CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sábado, 21 de Março de 2020
Directamente da prisão domiciliária

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Para matar o tédio em que nos encontramos todos nestes dias difíceis, ando a rever alguns filmes que tenho guardados em DVD. Calhou-me hoje o clássico do cinema a preto e branco, intitulado “Bruscamente no Verão Passado”, uma adaptação da peça com o mesmo nome de Tennesse Williams.

Com o desempenho magistral de Elisabeth Taylor, Montgomery Clift e Catharine Hepburn, somos confrontados com um drama psicológico intenso e profundo.

A acção decorre na decada de 50 do século passado e transporta-nos até aos meandros mais recônditos da mente humana. Na linha mestra do enredo está a pretensão de resolver uma hipotética doença mental através de uma lobotomia, técnica médica inovadora que afinal, não era tão promissora como se esperava...

 

Lobotomia é uma intervenção cirúrgica no cérebro em que são seccionadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Foi utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia.

Em muitos casos, a lobotomia transformava os pacientes em vegetais ou simplesmente os tornava mais dóceis, passivos e fáceis de controlar.

Esta técnica foi desenvolvida em 1935 pelo médico neurologista português António Egas Moniz (1874-1955), em equipa com o cirurgião Almeida Lima, na Universidade de Lisboa. Egas Moniz veio a receber com este trabalho o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949.

(Informação extraída da Wikipedia)

 



publicado por Fernando Vouga às 19:59
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Quinta-feira, 5 de Março de 2020
Para quem gosta de ler

SanMichele.jpg

 

 

Foi na minha mocidade que li, emprestado por um meu irmão,  "O Livro de San Michele" de Axel Munthe. Já nessa altura me impressionou pelo seu interesse, profundidade e intensidade.

O autor, um médico sueco, leva-nos até às profundezas quase misteriosas da medicina nos tempos de Pasteur e Charcot. Obra muito humana, onde a realidade e a ficção por vezes se misturam, numa combinação que prende o leitor.

Pena é que esta pequena maravilha literária tenha caído no esquecimento. Consegui finalmente adquiri-lo através de um amigo muito familiarizado com leilões pela NET. 

Acabei de o reler e recomendo-o vivamente.

 



publicado por Fernando Vouga às 18:24
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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
Para quem gosta de ler

 

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    Teria eu uns 15 anos de idade quando li pela primeita vez o “GOG”, de Giovanni Papini. O livro fora-me emprestado por um dos meus irmãos mais velhos. Depois, nunca mais o vi em parte alguma, nem à venda. Embora pretendesse adquiri-lo logo que pudesse, nunca o consegui. Mas só agora, com a prestimosa ajuda de um amigo meu, perito em leilões de livros, é que consegui comprá-lo. É usado mas está em bom estado. Voltei a lê-lo de seguida o que, mais uma vez, me deu grande satisfação.

    Gog é uma personagem fictícia, um excêntrico multimilionário americano que, aproveitando-se da sua incomensurável fortuna, dá largas à sua imaginação, acabando os seus dias num manicómio particular. E seria aí que entregou ao escritor italiano uma série de textos...

    De leitura muito agradável, neste livro de Papini somos tansportados para um mundo visto literalmente do avesso.

    Há quem diga que o humorista olha a realidade por um ângulo diferente. Neste ponto de vista, podemos estar em frente de um livro de humor. Mas não nos faz rir, faz-nos pensar.

 



publicado por Fernando Vouga às 18:54
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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2019
O PUM militar

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De súbito, ouve-se um grande PUM na redacção do DN – Madeira. O que será? Foi a mulher da limpeza? Não, o PUM veio duma janela virada a leste.

Feitas de imediato as devidas averiguações, verificou-se que, no Santo da Serra, o general comandante da Zona Militar da Madeira tinha autorizado um civil disparar um tiro de salva. Para o efeito, foi utilizado um sacrossanto, mas obsoleto, canhão do Exército.

Crime, gritaram uns, sacrilégio, choraram outros! Um canhão militar foi conspurcado pelas mãos de um civil!

Mas o mais estranho foi que, o malvado PUM, que costuma a viajar à razão de 340 metros por segundo, demorou meio ano a agredir os tímpanos dos jornalistas. Teve, no entanto, o bom senso de esperar pelo reultados das eleições para, enfim, se fazer ouvir por quem de direito...

Era mais do que claro que a coisa não poderia ficar impune. Há que punir severamente o criminoso, há que lançar o alarme, com direito a parangonas na primeira página.

Com efeito, não há direito que se cometa tal dislate. As tropa pode ceder instalações para apoio a calamidades, fornecer refeições gratuitas às vitimas de incêndios e aluviões, transportar sinistrados, apoiar eventos desportivos, autorizar militares fardados a incorporar procissões e muitas coisas mais em proveito da população. Por outro lado, em Portugal, um governante, depois de descerrar uma lápide, pode perfeitamente largar a bandeira nacional para o chão. Mas um general, autorizar um PUM num torneio de golfe, isso é que não!

 

Para lá da demora em publicitar o caso (algo muito estranho, já que durante seis meses ninguém se manifestou nem se zangou), muitos dos pormenores envolvidos, para não dizer todos, são também muito estranhos.

Ao contrário da lentidão em se colocarem os factos na comunicação social, a demissão do General foi feita à velocidade da luz. E, mais estranho ainda, parece que já estava na calha um oficial general pronto para calçar os sapatos do defunto. Melhor dizendo, dois oficiais generais. Isto, diga-se de passagem, para comandar uma guarnição que, no seu todo, é inferior à da PSP, para não falar da dos bombeiros.

Estranho também foi a forma como se efectuou a demissão do general com uma folha de serviços brilhante. Nem sequer teve o direito inalienável de se defender. Foi linchado na praça pública. Diga-se em abono da verdade que, tanto quanto julgo saber, o general não infringiu qualquer código, regulamento ou ordem superior. Apenas tomou uma decisão, discutível certamente, mas que, pelos vistos, desagradou às mais altas chefias militares.

Inaceitável foi no entanto o papel algo sinistro desempenhado pelo DN – Madeira.  Antes de publicar a notícia, tudo parece indicar que não houve o cuidado de contactar o visado. Por outro lado, a peça publicada não referiu a data do evento (li os textos  e tive que consultar o calendário dos torneios do Clube de Golfe do Exército para o saber), o que decerto lhe causaria forte embaraço. Resumindo, tanto alarido por um PUM ocorrido há seis meses é no mínimo inconcebível. Logo...

Por fim, não contente com o mal que causou a um homem digno, permitiu este jornal, no dia 28 de Outubro, que se publicassem duas ilustrações  chistosas a denegrir a  sua imagem.

Nunca esperei tal comportamento de um jornal que, durante décadas, teve a coragem de enfrentar o todo poderoso Presidente do GR.

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Nota: Um erro de ortografia dado por um jornalista não faz mal a ninguém...

 



publicado por Fernando Vouga às 19:52
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
Para quem gosta de ler

      Acabei de reler os "Os Mal Amados" de Fernando Dacosta. 

      Desde há muito que adquiri o hábito de reler os bons livros que tenho na minha modesta bilioteca. Faço-o quase sempre com agrado e este livro não foi excepção.

      Fernando Dacosta é um grande jornalista e um grande escritor, pelo que me escuso a tecer comentarios sobre a sua pessoa. 

      Limito-me a sugerir a sua leitura. Muito útil, agradável e esclarecedora. Não percam.

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publicado por Fernando Vouga às 18:19
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Sábado, 10 de Agosto de 2019
A greve dos camionistas

 

 

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Por Carlos Matos Gomes

A ameaça de condutores de camiões de combustíveis paralisarem o país assenta em vários falsos pressupostos. Vigarices que tornam a acção injustificável e sem credibilidade.

  1. O dito sindicato é uma máscara de outra qualquer organização que não um sindicato de motoristas. Um sindicato de motoristas de pesados que se organiza à volta de um vice presidente, advogado de passado sombrio – com escritórios virtuais, falências e condenações como empresário – que não está habilitado como profissional da condução, não merece credibilidade. Quem não se dá ao respeito não merece ser respeitado. E este grupo, com esta escolha para motorista por equivalência, como o Relvas doutor, de um advogado saído do nevoeiro não se dá ao respeito, nem merece o respeito dos portugueses.
  2. Também seria de averiguar quantos dos sócios deste dito sindicato são efectivamente trabalhadores por conta de outrem e quantos são empresários a titulo individual. No conflito dos taxistas contra a UBER descobriu-se que alguns dos mais exaltados taxistas eram empresários com dezenas de táxis e alguns até tinham carros em serviço na UBER!
  3. A sociedade e o Estado não estão a tratar de questões laborais com uma entidade credível. Não se trata de “uma luta de camionistas por salários de 850 euros”. É pelo facto de não ser essa a luta que esta acção é uma ameaça à democracia. Nenhum destes camionistas ganha 850 Euros por mês!
  4. Numa época em que tanto se fala de transparência e que os políticos são tão escrutinados, este dito sindicato e os seus dirigentes são tudo menos transparentes. São mesmo muito obscuros.
  5. Mais, o dito sindicato de matérias perigosas é, na realidade um grupo organizado de motoristas e proprietários de autotanques de combustível e não de matérias perigosas. Matérias perigosas seriam também, por exemplo, o transporte de gado bravo. Ou não? E até de claques de clubes desportivos, ou de alunos para excursões a Espanha!. Passando o humor, do que se trata na realidade é de um grupo de transportadores de combustíveis que tenta parar um país com fins obscuros.
  6. Afectar a distribuição de combustíveis é o mais clássico e barato processo e desestabilizar um Estado moderno. É a desestabilização que este grupo pretende através deste meio. Um pequeno grupo de activistas faz querer a um grupo alargado que poderá obter vantagens imediatas se entrar no esquema. Qualquer agência de desestabilização sabe que assim é e paga estes serviços. Não há manifestações espontâneas nestes casos. Há organização de retaguarda, nacionais ou estrangeiros, agentes locais e carne para canhão. O que sobra de uma manobra de desestabilização política e social como a que estamos a viver passa por manipular a opinião pública com argumentos do tipo justa luta, luta constitucional. Trabalhadores explorados… a panóplia de manipulação com temos sido brindados por todos os meios, das TV às redes sociais. A greve é constitucional, mas a má-fé é crime.
  7. O que está em causa neste processo é aceitar que um grupo utilize a Litigância de má-fé. Recordo o que a propósito da má fé nas negociações escreveu António Arnaut (caso dos enfermeiros):

Os que deturpam a verdade, moldando-a aos seus interesses mesquinhos, ou tripudiam o ordenamento com interpretações tendenciosas, são verdadeiros contrabandistas, mais perigosos do que vulgares falsificadores, porque estes traficam mercadorias e assumem o risco da descoberta, enquanto os outros ofendem os valores sagrados da Justiça e movem-se com total impunidade.”

António Arnaut, in «Ossos do Ofício»

  1. A má-fé processual assemelha-se, com efeito, a um «vírus» que corrompe e desvia o processo da sua função. Assim se prejudica não apenas as partes em litígio, mas toda a coletividade interessada na justa resolução das controvérsias e na pacificação social. Há ingénuos que por preconceito ideológico – desde que se refira a palavra «trabalhadores» fazem um vénia e aceitam tudo – que embarcam nesta mistificação de honrados motoristas, exaustos após horas de condução sempre em risco de o camião explodir, se baterem por um salário que ponha comida na mesa dos filhinhos… e que só ganham, depois destas arriscadas operações (que não incluiu ligar as mangueiras aos depósitos – a parte mais delicada da operação), 850euros. O que os boletins de vencimento, as declarações de IRS e as contabilidades das empresas desmentem. Basta a AT averiguar.
  2. A preocupação em combater a má-fé processual encontra-se no direito português nas Leis Gerais do Reino de 1211, elaboradas durante o reinado de D. Afonso II, sendo esta tendência no combate à malícia processual reafirmada ainda em vários diplomas legais durante os reinados de D. Afonso III, D. Dinis e D. Afonso IV. A malícia das acções era punida com pagamento de custas em dobro ou em tresdobro, consoante a gravidade da sua conduta.
  3. Esta acção do grupo de motoristas e empresários de transporte combustíveis capitaneados pelo sombrio doutor Pardal Henriques é antes de tudo um litígio de má-fé.

 



publicado por Fernando Vouga às 21:49
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Quarta-feira, 17 de Abril de 2019
Para quem gosta de ler

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      O padre catolico Jean Meslier (1644-1729) foi pároco de uma pequena povoação nas Ardenas francesas. Dedicado aos seus paroquianos, exerceu o seu ministério com rigor e dedicação, colocando-se sempre ao lado dos mais fracos.

      Porém, não prescindiu de pensar pela sua cabeça, tendo escrito um livro com as suas conclusões. Livro esse que só deixou que fosse publicado após a sua morte...



publicado por Fernando Vouga às 11:16
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2019
Carlos Matos Gomes

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O cartel dos enfermeiros 

      O que tem sido apresentado à opinião pública como uma greve decretada pelos sindicatos de enfermeiros pode ter outras leituras. Os profissionais de enfermagem tanto podem ser vistos como assalariados ou como empresários.

      É que alguns (muitos? poucos?) são assalariados no serviço público e simultaneamente são empresários no privado, uns a título individual, outros como patrões de empresas prestadoras de serviços, outros ainda são assalariados no público e no privado.

      Assalariados no público e no privado, assalariados no público e patrões no privado, empresários de sociedades anónimas e a título individual, no entanto todos se apresentam perante a opinião pública acolhidos debaixo do manto protector e facilitador de obtenção de reconhecimento público de “sindicatos” e todos invocam as leis do trabalho para justificarem ao “patrão” Estado as suas reivindicações de trabalhadores, de explorados pelo capital! Já quanto ao sector privado, onde são patrões, não há revindicações! Claro.

      Ora, estes “sindicatos” onde se reúnem os interesses de patrões e assalariados são típicos do corporativismo! Portugal foi um Estado corporativo até ao 25 de Abril de 74. A contrapartida da consensualização de interesses do trabalho e do capital, arbitrada pelo Estado, é a renúncia à greve ou a sua proibição.

      Estas corporações, de facto, sob a máscara de sindicatos, aproveitam-se do estatuto da greve enquanto trabalhadores para obterem lucros patronais! É o dois em um. A Ivone Silva fez uma rábula numa revista em que jogava com esta ambiguidade: segundo as conveniências de umas vezes Olívia Patroa e de outra Olívia Costureira. É esta rábula hipócrita e oportunista que os sindicatos de enfermeiros estão a representar, mas uma rábula macabra, que joga com a saúde e a vida dos cidadãos.

      No presente, esta organização corporativa de patrões e assalariados na área da prestação de serviços de enfermagem, que até tem um fundo de maneio de origem anónima (talvez os enfermeiros patrões saibam alguma coisa) apresenta-se ao maior patrão, o Estado (os contribuintes), aquele que paga a base fixa e segura dos seus rendimentos, com a máscara dolorosa dos assalariados reunidos em sindicato para defenderem as suas justas revindicações, constitucionalmente garantidas a trabalhadores por conta de outrem. Chama-se a isto mamar em todas as tetas. É legítimo? É merecedor de consideração e respeito?

      Vistos como empresários, os enfermeiros estão a agir em cartel. Sendo que “Cartel é um acordo explícito ou implícito entre empresas para fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados, de atuação coordenada entre os participantes para aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor.”

      A dita “greve” dos ditos “sindicatos” corresponde a esta definição de cartel. E até à de cambão: isto é, a acção concertada para obterem a compra de determinados bens ao preço definido entre os elementos do cambão.

      Não me parece que um governo, independentemente da sua matriz ideológica, deva aceitar negócios propostos por um cartel ou por um grupo de empresários que acertaram entre si um cambão. E toda esta mistificação sob o manto nada diáfano de sindicatos e de sagrados direitos… Isto, mesmo sem considerar que se trata de um bem essencial, a saúde e a vida dos cidadãos.  


 NB:- Os enfermeiros exigem: Reforma aos 57 anos e um aumento de 400€. Recorde-se que o vencimento na função pública é de: Mínimo de 1 201€ e máximo de 3 364€ e a carga horária 35 horas/semana.

         Os enfermeiros negociaram contrato de trabalho no privado (boletim do M. trabalho nº. 26/2018), com as seguintes condições: Vencimento mínimo 985€; vencimento máximo 1 720€ e carga horária 40 horas/semanais

Obviamente, nota-se uma diferença entre uma entidade (pública) e a outra (privada)! Pergunta-se: Porque será, num sector (público) onde têm melhor salário e menos carga horária promovem greve e no privado não?

 



publicado por Fernando Vouga às 13:19
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Sábado, 22 de Dezembro de 2018
Presépio dos dias de hoje

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PRESÉPIO MINIMALISTA

 

LEMBRETE 12050

O presépio actual


Ficou tão minimalista,


Que mantém só o curral!...

Perdeu-se o resto de vista!...

 

LEMBRETE 12051

Deixou de ter o Menino,


Por questões de identidade!...

Dar género ao pequenino


Era ilegalidade!...

 

LEMBRETE 12052

O José e a Maria,


Sendo uns refugiados,


A Direita não queria


Que fossem cá abrigados!...

 

LEMBRETE 12053

Os Reis Magos são banidos

Por conflitos raciais!...

Também foram removidos

Pelo PAN, os animais!...

 

LEMBRETE 12054

Quanto ao ouro e à mirra,


Também eles desapareceram!...


Mas neste caso houve birra

Dos banqueiros, que os venderam!...

 

LEMBRETE 12055

Ficou, assim, reduzido

Ao estábulo natal,


Que irá ser convertido

Em alojamento local!...

17/12/2018 — Autor desconhecido

 



publicado por Fernando Vouga às 11:25
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Sábado, 8 de Dezembro de 2018
O Rei vai Nu

4 rei.jpg

  Não resisto a transcrever esta preciosodade de José Pacheco Pereira:
 
    Eu acho muito bem que os restaurantes portugueses tenham cada vez mais estrelas Michelin e dou os parabéns aos seus cozinheiros. Mas não conto ir comer a nenhum dos seus restaurantes porque aquilo não é comida. Pode ser “arte” e “cultura” mas comida não é. Pode excitar-me o palato com sensações únicas dar-me uma “experiência” rara de sabores, mas, quando eu como, não quero ser maçado com uma explicação técnica e em linguagem cifrada do que vou comer, com muitos “sucos” e “espumas”, nem “braseado”, nem “confitado” e, muito menos, “resumido”, palavra muito verdadeira visto que de um modo geral basta uma garfada para acabar com o estético montinho de qualquer coisa muito boa e cara deitada “em sua cama” de um prato arranjado como um Pollock (Jackson).  
 
    Não defendo o "Enfarta Brutos" mas, muito menos defendo aqueles que servem os pratos "resumidos" que só podem ser observados com uma boa lupa e cujo preço se escreve com três dígitos!  


publicado por Fernando Vouga às 15:45
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gse_multipart60608.jpg Tomates.jpg Santana Lamego
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