CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Domingo, 13 de Março de 2011
O senhor que se segue

Imagem retirada da NET

         

               Parece que já não restam dúvidas que o actual Governo está para cair. E se tal ainda não aconteceu é porque, tanto o partido no poder como o seu principal opositor, estão a jogar ao gato e ao rato para sair por cima. O primeiro, desde que perdeu a maioria absoluta, faz tudo o que está ao seu alcance para provocar a investida do adversário e assim atribuir-lhe as responsabilidades pela dita "instabilidade governativa"; o segundo, percebendo a casca de banana que tem à sua frente, desejando o poder a todo o custo, parece que teme as medidas impopulares que vai ter de implementar.

          Verificamos assim que Portugal, à beira de uma catástrofe, continua a ser vítima de interesses e manobras meramente partidárias. O bem comum vai sendo adiado.

          Em suma, vamos continuar com a mesma porcaria, passe o eufemismo, mas com moscas diferentes.

 



publicado por Fernando Vouga às 16:37
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23 comentários:
De Anónimo a 13 de Março de 2011 às 18:56
Portugal é seguramente o melhor país do Terceiro Mundo.
Subdesenvolvido, ignorante, sem qualquer compromisso internacional, peneirento e machista, Portugal encontra-se como sendo o paraíso do Terceiro Mundo.


De Vasco da Gama a 13 de Março de 2011 às 23:54
Catástrofe ? Esta faz-me lembrar a frase "mas estes publicitários são uns exagerados !" Catástrofe parece que já estamos em pleno pânico. Penso que devemos ver isto com a devida distância para não começarmos a "roer as unhas" antes de tempo. Tenho a impressão que Cavaco vai ter de se chegar à frente. Aliás, como ele até já nos habituou que é pessoa que "não dá ponto sem nó" suspeito fortemente que aquele discurso da tomada de posse foi o primeiro passo que reforçado pela "Geração à Rasca" que também terá ganho força através do dito discurso, serão o enquadramento perfeito para "fazer a folha" ao PM . Seja como for, havemos de levar muito tempo para recuperar se é que ainda não nos vamos aproximar mais do fundo antes que essa recuperação venha a ter lugar. Realmente estamos num ponto de viragem importantíssimo que não dá grandes margens para mais asneira !


De Fernando Vouga a 14 de Março de 2011 às 20:06
Caro Vasco da Gama

Não leve a mal, mas achei piada à sua reacção sobre a "catástrofe". Porque, quando usei a expressão "à beira da catástrofe", foi uma maneira mais meiguinha de dizer que a dita cuja já chegou!


De Jacaré Tem Dente a 14 de Março de 2011 às 23:18
A “dita cuja” chegou quando o Conde de Andeiro vendeu Portugal aos Ingleses e depois as coisas agravaram-se com a chegada da Casa de Bragança em 1640.
O “irmãos/da/cócega” liquidaram o Rei em 1910 e muito pouco ou nada asseguraram, apenas quiseram que Portugal se parecesse com outros países de evolução mais notória…Só que não tivemos cultura para continuar.
A Carbonária (ou baixa maçonaria, inspirados nas brigadas Garibaldi) assegurou os movimentos de rua e assim, em paz o Zé tem sido ludibriado desde 1910.
Os “2 Antónios” (Salazar e Cerejeira) seguraram as coisas em 40 e sempre se comeu a sardinha assada ao Pôr-do-Sol…Sem problemas!
Nada é novo nesta surpresa, estamos só a “evoluir na continuidade” como nos disse um dia Marcelo Caetano…ou já esquecemos?


De Augusto Castilho a 16 de Março de 2011 às 01:50
Ao ler este relambório histórico e interessante, quando cheguei ao fim fiquei um pouco decepcionado porque aguardava que se pronunciasse sobre a "dita cuja" em relação aos dias que correm e em que o Primeiro Ministro está cada vez mais com dificuldade para manter as calças na mão. Ou será que omiti-lo foi uma forma de proteção ?


De Jacaré Tem Dente a 16 de Março de 2011 às 11:39
Sr. Augusto Castilho, apenas pretendo dizer que os acontecimentos de hoje, e que surpreendem alguns dos correspondentes de DEPROFUNDIS, datam de há muito e nada há de novo ou de surpreendente, sempre foi assim e nunca conseguimos mudar o que quer que fosse.
Não lhe parece que batermos sempre no mesmo teclado a dizer mal do PM e sem a menor tentativa de “recomposição”, já chega, ou não ?
Sabe Castilho: - “Palavras leva-as o vento”!
Sem a menor pretensão de historiador (rasca), faço apenas alusão a coisas que nos ensinaram – penso que terá também sido o seu caso ! - E que se as relembrarmos verificamos que já (e ainda) no embrião deste país se mantém a injustiça e a sofreguidão do poder…
Cada um só tem aquilo que merece e Portugal não é capaz de merecer mais.
O “relambório histórico interessante” a que faz alusão deixe-me dizer-lhe que é uma inépcia da sua parte e aqui compreendo bem melhor a sua falta de reflexão…
Um abraço do Jacaré.


De Augusto Castilho a 16 de Março de 2011 às 19:00
Sr. Jacaré Tem Dente, peço desculpa pelo termo "relambório". Quando disse relambório apenas e só estava a pensar em "resenha" , "resenha histórica". Nenhum outro sentido me ocorreu. Pelo menos na minha terra usa-se o termo "relambório" mais ou menos com o sentido que eu o usei. Admito também que terá sido um pouco força de expressão.


De Jacaré Tem Dente a 17 de Março de 2011 às 11:30
Deixe-me dizer-lhe, Sr. Castilho, que quando Cavalheiros se entendem, o mundo avança.
Compreendo que se tratou de um desconhecimento da minha parte no sentido da palavra, que de forma local terá uma aplicação diferente.
Cada Terra tem seu uso...
Um abraço deste Jacaré.


De Fernando Vouga a 16 de Março de 2011 às 17:04
Caros amigos Jacaré e Castilho

Insisto, mais uma vez, para evitarem ataques pessoais que em nada valorizam este espaço e pouco contribuem para a boa imagem dos comentadores envolvidos.
Como já houve uma parada com a respectiva resposta, dou o assunto por encerrado.
O que quer dizer que novos ataques não serão publicados.


De Augusto Castilho a 16 de Março de 2011 às 18:41
Sinceramente, não vejo, relativamente ao que eu disse, como é que pode ser considerado um ataque pessoal...é caso para dizer que algures existe um défice de formação democrática se considerarmos que não poderia ter dito o que disse. Francamente, vou mas é pregar para outra freguesia !


De Fernando Vouga a 16 de Março de 2011 às 21:46
Caro Augusto de Castilho

Obrigado pela sua atitude conciliatória.
No que respeita ao seu "défice de formação democrática", parece-me um tanto exagerado. Não está em causa a sua opinião a que, obviamente tem direiro, mas a adjectivação que, pelos vistos, usou inadvertidamente.
Antes de escrever o meu comentário, tive o cuidado de consultar o dicionário que, para o termo "relambório", tem várias entradas e uma delas é: "palavras fastidiosas, palavreado iútil". No mínimo temos de considerar que não é muito simpático.
Mas tenho todo o gosto em continuar a ler as suas opiniões que, mesmo que contrárias às minhas, serão sempre bem-vindas.


De Augusto Castilho a 16 de Março de 2011 às 21:57
E eu por também ter ido ao Dicionário, dei a mão à palmatória !


De Bartolomeu Dias a 15 de Março de 2011 às 00:14
Concordo com o comentário de Vasco da Gama. A dita cuja pode ter chegado mas ainda não aterrou ! Por enquanto paira ! Pelo menos ainda não se ninguém descalço, filas de racionamento, supermercados vazios e o trânsito lá vai andando ! No Japão, isso sim, isso é que é uma catástrofe. Mas aceito e compreendo que foi uma força de expressão para efeitos de drama...


De Fernando Vouga a 15 de Março de 2011 às 12:36
Caros amigos

Não deixa de ter piada esta do Bartolomeu Dias sair em defesa do Vasco da Gama. O que só prova que no passado havia solidariedade entre marinheiros.
Mas voltando à catástrofe. Ela já cá está, mas ainda não demos dela a devida conta. Porque os políticos vão disfarçando a ver se as suas mordomias ainda duram mais uns dias. Quiçá para terem tempo de colocarem o pilim na Suiça...
Mas pensem só numa coisa terrivel: o dinheiro que temos no bolso não é nosso, é emprestado. E os credores começam a sentir-se nervosos porque estão a ver que vão ficar de mãos a abanar. Mas não tenhamos dúvidas, de uma forma ou outra, vamos ter de pagar e com juros altíssimos.


De isabel a 16 de Março de 2011 às 10:51
já não os chamo de moscas mas abelhudos esfomeados e prontos a ferrar na gente!!!! Grrrrrrrr....tivesse 20 anos agora!!!


De Fernando Vouga a 16 de Março de 2011 às 11:37
Olá belinha

Obrigado pelo comentário.
Tens toda a razão, mas o tempo não volta atrás.


De Pedro Vouga a 25 de Março de 2011 às 16:59
Boa tarde tio

Não é nada de grave, nem vai morrer ninguém por haver eleições, o mal está feito.

Hoje, até me apetece opinar. “Em suma, vamos continuar com a mesma porcaria, passe o eufemismo, mas com moscas diferentes.” E não posso estar mais de acordo.

Sou, tendencialmente, social-democrata e, como homem de recursos humanos há mais de 20 anos, sou um fervoroso defensor da meritocracia. Admito-me culpado por ter votado José Sócrates na sua 1.ª candidatura, erro que não cometi na sua segunda, optando por votar na oposição (Bloco de Esquerda), eu que, tendencialmente, me revejo nos ideais da social-democracia (é favor não confundir com o PSD desde os anos 90).

A crise é parte do problema, mas a maior quota-parte é do nosso desgoverno como povo e sociedade, da nossa memória muito curta, da nossa fraca cidadania; nós olhámos com orgulho os "Isaltinos Morais" e "Fátimas Felgueiras" do nosso país, perdemo-nos de amores pelos "Hortas e Costa" que desbaratam o que é nosso (povo) em troca de uns milhões na hora. Em vez de gritarmos alto "Peço Justiça!.", dizemos " Para quê, não vai dar em nada...". Estamos amorfos.

Nesta nossa apatia deixámos os nossos governantes em perfeita roda livre. O mal está feito e nada tem a ver o facto do PS ter governado o país 12,5 anos nos últimos 15; o próprio José Sócrates tem 12 anos de carreira politica oficial, 6 como ministro e 6 como primeiro-ministro.

O problema não está só aí, o problema está também no desgoverno político do país real.

O problema está na alienação, por negociatas de compadrio, das antigas empresas que actualmente têm inúmeros gestores pagos a peso d'ouro para não gerir, mas unicamente criar lucros fabulosos, esmagando a sociedade.

O problema está na sociedade amorfa que se esquece que foi com os seus impostos que se rasgou e esventrou o país com as linhas telefónicas (PT), linhas de alta, média e baixa tensão (REN), com estradas e algumas auto-estradas (Ex-Brisa), que se criaram barragens e afins (EDP), ou que se criou a Petrogal. A Sociedade esquece que o que todos pagámos é agora propriedade de alguns.

O problema está nestas negociatas como, por exemplo, nas SCUTS, no Terminal de Alcântara, com o ex-ministro Jorge Coelho agora da Mota-Engil; esta sociedade amorfa paga e, se não der o lucro estipulado por contrato, o estado põe o resto.

O problema está nos políticos antes da carreira política, os ditos "boys" (como o foi, 10 ou 12 anos, o próprio José Sócrates, bem como Pedro Silva Pereira, António Costa, António José Seguro e muitos outros, os quais, são "boys" por "confiança política" em vez de pelas aptidões para a realização do carreirismo político), no sustento na nossa "elite" política governante, e na "elite" política cessante.

Para sustentar estas três fases da metamorfose política, e porque nada criaram antes da dita carreira, desenvolve-se uma máquina que gera, a um ritmo fecundo, todo um tipo de mecanismos, organismos e institutos e ministérios.
Emperra-se a máquina e cria-se uma cultura de desculpabilização e impunidade total.

Meus caros, o actual PSD está na máquina do estado numa quase igualdade com o PS. Não é solução, mas sim parte do problema. O mesmo quase que se pode dizer do CDS, embora numa escala muito pequena, (Mexias (EDP), Celestes Cardonas (CGD)). Tem-se ouvido tanta aleivosidade de muitos comentadores, a dizer que "Não, não se resolve o problema por aí".

Não é sem conta que se ouve " Nem vou votar, para quê?". Crie-se o dever de cidadania! Não sabendo esta sociedade usar a única arma que tem, que é o poder de eleger ou recusar com o voto, obrigue-se a votar através de penalizações, que os meus amigos verão a criação natural da massa critica necessária para ouvirem com certeza o grito "Já basta mais dos mesmos!", ouvirem finalmente "Peço justiça!" e, assim, creio que veremos uma luz ao fundo do túnel.

Mas até lá “… vamos continuar com a mesma porcaria, passe o eufemismo, mas com moscas diferentes.”

Aquele abraço,
Pedro Vouga


De Fernando Vouga a 25 de Março de 2011 às 19:05
Caro sobrinho

Dou-te os parabéns pelo teu texto com o qual concordo. É uma verdadeira radiografia da situação actual.
Embora seja um assunto um tanto lateral, o do voto obrigatório de que falas, a experiência não revela grandes melhorias. Um cidadão desleixado políticamente não vai deixar de o ser só porque vai ser obrigado a votar. E penso mesmo que o melhor será ele nem pôr os pés no local do voto.
Mas é apenas a minha opinião.

Um abraço


De Pedro Vouga a 26 de Março de 2011 às 18:46
Não sei tio, não acho que seja assim tão linear, somos “TUGAS” e isto vale dizer que somos diferentes; ainda deve haver por aí descendentes de Bartolomeu Dias e de Vasco da Gama.

A obrigatoriedade de ir a votos gera incómodo e só se consegue gerar massa crítica, quando se incomoda os “TUGAS”.

Dou-lhe o exemplo aqui de Lousada, terra 90% socialista (os que não pertencem à “lista da súcia” não o dizem abertamente), uma terra que recebeu José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa em ombros nas duas campanhas, contribuiu abertamente com capitais e matérias para a campanha nacional e vai contribuir outra vez. Pois eu vi esta terra, quase a gerar massa critica para a mudança, juntar-se em peso quando lhes fecharam o hospital e os obrigaram a fazer 14 quilómetros para ir a Penafiel, ou quando os obrigaram a fazer 50 quilómetros em quase 2 horas por estradas nacionais, para não pagarem 4,27€ dos 53 quilómetros pela SCUT (isto só ida).
Foi pena haver alguma distância entre as duas situações, foi pena não haver um orador à altura.

Tio, o “cidadão desleixado politicamente” é, na sua maioria, aquele que não se quer incomodar. Contudo, é meramente uma opinião.

Aquele abraço,
Pedro Vouga

*** Este texto (NÃO) foi escrito ao abrigo do novo (DES)Acordo Ortográfico ***


De António Trancoso a 26 de Março de 2011 às 09:35
Bem observado. Parabéns.


De Pedro Vouga a 26 de Março de 2011 às 18:49
Meu caro António Trancoso,

Espero ter conseguido demonstrar o meu ponto de vista. A anterior ministra da educação conseguiu gerar suficiente massa crítica na classe dos professores, reunindo 100 mil, ou perto disso, em Lisboa. Sei que não foi o suficiente, pois mantiveram-se orgulhosamente sós, em vez de se unirem a outras classes profissionais.
Só incomodando o “cidadão desleixado politicamente” é que se vai conseguir o cimento necessário para unir as classes.

Sou leitor assíduo deste blog, há vários anos, mas começo a ficar incomodado, até eu começo a opinar.

Cpts,
Pedro Vouga

*** Este texto (NÃO) foi escrito ao abrigo do novo (DES)Acordo Ortográfico ***


De Pedro Vouga a 26 de Março de 2011 às 22:53
Vivemos tempos de ditadura, de uma democracia financeira de ladrões!

O país vai mal, o povo aperta o cinto há uns anos, e eu ouvi no telejornal, não acreditei. Fui ler no expresso online.

Estas são as figuras emblemáticas do nosso país.

O BCP pagou a Armando Vara 822 mil euros em 2010, mais do que o presidente do banco recebeu. Os valores estão num relatório enviado pelo banco à CMVM.
Pergunto-me se terá declarado a caixa dos Robalos.

A remuneração total do presidente executivo da EDP ascendeu a 1,05 milhões de euros em 2010.
Como justificará ele os tais 50 mil euros que acrescem ao milhão. Foi o povo português que pagou a EDP, antes de ter sido oferecida aos compadrios.

Isto anda, no mínimo, obsceno.

Cpts
Pedro Vouga

*** Este texto (NÃO) foi escrito ao abrigo do novo (DES)Acordo Ortográfico ***


De Diogo Cão a 27 de Março de 2011 às 18:06
"Vivemos tempos de ditadura, de uma democracia financeira de ladrões!" Gosto disto ! Traduzindo dá, democracia apenas quanto baste ! O importante é salvar as aparências ! A partir daí, vale tudo !...Na Madeira também assim é !...


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