CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quinta-feira, 7 de Maio de 2015
Vira o disco e toca a mesma

DN_M_07Mai15.jpg

      Para os leitores não madeirenses, esclareço que há na Madeira um periódico, o Jornal da Madeira (JM), que é propriedade da diocese do Funchal. Mas, por razões que só o anterior presidente do Governo Regional conseguirá explicar devidamente, essa publicação passou a ser sustentada por dinheiros públicos ou seja, pelos contribuintes, e distribuída gratuitamente. Acontece porém que a orientação dos seus conteúdos é clara e descaradamente favorável ao PSD-M, de tal forma que se tornou, na prática, num mero órgão de propaganda partidária. Enfim, um escândalo vergonhoso, a que os candidatos à liderança do partido prometeram por termo, embora não explicassem como.

      Existe na Madeira mais um jornal, o Diário de Notícias da Madeira (DN-M) que, sendo também propriedade privada, não recebe qualquer subsídio governamental e os exemplares são pagos por quem os compra. Tal como acontece na comunicação social dos países livres, os seus conteúdos serão orientados muitas vezes pelas conveniências de quem o financia. Porém, como só o compra quem quer, não há nada a reclamar.

      Verifica-se, no entanto, que apesar das promessas de quem está agora no poder, o governo regional aponta para a eternização desta vigarice, quiçá com a desculpa de salvar a empresa diocesana e assim garantir a manutenção dos postos de trabalho, blá, blá, blá. O que faz pouco sentido, porque um governo cuja irresponsabilidade caloteira da administração anterior levou à falência muitas empresas e lançou lançou no desemprego centenas de madeirenses, não tem moral para estar agora preocupado com o futuro de um jornal privado que há anos tem sido sustentado com dinheiros públicos e tem, apesar das ajudas, um passivo que rondará os 50 milhões de euro.

      Ou será que ter propaganda partidária à borla é mais importante?

 



publicado por Fernando Vouga às 18:54
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2 comentários:
De Jorge Figueira a 8 de Maio de 2015 às 21:03
Demorei por querer fundamentar o meu comentário. A empresa JM foi criada pela diocese do Funchal como seu órgão de informação onde, a par com notícias gerais, se informavam os fiéis das questões católicas. Constituiu-se entre a diocese e o GR, liderado por Alberto João, uma sociedade por quotas. O "sócio rico" - com a mão metida nos nossos bolsos - socorreu a empresa com suprimentos que, por incorporação dos suprimentos no capital,  lhe garantem, ao GR,  a propriedade de cerca 99% do capital social.  


De Fernando Vouga a 8 de Maio de 2015 às 21:49
Caro Jorge


Obrigado pela informação que, confesso, não sabia. Mas, assim sendo, a batota é muito mais grave do que eu pensava. E a gravidade vai sair fatalmente dos nossos bolsos. 
E ninguém vai preso?


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