
Caro Monteiro Vouga
As suas previsões revelam-se perfeitamente certeiras.
O "salvador" da Pátria eaqueceu-se de "vestir as calças do pai" para parecer Homem.
À disputa democrática, chama balcanização!!!
A cobardia encontra sempre desculpas para justificar o injustificável.
Para a inglória debandada precisou de 9 páginas cheias de um arrazoado revelador de um mau-perder.
O "grande general", afinal, não passa dum "saco de vento" incapaz de se impor através do mérito de uma estratégia democraticamente credível.
Tendo arregimentado um batalhão - que deixou a falar só - meteu o rabo entre as pernas e fugiu.
Diga o que disser, à entrada de "leão" correspondeu com a saída de sendeiro.
No plano Nacional falta-lhe um Francisco Santana para congregar um Exército...
O homem, que tanto fala no Princípio de Peter, esqueceu-se de o rever...
Será senilidade?!...


De Fernando Vouga a 14 de Maio de 2008 às 22:09
Caro António Trancoso

De qualquer forma, ele não desistiu. Como disse na minha nota, foi há cerca de um ano, quando demitiu o seu Governo, que concluí que se preparava para dar o salto para a tão odiada (mas desejada) Lisboa. Este incidente da demissão de Menezes veio baralhar tudo. Não fazia parte do projecto. No presente, não tem tropas. Mas, habilidoso como é, já está a preparar o terreno para, daqui a um ano, na data prevista, se atirar aos escombros do PPD como gato a bofe.
E, nesses termos, Santana Lopes é o líder que ele deseja: fraco, titubeante, inconsequente e desastrado ao ponto de deixar o partido bater no fundo.
E aí chegará de Santa Comba, perdão, do Funchal, em toda a glória, o messias salvador.
Genial!
A menos que a tal megera, a Manelinha , se aguente nas inclinas.


De António José Trancoso a 15 de Maio de 2008 às 11:48
Meu Caro Amigo
Que tudo será feito para fragilizar o mandato do novo líder - seja ele Santana Lopes ou Ferreira Leite - é mais que evidente.
Mas, daí a concluir-se que, no início de 2009, uma vaga de fundo catapulte o chefe regional para o plano nacional vai uma grande distância.
O que há trinta anos resultou, na Região, com o engº Ornelas, não me parece que tenha sucesso no Continente.
Mesmo aqueles, que acham graça circense aos seus desmandos verbais, não o querem lá.
Só uma direita ultramontana poderia, eventualmente, utilizá-lo para se afirmar. E, mesmo assim...tenho sérias dúvidas que embarcassem numa aventura dessas.
Ao que tudo indica, uma outra personagem se perfila em termos de futuro. Refiro-me, obviamente, ao candidato mais jovem, que, sem hipótese nestas directas, acumula a credibilidade que o "general sem tropas" já malbaratou e perdeu há muito.
O tempo o dirá.
Um abraço.


De Fernando Vouga a 15 de Maio de 2008 às 12:43
Caro António Trancoso

Dou-lhe razão. Mas acontece que os políticos têm em casa os espelhos avariados. Quando estão à sua frente, espelha-se a imagem que mais lhe agrada...


Comentar post

gse_multipart60608.jpg Tomates.jpg Santana Lamego
pesquisar
 
Novembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


Notas recentes

Pensamento do dia

Dúvidas

Quando fala a ignorância....

Não será com mel que se a...

A nega de Temer

Lamego Monumental

A arte de distorcer

Uma questão de padrinho

Ele há cada alarve!

Culinária Gourmet

Favoritos

Deixem os amigos em paz

Para onde vais, América?

Arquivos
Tags

todas as tags

Blogs amigos
Mais sobre mim
GALERIA FOTOGRÁFICA
Xangai
Nepal
Brasil
Praga
Visitas
free web counter
blogs SAPO
subscrever feeds