
Salvador Dali - Título desconhecido (imagem retirada da NET)
De acordo com a Wikipédia, “Coincidência é o termo utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança mas sem relação de causa e consequência. Por exemplo, jogar uma moeda não viciada e obter três caras consecutivamente é uma coincidência, não existe relação de causa e efeito entre o resultado anterior e o próximo resultado.”
Totalmente de acordo. Contudo, como se sabe, as palavras mudam de significado como quem muda de camisa, especialmente quando inseridas em contextos diferentes. Por exemplo, o termo “engarrafamento” tem um significado totalmente diverso quando se trata de vinho ou de trânsito.
Quando o Sr. Presidente do GR fala, no mesmo contexto, de terrorismo, de incendiários, de bombeiros descontentes e termina com coincidências, está obviamente a insinuar, para não dizer acusar, alguém. Neste caso, os bombeiros (sem se perceber se os de cá se os de lá...).
Uma vez que, pessoalmente, não sou dado a coincidências, mormente quando se trata de assuntos graves como são os incêndios da semana passada, parece-me oportuno esclarecer alguns pontos, para que não fiquem quaisquer dúvidas na mente dos leitores. Assim, e contra os boatos que correm, a meu ver:
- não há qualquer relação entre os ataques do Jornal da Madeira a uma destacada família de cidadãos britânicos e o facto de os incêndios (de origem criminosa no dizer do Dr. Jardim) terem começado nos terrenos anexos ao Palheiro Golfe, propriedade dessa família;
- não há qualquer relação entre as áreas deixadas ao abandono pelos bombeiros e o facto das respectivas Juntas de Freguesia serem de maioria socialista;
- foi por mero engano que a RTP-M, ao início da noite, noticiou que o campo de golfe e suas instalações, a Casa Velha do Palheiro e a urbanização do Palheiro Village, tinham sido completamente destruídas.
De jorge figueira a 27 de Julho de 2012 às 20:18
- Subscrevo, inteiramente, aquilo que aqui escreve. Faço mais. Recordo que, como o denomina o Fernando, o Dr. Jardim, teve de informar a opinião pública regional de que a tendenciosa, e mentirosa, comunicação social do continente, dera como destruído o património, conhecido pelos madeirenses como Quinta do Palheiro. A S. Exa. devemos mais este serviço à RAM pois alguns poderiam acreditar na tolice. Tudo isto, como sabemos, são coisas vindas de fora para prejudicar a RAM que, também, como sabemos vive em simbiose com o seu presidente. Esta é uma não coincidência atempadamente desfeita.
Caro Jorge
É preciso ter cuidado. Com tantas coincidências, a bola ainda vai parar ao "flamoso" jardinal. A menos que a Judite baralhe as cartas e fique tudo em águas de espada preto porque o bacalhau está pelas ruas da amargura.
De Anónimo a 29 de Julho de 2012 às 21:07
O ACASO não existe.
Não haverä uma qualquer razão escondida e por enquanto invisïvel ?
Não hä fumo sem fogo ...
Caro anónimo
Obrigado pelo comentário.
A sua teoria é respeitável mas não está provada, pelo que continua a ser apenas teoria.
A minha teoria, que também não está provada, é a de que existe acaso.
O lado bom da história é que decerto não vamos andar à bofetada por causa da divergência...
De Anónimo a 31 de Julho de 2012 às 12:57
Nada é coincidência no Universo, tudo tem uma razão; sö que quando a razão se encontra escondida, então, chamos-lhe ACASO.
Nada pretendo em matéria de opinião, apenas penso que "o acaso" não existe.
Tudo tem uma razão.
Caro anónimo
Pela sua ordem de ideias, um desgraçado de um pastor que apanhe com um meteorito vindo dos confins do universo enquanto tocava pífaro para apascentar as cabras, e vá direito para os anjinhos, não foi vítima do acaso.
O que quererá dizer que alguém, com poderes para tal, tenha decidido assim. Só falta saber com que propósito o fez.
Continuando dentro da sua teoria, parece que me quer dizer que os incêndios na Madeira não aconteceram por acaso. Mas aí dou-lhe razão. Quanto mais não seja, pelo desleixo irresponsável de quem não cuidou de desmatar os terrenos abandonados. Mas poderá acontecer que haja mais algum motivo insondável.
De Anónimo a 31 de Julho de 2012 às 17:49
Pois parece-me evidente que hajam motivos insondäveis, terra queimada é sempre vendida a baixo preço e isso não é de hoje nem de ontem.
Não sö na Madeira, como em muitos outros sïtios do mundo, os incêndios de Verão têm sempre uma razão escondida, o cinismo dos promotores, a inveja e a politica local provocam a centelha que esconde a razão de fundo.
O pastor que leva com um meteorito enquanto tocava pïfaro ... gostei dessa mas sö porque o pastor tocava pïfaro ... hä quem toque flauta de joelhos e não lhe aconteça nada ... !
Claro estä que o pastor estava no local errado e à hora errada ... sabe, os “Universos” têm destas coisas, mas terra queimada esconde sempre um crime.
Nada acontece por acidente.
Caro anónimo
No que concerne aos incêndios da Madeira, quem quiser verdadeiramente descobrir quem são os mandantes dos incendiários, terá de começar por quem está a servir-se da desgraça para se vitimizar e daí tirar dividendos políticos. Ou então, por quem mandou a RTP-M anunciar que as propriedades da tal família de cidadãos britânicos estavam totalmente destruídas. Por outras palavras, quem é que andou a cantar vitória antes do tempo.
Claro que tudo se está a fazer para apanhar o peixe miúdo e assim arranjar um bode expiatório (de preferência ligado aos bombeiros...)
De jorge figueira a 1 de Agosto de 2012 às 10:46
A discussão está a colocar-se a um nível interessante. Eu, fiel ao pragmatismo vigente na sociedade madeirense, acho que os incêndios são um efeito colateral do uso excessivo do medicamento - demagogia - durante trinta e tal anos. Ganhando, sucessivamente, eleições umas atrás das outras, a embriaguez do poder fez esquecer a erva seca que agora ardeu.
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