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Eu sei muito bem que não sou a pessoa mais inteligente do mundo e que, talvez por esse motivo, não consigo entender duas coisas:
Sendo a segunda questão demasiado complexa para uma resposta linear, e por tal dou-lhe o benefício da dúvida, a primeira afigura-se me de resposta mais fácil. Em termos legais viola o princípio da igualdade dos cidadãos e em termos morais é mais do que condenável. Porque são precisamente os cidadãos mais endinheirados que mais beneficiam, quando deveria ser o contrário.
Mais ainda. Todos sabemos que estes paraísos fiscais são verdadeiros alçapões para fugir ao fisco, tais são os esquemas que se inventaram para contornar a Lei. E não só. São, directa ou indirectamente, verdadeiras redes de lavagem do dinheiro do crime organizado. Este muda de mão como quem muda de camisa, passe o lugar-comum, e não são precisas muitas voltas para que as policias deixem de lhe encontrar o rasto. Se é que o procuram verdadeiramente... Ninguém sabe ao certo o seu destino e quem o meteu ao bolso fica-se a rir. Os montantes envolvidos são de tal ordem, que é fácil corromper seja quem for e todos sabemos, da pior maneira, que quem nos governa é alguém que não dá a cara e faz dos políticos meros lacaios obedientes.
Do que tenho observado aqui na Madeira, o Centro de Negócios tem muitos defensores, quase sempre homens ligados às actividades económicas e também dos partidos com maior representatividade na ALR. A resposta mais generalizada é, resumidamente, que tal organismo contribui para o emprego e “traz” muito dinheiro para a Região. E que, por outro lado, defendem a teoria de que, se tal mecanismo existe noutras paragens, porque não existir aqui.
Perdoem-me a terminologia, mas esses argumentos parecem-me rascas de mais para serem sérios. É a política do vale tudo, desde que dê dinheiro.
Assim sendo, não vejo nenhuma razão para que, uma vez encerradas as portas do dito Centro, a Madeira não tenha uma saída airosa e de rendimento garantido: legaliza as drogas até aqui proibidas e promove a sua produção local. Elementar!
O aeroporto não vai ter mãos a medir, os hotéis vão encher todo o ano, a “agricultura” e o “comércio” vão levar um impulso espectacular, o “cimento” volta a funcionar e por aí fora.
E ficamos todos ricos.
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