CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sábado, 8 de Dezembro de 2018
O Rei vai Nu

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  Não resisto a transcrever esta preciosodade de José Pacheco Pereira:
 
    Eu acho muito bem que os restaurantes portugueses tenham cada vez mais estrelas Michelin e dou os parabéns aos seus cozinheiros. Mas não conto ir comer a nenhum dos seus restaurantes porque aquilo não é comida. Pode ser “arte” e “cultura” mas comida não é. Pode excitar-me o palato com sensações únicas dar-me uma “experiência” rara de sabores, mas, quando eu como, não quero ser maçado com uma explicação técnica e em linguagem cifrada do que vou comer, com muitos “sucos” e “espumas”, nem “braseado”, nem “confitado” e, muito menos, “resumido”, palavra muito verdadeira visto que de um modo geral basta uma garfada para acabar com o estético montinho de qualquer coisa muito boa e cara deitada “em sua cama” de um prato arranjado como um Pollock (Jackson).  
 
    Não defendo o "Enfarta Brutos" mas, muito menos defendo aqueles que servem os pratos "resumidos" que só podem ser observados com uma boa lupa e cujo preço se escreve com três dígitos!  


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Domingo, 21 de Outubro de 2018
Um país de pacóvios

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Edgardo Pacheco 13 de outubro de 2018 às 19:00

Jornal de Negócios

 

      Aos leitores, sugerimos umas conversas durante as próximas feiras de Outubro e Novembro com produtores e enólogos sobre estes assuntos dos mega-descontos. Vão ver que ainda descobrem outras histórias curiosas.

      Todos os anos, o ritual repete-se: amigos e conhecidos trazem catálogos das feiras vínicas para eu assinalar as garrafas que considero boas compras. Sucede que, este ano, entre os pedidos e os comentários sobre os inúmeros vinhos de Pias e a abundância de Vinhas Velhas nos rótulos, havia esta pergunta: Vale a pena comprar vinhos com 65% e 70 % de desconto? Que é como quem diz: há algum esquema aqui escondido?

      Se gosto de assinalar catálogos, confesso que, na história dos descontos, já me falta paciência para explicar a nublosa dos valores de descontos mais adequados a um souk de Marrocos do que a uma feira na Europa. De maneira que, imaginando que muita gente desconheça o método como se formam alguns destes descontos estratosféricos, tratemos do assunto. Quando me voltarem a fazer perguntas, ofereço uma fotocópia deste artigo. Ou mando o link, pronto.

   Todos os grupos de distribuição fazem feiras e campanhas sazonais de promoção de vinho. Mas há campanhas e campanhas. Há grupos que praticam descontos entre os 20% e os 30% (valores normais), outros que vão aos 40% (coisa forçada) e um que chega até aos tais 70% de desconto: o grupo Sonae, dono da marca Continente. É, por razões óbvias, sobre este que nos debruçaremos.

      Como se constrói este esquema dos 70%? De forma simples. Os comerciais do Continente chegam a um produtor e - vamos dar um exemplo que resume o espírito do negócio - dizem que precisam de uma nova marca com um preço de venda ao público de, por hipótese, €3,89, e pelo qual pagarão ao viticultor entre €2 e €2,5 (aqui os valores oscilam muito). Mas - cá está o detalhe - exigem que o produtor conceba um vinho que, no imaginário do consumidor, se posicione na faixa dos €13, por exemplo. Como? Com uma garrafa cuidada, um rótulo bem desenhado e um nome estratégico. Se vier com "velha", "manca", "pêra" ou um título nobre (marquês, conde ou visconde), melhor ainda. E, como tais vinhos comprados entre os €2 e os €2,5 dificilmente passariam numa câmara de provadores como Reserva ou Grande Reserva, não há problema. Uns serão Signature e os outros Premium. A cereja em cima do bolo é, sendo possível, juntar-lhe o chavão de Vinhas Velhas. E está feito o embrulho de algumas marcas de vinho Continente.

      Em loja, esse vinho que custou entre os €2 e os €2,5 e que ninguém conhece ficará entre uma a duas semanas nos tais €13 (não registamos a margem especulativa nessa altura porque, na realidade, ninguém lhes deita a mão em cima). Passado este tempo, o vinho entra no maravilhoso mundo dos descontos Super Preço - entre os 65% e 70%. Assim, quando um consumidor compra esse tal vinho de €3,89, regista na sua factura um desconto de €9,10. É brutal! E, lá está, vai gabar-se junto dos amigos que fez um grande negócio. Só que - reflictam bem sobre isso, caros leitores -, ele, na realidade, pagou o preço justo por um vinho que, na produção, custou entre os €2 e os €2,5. Cerca de €3,89 é o preço correcto para o vinho em causa. Que não haja dúvidas. Mas, €13, nunca. O valor dos €13 tabelado apenas para preparar o estrondoso desconto dos 65% ou 70% é a armadilha para apanhar consumidores descuidados e deslumbrados com a cultura das promoções. Ponto final.

      De resto, como poderia um hipermercado - cujas campanhas de promoção atira sempre para os produtores - ser tão generoso com os seus clientes? E, já agora, como poderiam os produtores viver com a oferta de descontos da ordem dos 65% ou 70%? A resposta é simples: porque tais vinhos nunca foram pagos em conformidade com o tal target dos €13.

      Mas o curioso é que esta estratégia agressiva não resiste a um teste simples que qualquer consumidor pode fazer em casa com os amigos. E vamos a outro exemplo concreto. O Alvarinho Jardim Secreto 2017 tem como preço base €12,99 e é produzido para o Continente pela empresa Quintas de Melgaço. Pois bem, o Alvarinho da própria empresa - o QM - está à venda no linear do Continente por €8,99. Ou seja, este vinho histórico é €4 mais barato do que a nova marca que ninguém conhece. Lindo, não é? Mas, se provarmos um e outro, as diferenças são consideráveis. O Jardim Secreto é um branco banal que nem remotamente lembra Alvarinho, mas o QM Alvarinho - sem ser um vinho de encantar - cheira e sabe a Alvarinho. E mais. Na mesma prateleira podemos encontrar um Soalheiro com preço base de €11,99 e um Muros Antigos por €12,67. Provem estes dois Alvarinhos com o Jardim Secreto a €12,99 e vão ouvir as gargalhadas dos amigos a ecoar pela sala. Ou seja, se o leitor comparar o preço base dos tais Signature e Premium com o preço base - em idêntico patamar - das marcas-âncora das casas que deram origem aos tais vinhos Continente, verá que há qualquer coisa que não bate certo. Nem poderia.

      Ora, se por um lado não existe nada de ilegal nesta estratégia agressiva do Continente (é só um acordo entre as partes), no plano ético, e no que diz respeito à ligação com os consumidores, não me ocorre outra expressão que não seja a das saudosas rábulas do Raul Solnado: "Malandrice!"

      Se, por um lado, tenho a ideia de que quando certos consumidores entram num hipermercado deixam o cérebro no automóvel (ou é isso ou aqueles rectângulos alaranjados dos Super Descontos que emitem um gás que paralisa os nossos neurónios), por outro fico com perguntas para as quais não tenho resposta. Os produtores estarão condenados a alimentar estratégias destas? As comissões vitivinícolas regionais (CVR) não sentem necessidade de dizer qualquer coisinha (as CVR e, já agora, a Autoridade da Concorrência)? Faz sentido as associações de consumidores passarem ao lado deste debate?

      Como não sei responder vou, entretanto, beber um copo de tinto Vinha da Coutada Velha 2017, feito no Monte da Ravasqueira que, lá está, por €3,89, não está nada mal. Mesmo. Mas nunca por €13, que é apenas menos €0,49 do que o preço do Vinha das Romãs 2015 da Ravasqueira. Curioso, não?

 

Recebido por correio electrónico

 

 



publicado por Fernando Vouga às 16:16
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2018
Para quem gosta de ler

Morgadinha.jpg

 

 

    Acabei de reler "A Morgadinha dos Canaviais" de Júlio Diniz. Obra literária que li na juventude, mas na qual apenas me interessou pelo enredo. Enfim, pareceu-me uma historieta com o inevitável triângulo amoroso com um final feliz. Estou certo de que nessa altura, passei à frente sem ler muito do que o autor nos quis revelar. 

    Mas agora tive uma agradável surpresa. Convencido de que iria deixar o livro a meio, acabei por me interessar pela leitura e não perdi uma vírgula sequer. O romance transportou-me a tempos antigos, numa intriga verosímil, muito bem urdida e com personagens — umas redondas e outras planas como convém —  credíveis e convicentes. Um autêntico banho perfumado para a mente. Que delícia!

    À parte da estória, Júlio Diniz aproveitou por nos revelar, com grande mestria e subtileza, os bons e os maus aspectos da vida no Portugal do Século XIX, tendo como cenário uma remota aldeia do Minho.

    E o mais curioso é que a sociedade de então pouco difere, na sua essência, da actual, em que todos nós nos queixamos das habilidades de uma política conduzida por gente interesseira, desonesta, hipócrita, e mentirosa.

    Afinal, o mal já vem de longe...

 

 



publicado por Fernando Vouga às 21:49
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Terça-feira, 31 de Julho de 2018
Dicionário de política

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NewSpeak Jornalístico em Portugal
By Ricardo Campelo de Magalhães

O comentador LuckyLucky fez aqui uma pequena lista de manipulações usadas pelos Legacy Media portugueses. Editei e fiz algumas adições para fazer esta lista que se segue.

Extremista – Indivíduo violento de direita
Activista – Indivíduo violento de esquerda

Exilado – Indivíduo refugiado de regime de direita
Dissidente – Indivíduo refugiado de regime de esquerda

Ditadores – Ditadores de regime de direita, como o Ditador Chileno Augusto Pinochet
Líderes – Ditadores de regime de esquerda, como o Líder Cubano Fidel Castro

Populista – Indivíduo ou ideia que o povo gosta e o jornalista não gosta que o povo goste.
Democrático – Indivíduo ou ideia que o povo gosta e o jornalista gosta que o povo goste.

Ataque – Ataque que o jornalismo não apoia
Protesto – Ataque que o jornalismo apoia

Foram Mortos (voz activa) – pessoas mortas em ataques em que interessa ao jornalista designar quem atacou, como em “ataque Israelita mata palestinianos”
Morreram (voz passiva) – pessoas mortas em ataques em que não interessa aos jornalista designar quem atacou, como em “Israelitas morrem em explosão”

Indignação – caracterização dos protestos quando o governo é de direita
Raiva/Extremistas – caracterização dos protestos quando o governo é de esquerda

Coerente – uma pessoa de esquerda é coerente
Inflexível – uma pessoa de direita é inflexível

Gastos – Despesa que o jornalista não apoia (independentemente do retorno)
Investimento – Despesa que o jornalista apoia (independentemente do retorno)

Apaixonada – uma pessoa de esquerda é apaixonada
Controversa/Polémica – uma pessoa de direita é controversa e polémica

Denúncia – Crítica feita por partido ou força de esquerda
Aproveitamento/Incitamento – Crítica feita por partido de direita

Oposição Firme – Oposição feita pela esquerda
Obstrução – Oposição feita pela direita

Convicções e Princípios – A Esquerda tem convicções e princípios
Ideologia – A Direita é ideológica (dica: usar ideologia cega no meio do texto)

Austeridade – Política Orçamental contraccionista implementada pela Direita
Rigor – Política Orçamental contraccionista implementada pela Esquerda

Corte – A direita faz corte no Orçamento da Educação
Redução – A esquerda reduz o Orçamento da Educação (ou então a Economia cresceu)

Há tantas mais expressões que faltam aqui além destas inventadas pelos "democratas e lutadores anti-facistas"

 

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publicado por Fernando Vouga às 10:03
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2018
O regresso do filho pródigo

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     Após cerca de quatro anos de abstinência, os madeirenses têm agora uma alternativa para viajarem até ao Portugal continental. Quem não quiser submeter-se às tropelias da aviação, com tantos e tantos cancelamentos e atrasos, frutos das mais diversas circunstâncias, já pode viajar tranquilamente, com a vantagem de não ter limitações de bagagem. Mais ainda, pode levar o automóvel. Chegados a Portimão, os passageiros não têm que alugar carro. É só meterem-se à estrada. O navio é confortável, a viagem dura só de uma noite mas quem quiser, pode alugar um camarote para maior comodidade. 

    Quem viver no Continente, é também uma oportunidade de fazer turismo com todo o conforto. Pode até passar uns dias no Funchal e depois seguir até às ilhas Canárias.

    Fica a sugestão.



publicado por Fernando Vouga às 15:54
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Terça-feira, 8 de Maio de 2018
Gastronomia

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O MELHOR E MAIS BARATO RESTAURANTE DE LISBOA

Quando forem a Lisboa, aproveitem para almoçar bem e barato e, sobretudo, para conhecer o melhor restaurante de Lisboa (preço/qualidade)

Reparem na ementa do dia 17/03/2018

 

ENTRADA:

Caviar beluga - 1 €

EMENTA: 3€


Gambas, camarão tigre, lavagante, sapateira, queijo da Serra, presunto de Barrancos, garoupa e bife do lombo - vinho: Palácio da Bacalhoa.


NOTA: Naturalmente nos outros dias a ementa varia mas é igualmente boa, garantidamente!

BEBIDAS: (obviamente são pagas à parte, nada de confusões...


Mini - 0,10€
Vodka Eristoff - 1,50€
Gin Bombay Sapphire - 1,65€
Whisky Famous Grouse - 2€ (mas temos outros, novos e de mais idade)
1 garrafa de champanhe Krug - 3 €
Café - 0,05€ (não, não me enganei - os zeros estão no sítio certo, são mesmo 5 cêntimos ...)

MORADA:

Palácio de S. Bento (Assembleia da República)
1249-068 LISBOA


NOTA: Apareçam sempre que quiserem - mas tragam um deputado à trela...se não, não entram, que isto "não é para o povo".




publicado por Fernando Vouga às 21:45
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Domingo, 8 de Abril de 2018
As maravilhas do Face

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      Actualmente, estou a tentar fazer amigos fora do Facebook … mas usando os mesmos princípios.


      Todos os dias saio à rua e durante alguns metros acompanho as pessoas que passam e explico-lhes o que comi, como me sinto, o que fiz ontem, o que vou fazer mais tarde, o que vou comer esta noite e mais coisas.

      Entrego-lhes fotos da minha mulher, dos meus filhos, do meu cão, minhas no jardim, na piscina, e fotos do que fizemos no fim de semana.

      Também caminho atrás das pessoas, a curta distância, ouço as suas conversas e depois aproximo-me e digo-lhes que “gosto” do que ouvi, peço-lhes que a partir de agora sejamos amigos e também faço algum comentário sobre o que ouvi. Mais tarde, partilho tudo quando falo com outras pessoas.

      E funciona…

      Já tenho 3 pessoas que me seguem…

      São dois polícias e um psiquiatra.

 

Autor desconhecido

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publicado por Fernando Vouga às 18:43
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Sexta-feira, 23 de Março de 2018
Mau Português

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 Espoleta Mark 53

      Estou farto de ouvir por toda a parte, comunicação social incluída, que determinado acontecimento DESPOLETOU outro qualquer. Pode mesmo dizer-se que tudo o que agora acontece é DESPOLETADO por tudo e mais alguma coisa. Antigamente havia causa e efeito, havia o termo desencadear, mas agora o mundo gira à volta das malditas espoletas.

      Ora uma espoleta, como a que se vê na imagem, é um dispositivo que desencadeia uma reacção explosiva. Assim, quando numa granada de artilharia se coloca uma espoleta, sem a qual não explodiria, diz-se que se está a ESPOLETAR. À acção de retirar a espoleta é que se chama, sem mais nem menos, DESPOLETAR. Ou seja precisamente o contrário ao sentido que se dá hoje ao termo.

      Dizer, por exemplo, que o sindicato DESPOLETOU uma greve é um rematado disparate.

      Que tal passarmos a falar correctamente o nosso Português?



publicado por Fernando Vouga às 19:03
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Quarta-feira, 14 de Março de 2018
O dedo na ferida

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ANTÓNIO BARRETO

      É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática. A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

      Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense. Os alinhamentos são idênticos de canal para canal. Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.

      Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiz a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.

      Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

      É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não hácomentadores isentos, ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados, o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa! Cultura? Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. Arte? Um director-geral chega.

      Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.

      A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.

Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder, ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.

      A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos papagaios no seu melhor!

      Uma consolação: nisto, governos e partidos parecem-se uns com os outros. Como os canais de televisão.

 

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

   


publicado por Fernando Vouga às 17:17
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Quinta-feira, 8 de Março de 2018
O porquê das coisas

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O Porquê de ELES não serem presos... (Manual da Maçonaria) 

 

MANUAL DE MAÇONARIA
 
EDMUND RONAYNE E WISCONSIN
MULTIPLE-LETTER CIPHER, 113:

Um Mestre deve conservar os segredos de um Mestre maçon inviolados.
Deves esconder todos os crimes de um irmão maçon…
Se fores arrogado para testemunhar contra um irmão maçon, assegura-te de o protegeres…
Pode ser perjúrio, é certo, mas estarás a cumprir as tuas obrigações”.
 
Salazar combateu e proibiu a Maçonaria, porque a via como uma instituição perversa e corrupta.
Após o 25 de Abril, a Maçonaria foi reconhecida e entregue os seus imóveis, bem como uma avultada soma de dinheiro, a título de indemnização.
Hoje a Maçonaria, como um cancro, está espalhada pelas várias instituições do Estado.
Temos juízes maçons, praticamente todos os dos tribunais superiores, generais maçons, políticos maçons, sobretudo no PS e PSD, comandantes da PSP, jornalistas, sobretudo os quadros superiores, como os directores e outros jornalistas destacados, apresentadores de televisão, actores, e, pasme-se, também bispos e padres.
Por isso, é perfeitamente notório a razão porque ninguém é condenado.
Eles estão obrigados a defender e a esconder os crimes dos irmãos, sejam juízes,  sejas outro maçon qualquer.
A atitude do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, um maçon destacado, de mandar cortar no processo provas que incriminavam José Sócrates insere-se no dever que eles têm de esconder todos os crimes de um irmão maçon.
Da mesma forma a razão porque os processos onde se encontram gente “grande” nunca são resolvidos e prescrevem.

ENTENDEM AGORA PORQUE É QUE OS FILHOS  DESTE PAÍS SE PROTEGEM UNS AOS OUTROS?

Defende o teu País ,divulga,reenvia e colabora na destruição desta contaminante LEPRA social !

 

   

 

Recebido por correio electrónico



publicado por Fernando Vouga às 18:13
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gse_multipart60608.jpg Tomates.jpg Santana Lamego
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