CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
Que vergonha!

 

 

 

          Resumindo: uma jornalista do "Público", Ana Cristina Pereira, foi convidada pela Câmara de São Vicente para apresentar o seu último trabalho. Uma obra que não tem nada a ver com a política mas com o drama da toxicodependência e do tráfico de droga.

          Porém, como o convidado para fazer a apresentação era o director do "Diário de Notícias" da Madeira, periódico não alinhado com o partido da maioria governativa, foi "desconvidada", a menos que encontrasse outro orador. 

 

          Claro que tal atitude do autarca da Capital do Norte já não apanha ninguém de surpresa. Aqui na Madeira é mesmo assim: a igualdade dos cidadãos perante a lei não existe, pura e simplesmente, nem para as actividades mais inocentes. Quem não pertencer às hostes laranjas só é gente para pagar os impostos. 

          De tal forma funciona a "democracia" madeirense que, à primeira vista, parece que  nem mereceria a pena contar mais este triste episódio. Mas, se o faço, é apenas para se ver até que ponto chega a mesquinhez abjecta do lambebotismo jardinista.



publicado por Fernando Vouga às 15:55
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20 comentários:
De 100 Estribeiras a 8 de Agosto de 2011 às 17:23
“lambebotismo”; gostei dessa e creia que aprendi mais uma palavra e que a adicionei ao meu dicionário.
Pois que dizer caro Senhor (?), que pensar (?) quando afinal Carlyle nos faz a demonstração válida de QUEM ”ELES” SÃO.
A “democracia” madeirense deixou de funcionar como aliás todas as outras e que o episódio é triste, pois bem o sabemos; porém, a pior de todas as tristezas é termos que OS aceitar e sabendo que a mesquinhez poderá ir muito mais além…
A igualdade dos cidadãos é achincalhada e as “hostes laranjas” são seguramente laranjas amargas; só para dar ao porco…


De Fernando Vouga a 8 de Agosto de 2011 às 18:18
Caro amigo

O que me custa mais é ver pessoas por quem sempre tive grande consideração e estima a perderem toda a honra e dignidade, por um reles prato de lentilhas.


De 100 Estribeiras a 8 de Agosto de 2011 às 20:22
Caro Senhor Fernando Vouga, cada homem tem o seu preço e creia que levei muitos anos a compreender que a prostituição é extensiva e muitas vezes da parte de QUEM MENOS SE ESPERA…
Galonados, enfeitados e galos nados; todos se prostituem, lambebotistas e cagandistas; mas sabe, a água lava tudo e lava a tromba de qualquer fantoche… … …como nos dizia Bocage.


De Anónimo a 13 de Agosto de 2011 às 21:37
Qual prato de lentilhas ? Aquilo pode custar uma gamela que valerá com certeza muitos pratos de lentilhas...


De Fernando Vouga a 14 de Agosto de 2011 às 16:46
Caro senhor

Servir o jardinismo foi, é e continuará a ser (penso que por pouco tempo) um reles prato de lentilhas, comparado com o valor da dignidade.
A gamela de que fala não passa de ração em mau estado e de má qualidade. Penso que nem os suínos lhe pegariam.


De Anónimo a 14 de Agosto de 2011 às 22:36
O problema é que na hora da verdade, mesmo com ração de péssima qualidade, os "suínos" bem têm lutado pelo acesso a ela. Em tempo de crise os suínos não são esquisitos e tudo marcha...pelo menos é o que nos têm habituado ao longo de anos. E então agora, depois das recentes declarações dos representantes da Troika a propósito do "buraco" da Madeira (277 milhões) em que defendem que se chegue a um entendimento para resolver esse problema, então é que o suíno-mor dirá : "enquanto se arranja e não se arranja esse entendimento, folgarei as costas" ...


De Fernando Vouga a 15 de Agosto de 2011 às 18:42
Caro amigo

Isto de gamelas é uma questão de gosto. Para quem for importante a ostentação de riqueza e de poder, até a merda lhes sabe bem, desde qua acumulem benesses... Coitados, não conseguem ver mais longe.


De António Trancoso a 9 de Agosto de 2011 às 18:23
Caro Monteiro Vouga
A verdadeira Grandeza do Homem revela-se na forma como se relaciona com os que governa.
Um abraço.


De Zé da Burra a 12 de Agosto de 2011 às 22:57
...só un esclarecimento por favor:
- Refere-se ao "homem" ser humano ou ao "Homem" João Jardim?


De Antóno Trancoso a 13 de Agosto de 2011 às 23:51
Zé da Burra
Refiro-me, obviamente, ao Homem (Ser Humano) e não à rã feita boi...


De Zé da Burra a 14 de Agosto de 2011 às 22:30
Começo por lhe agradecer a sua pronta resposta e então, consinta-me dizer-lhe que se assim é, não se trata da “Grandeza do Homem”; mas sim “da grandeza do homem”.
Digamos que será antes a “baixeza” e não a “grandeza”; é claro que não iremos polemizar sobre rãs que se tornam em bois.
O boi reconhece-se pela sua casta e a rã pelas perninhas…


De jorge figueira a 10 de Agosto de 2011 às 11:55
Fernando Este episódio é semelhante ao ocorrido há tempos com a "Grande Fraude". Pressiona-se para que ninguém ouse conceder espaço "aos provocadores".
Apesar de tudo apresenta, na minha opinião, uma mudança significativa. A autora, rapidamente, mudou de local para um espaço pertencente a um comerciante que, julgo eu, tem ligações ao poder laranja. Algo muda!? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos




De Anónimo a 12 de Agosto de 2011 às 20:10
Realmente, não percebo o espanto ! Parece que ainda não sabem o que é que a "casa gasta" ! "a igualdade dos cidadãos perante a lei não existe, pura e simplesmente, nem para as actividades mais inocentes. Quem não pertencer às hostes laranjas só é gente para pagar os impostos." Isto, como já referi são "entretantos" conhecidos deste povo que se diz superior. O que interessa são "os finalmente" que acabaram por acontecer no Restaurante Quebra-Mar, o que vem confirmar aquela máxima "Chapéus há muito" desde que o livro seja apresentado...como diria o Vasco Santana ! Neste reino enjoativo do Albertinho, agora mais conhecido pelo UI, já nada me espanta e como tal já começo a nem sequer ficar indignado e o melhor para a nossa saúde, é passar à frente ! Claro que atitudes tipo "voz do dono" ao estilo "pau mandado", fica com os intervenientes que detém o poder e que por enquanto ainda vão podendo tomar estas atitudes aberrantes, mas que , espero eu, os cidadãos não esquecerão !


De Fernando Vouga a 12 de Agosto de 2011 às 21:56
Caro anónimo

Tem razão. Do Dr. Jardim já nada me espanta há muito tempo. O que me espanta é haver pessoas que lhe lambem as botas, "malgré tout".
Jardim, enquanto governante, está cego surdo e mudo e já não tem reparação possível. Qual Sócrates de má memória, vive num mundo de sonho e fantasia que ele pensa que criou. Quanto mais não seja, porque os tais lambe-botas lhe pintam o quadro com cores risonhas.
A minha esperança reside naqueles que assinam como anónimos (por razões que aqui na Madeira se entendem facilmente...). Espero que através do voto, que é secreto, acabem com a maioria absoluta da oligarquia do poder.


De António Trancoso a 13 de Agosto de 2011 às 01:06
Meu Caríssimo Amigo
Pergunto-me como consegue ser muito mais optimista que eu!?!
O "veneno" está de tal forma entranhado que não me parece haver antídoto que valha! Há quem diga que, mesmo depois de morto, ainda ganha eleições...
Um bom fim de semana para si.


De Anónimo a 13 de Agosto de 2011 às 15:58
Há anos que me esforço para retirar a maioria absoluta ao neto do Tenente Cardoso (o da sopa) mas ainda não consegui ser bem sucedido. Pode estar descansado que em Outubro vou insistir novamente. Os cântaros existem para irem às fontes...


De Quincas o Berro d'Água a 22 de Agosto de 2011 às 22:04


Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (Judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:




“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.





De Fernando Vouga a 23 de Agosto de 2011 às 19:59
Caro amigo(a)

Grande verdade. A nossa sociedade está condenada,
tal como todas as sociedades do passado.
Porque foi e será sempre assim. Faz parte da natureza humana.
Sem pretender ser profeta, eu diria que a sociedade que vier a seguir também está condenada à partida.


De 100 Estribeiras a 27 de Agosto de 2011 às 00:15
Excelente.
Sei que esta mensagem circula na Net e só de um Qincas Berro Dágua (certamente jornalista?) é que esta ideia poderá chegar até nós, até Deprofundis.

Por abstracção o Homem condena-se e nesta sua trajectória comdena a sociedade em que vive, sociedade da qual ele faz parte e, sociedade que ele mesmo elabora.
O Ser Humano é afinal um potencial reformador.



De Fernando Vouga a 27 de Agosto de 2011 às 09:37
Caro amigo

Com efeito, esta mensagem apareceu no blogue "Fio de Prumo" (http://luisalvesdefraga.blogs.sapo.pt/).
O que a dita cuja filósofa diz é como um relógio TIMEX. Não adianta nem atrasa.


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