
Imagem retirada da NET (LUX-Fotos)
Assisti ontem, com toda a atenção, na RTP-M, à entrevista feita ao Presidente da Protecção Civil da Madeira.
Gostei. O senhor coronel Neri mostrou-se sereno, seguro de si e defendeu as suas teses com toda a clareza e lógica. A meu ver, está de parabéns porque, com os seus esclarecimentos, prestou à Região um óptimo serviço. E de um modo geral, concordei com o que disse.
Mas a razão por que escrevo estas linhas não é propriamente a de louvar o entrevistado, mas de colocar uma questão que reputo de importância vital. Quase no fim da entrevista, opinou que só uma minoria dos incêndios resultam de causas naturais, digamos assim, e que os restantes serão fruto de mão criminosa. Algo que, desgraçadamente e há muitos anos, não constitui novidade aqui na Madeira e no restante rerritório nacional.
E é aí, a meu ver, que reside o cerne do problema. Não é com os meios A, B, C ou D que se resolve o flagelo mas com o combate impiedoso à crimilanidade associada. Porque, a ser verdade a afirmação (com a qual concordo inteiramente), o que tem faltado é a vontade de enfrentar interesses instalados.
É fácil de ver que há poderes obscuros por detrás dos incêndios. Porque, obviamente, haverá quem tenha muito a ganhar com eles. E é por aí que as autoridades terão de se começar as investigações, doa a quem doer.
De jorge figueira a 23 de Julho de 2012 às 20:16
Prometi que escreveria sobre este tema noutras bandas e aqui estou. Não ouvi, nem vi, o Sr. Cor. Nery. O Fernando, como eu, conhece, para o bem e para o mal, os portugueses. Imaginemos um homem de 45 anos que se iniciou como fumador aos 15. É um daqueles brincalhões que gosta de comprimir a beata entre o polegar e o indicador e atirá-la. Aquela cabecinha pensadora medirá que seu acto irreflectido pode gerar um incêndio se cair em erva seca? A PJ prende-o. Os media condená-lo-ão de imediato devidamente orquestrados pela "música" da governação que poderá, mais tarde, vir criticar o Tribunal se aplicar uma pena considerada baixa. Em 2012 é assim!
Esta terra mudou muito. Era eu catraio, teria 6 a 8 anos, ainda se plantava trigo em Gaula e, numa ceifa, uma ratoeira deixada no poio amanheceu com 3 belos exemplares de rato. Os jornaleiros regaram os bichos com petróleo atearam fogo. A ratoeira (conhecida nestas bandas por ratoeira de balança) com o calor deformou-se deixou fugir um rato. Instalou-se a confusão. Há horas felizes, corria água na levada ali próxima. O dono da leira
não perdeu o trigo. O jornaleiro levou nas orelhas forte feio, mas nesse tempo respeitava-se: a água e o fogo. Hoje desenraizaram-se as populações e, na minha modesta opinião, este é o grande mal com que nos defrontamos.
Caro Jorge
Por enquanto, não tenho razões para duvidar dos números aventados pelo Governo Regional (90% de fogos criminosos).
O que , obviamente, configura uma grave negligência por parte das autoridades. Afinal, identificaram o problema mas pouco ou nada fazem para cortar o mal pela raíz. Aparentemente, estarão a pactuar com o crime. O que não será brilhante.
Caso contrário, estão a mentir, o que será ainda menos brilhante....
De jorge figueira a 24 de Julho de 2012 às 10:38
Argumentação aceite embora haja um pressuposto do qual eu duvide. Acho que haja reserva mental por parte do governo. Isso, por]em, são outros quinhentos.
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