CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Presidenta?

 

 

Imagem retirada da NET

 

 

 

          Pelos vistos, reacendeu-se a polémica sobre a "Presidenta" da Assembleia da República. Só nos faltava mais esta, no meio de tanta desgraça!

          Como convém nestas situações, uns são a favor e outros são contra. Pessoalmente, sinto calafrios ao ouvir semelhante disparate. A vingar, teremos que dizer "residenta", "estudanta", "ouvinta", "comercianta" e por aí fora. Mas, como procuro sempre ser democrático, no rigoroso respeito pelas opiniões dos outros mesmo quando me parecem idiotas, proponho o seguinte:

          Usar as três formas possíveis, ou seja "presidenta" para o sexo feminino, "presidento" para o sexo masculino e "presidente" para o terceiro sexo. Vou dar um exemplo:

         "O pedinto recebeu a esmola das mãos da lenta da universidade mas um (uma) residente, disse que gostou muito de ver esse gesto de caridade."

 

          Lindo... e esclarecedor!



publicado por Fernando Vouga às 22:23
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7 comentários:
De Anónimo a 6 de Março de 2012 às 10:32
Vossa Excelência está cheio de razão !...e farta-se de gozar com as ignorâncias do pagode...


De Fernando Vouga a 6 de Março de 2012 às 11:25
Caro anónimo


Excelências à parte, obrigado pelo comentário.


De Anónimo a 6 de Março de 2012 às 17:09
Nada de melhor que não seja a evolução da ignorancia... sabe, ocupa menos espaço na Matéria Cinzenta e dá muito menos trabalho para reflectir.
Esta corja de estúpidos venceu e os 200 milhões de brasucas que emitem foneticamente sons parecidos com a Língua de Camões estabelecem acordos em que teremos que aprender a ser estúpidos e falar como falam os que nem escrever sabem...
A estupidêz está em plena evolução, é galopante e em plena aprovação da parte dos docentes, ésta nova frescura que os estúpidos têm com eles resfriam-nos e ainda vamos acabar por apanhar uma forte constipação.
Já poucos são os que sabem ler, falam para se ouvirem a eles mesmos e o valor Cabalístico da Língua perdeu toda a sua Natureza.
Não, não sou mesmo deste Planeta...acho que já fui.


De Fernando Vouga a 6 de Março de 2012 às 18:22
Caro anónimo


No Brasil fala-se português mas com um "registo", diferente, tal como acontece noutras línguas faladas em vários continentes. No Brasil, como cá, há muita gente que não sabe falar português correcto, mas isso é outra história.


Em todo o caso, temos de reconhecer que, no interesse de todos, convém aproximar tanto quanto possível os diferentes registos. Pelo que, em princípio, não sou contra acordos ortográficos. O que acontece é que este é um desastre. Talvez resultado das embrulhadas destruidoras em que um tal Sócrates se costumava meter. 


De Anónimo a 7 de Março de 2012 às 14:02
São justíssimas as suas palavras.
José Sócrates só foi "o homem do pífaro" como foi o "outro" na Ilha da Madeira... e muitos mais, pois músicos de pífaro é o que não falta.

"O pedinto recebeu a esmola das mãos da lenta da universidade mas um (uma) residente, disse que gostou muito de ver esse gesto de caridade."
 
Mas será que teremos mesmo que raciocinar assim ?
E eu que pensava que a estupidêz tinha limites !?
 
 


De jorge figueira a 7 de Março de 2012 às 12:11
Há coisas que, realmente, a brincar conseguimos entender melhor. O modo como o Fernando colocou a questão faz, no mínimo, sorrir. Quem anda a falar Português há mais de meio séc. (ena! tanto tempo), para mais com sotaque e muitos regionalismos, se me permitem os intervenientes, e não sendo nem de perto nem longe filólogo, vou expressar o meu pensamento. Eu, penso que muitos daqueles que emitiram opinião também, aprenderam aquela coisa dos substantivos comuns de dois, sobre-comuns etc. Cabia numa dessas classificações o Sr. juiz e a Sr.ª Juiz. Hoje ouve-se comummente a Sr.ª Juiza. Lembrando-se alguém de dizer(escrever) a Sr.ª Juiz cheira a arcaísmo. Sinceramente não me repugna que se adopte a nova grafia. Os tempos são outros a magistratura, há 50 anos, era, se não na totalidade, largamente masculina. Creio que Juiza se adapta aos novos tempo e, parece-me, conta com a concordância das destinatárias. Diferente é a situação da Presidenta e quejandos. Aí julgo que o mais adequado era aquilo que vi defendido por um Brasileiro que, resumidamente, dizia não façam revoluções linguísticas escrevam com as consoantes para abrir vogais pois nós entendemos muito bem o que se quer dizer.
Deixemos passar o tempo pois estas coisas evoluem naturalmente, se assim não fosse ainda falaríamos latim, por via erudita ou plebeia...        


De Anónimo a 8 de Março de 2012 às 13:27

Excelente demonstração.
Um "zest" de tolerância e prudentes palavras.
Sinceros cumprimentos.


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