CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sexta-feira, 27 de Julho de 2012
Coincidências

 

 Salvador Dali - Título desconhecido (imagem retirada da NET)

 

 

          De acordo com a Wikipédia, Coincidência é o termo utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança mas sem relação de causa e consequência. Por exemplo, jogar uma moeda não viciada e obter três caras consecutivamente é uma coincidência, não existe relação de causa e efeito entre o resultado anterior e o próximo resultado.”

 

          Totalmente de acordo. Contudo, como se sabe, as palavras mudam de significado como quem muda de camisa, especialmente quando inseridas em contextos diferentes. Por exemplo, o termo “engarrafamento” tem um significado totalmente diverso quando se trata de vinho ou de trânsito.

 

          Quando o Sr. Presidente do GR fala, no mesmo contexto, de terrorismo, de incendiários, de bombeiros descontentes e termina com coincidências, está obviamente a insinuar, para não dizer acusar, alguém. Neste caso, os bombeiros (sem se perceber se os de cá se os de lá...).

 

          Uma vez que, pessoalmente, não sou dado a coincidências, mormente quando se trata de assuntos graves como são os incêndios da semana passada, parece-me oportuno esclarecer alguns pontos, para que não fiquem quaisquer dúvidas na mente dos leitores. Assim, e contra os boatos que correm, a meu ver:

  1. não há qualquer relação entre os ataques do Jornal da Madeira a uma destacada família de cidadãos britânicos e o facto de os incêndios (de origem criminosa no dizer do Dr. Jardim) terem começado nos terrenos anexos ao Palheiro Golfe, propriedade dessa família;
  2. não há qualquer relação entre as áreas deixadas ao abandono pelos bombeiros e o facto das respectivas Juntas de Freguesia serem de maioria socialista;
  3. foi por mero engano que a RTP-M, ao início da noite, noticiou que o campo de golfe e suas instalações, a Casa Velha do Palheiro e a urbanização do Palheiro Village, tinham sido completamente destruídas. 

 



publicado por Fernando Vouga às 19:21
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10 comentários:
De jorge figueira a 27 de Julho de 2012 às 20:18
  • Subscrevo, inteiramente, aquilo que aqui escreve. Faço mais. Recordo que, como o denomina o  Fernando, o Dr. Jardim, teve de informar a opinião pública regional de que a tendenciosa, e mentirosa, comunicação social do continente,  dera como destruído o património, conhecido pelos madeirenses como Quinta do Palheiro. A S. Exa. devemos mais este serviço à RAM pois alguns poderiam acreditar na tolice. Tudo isto, como sabemos, são coisas vindas de fora para prejudicar a RAM que, também, como sabemos vive em simbiose com o seu presidente. Esta é uma não coincidência atempadamente desfeita.


De Fernando Vouga a 27 de Julho de 2012 às 22:15
Caro Jorge


É preciso ter cuidado. Com tantas coincidências, a bola ainda vai parar ao "flamoso" jardinal. A menos que a Judite baralhe as cartas e fique tudo em águas de espada preto porque o bacalhau está pelas ruas da amargura.


De Anónimo a 29 de Julho de 2012 às 21:07
O  ACASO  não existe.
Não haverä uma qualquer razão escondida e por enquanto invisïvel ?
Não hä fumo sem fogo ...

 


De Fernando Vouga a 30 de Julho de 2012 às 09:24
Caro anónimo


Obrigado pelo comentário. 
A sua teoria é respeitável mas não está provada, pelo que continua a ser apenas teoria.
A minha teoria, que também não está provada, é a de que existe acaso.
O lado bom da história é que decerto não vamos andar à bofetada por causa da divergência...


De Anónimo a 31 de Julho de 2012 às 12:57
Nada é coincidência no Universo, tudo tem uma razão; sö que quando a razão se encontra escondida, então, chamos-lhe ACASO.
Nada pretendo em matéria de opinião, apenas penso que "o acaso" não existe.
Tudo tem uma razão.


De Fernando Vouga a 31 de Julho de 2012 às 15:04
Caro anónimo


Pela sua ordem de ideias, um desgraçado de um pastor que apanhe com um meteorito vindo dos confins do universo enquanto tocava pífaro para apascentar as cabras, e vá direito para os anjinhos, não foi vítima do acaso. 
O que quererá dizer que alguém, com poderes para tal, tenha decidido assim. Só falta saber com que propósito o fez.
Continuando dentro da sua teoria, parece que me quer dizer que os incêndios na Madeira não aconteceram por acaso. Mas aí dou-lhe razão. Quanto mais não seja, pelo desleixo irresponsável de quem não cuidou de desmatar os terrenos abandonados. Mas poderá acontecer que haja mais algum motivo insondável.


De Anónimo a 31 de Julho de 2012 às 17:49

Pois parece-me evidente que hajam motivos insondäveis, terra queimada é sempre vendida a baixo preço e isso não é de hoje nem de ontem.

 

Não sö na Madeira, como em muitos outros sïtios do mundo, os incêndios de Verão têm sempre uma razão escondida, o cinismo dos promotores, a inveja e a politica local provocam a centelha que esconde a razão de fundo.

 

O pastor que leva com um meteorito enquanto tocava pïfaro ... gostei dessa mas sö porque o pastor tocava pïfaro ... hä quem toque flauta de joelhos e não lhe aconteça nada ... !

 

Claro estä que o pastor estava no local errado e à hora errada ... sabe, os “Universos” têm destas coisas, mas terra queimada esconde sempre um crime.

 

Nada acontece por acidente.



De Fernando Vouga a 31 de Julho de 2012 às 18:35
Caro anónimo


No que concerne aos incêndios da Madeira, quem quiser verdadeiramente descobrir quem são os mandantes dos incendiários, terá de começar por quem está a servir-se da desgraça para se vitimizar e daí tirar dividendos políticos. Ou então, por quem mandou a RTP-M anunciar que as propriedades da tal família de cidadãos britânicos estavam totalmente destruídas. Por outras palavras, quem é que andou a cantar vitória antes do tempo.
Claro que tudo se está a fazer para apanhar o peixe miúdo e assim arranjar um bode expiatório (de preferência ligado aos bombeiros...)


De jorge figueira a 1 de Agosto de 2012 às 10:46
A discussão está a colocar-se a um nível interessante. Eu, fiel ao pragmatismo vigente na sociedade madeirense, acho que os incêndios são um efeito colateral do uso excessivo do medicamento - demagogia - durante trinta e tal anos. Ganhando, sucessivamente, eleições umas atrás das outras, a embriaguez do poder fez esquecer a erva seca que agora ardeu.


De Fernando Vouga a 1 de Agosto de 2012 às 11:05
Ora bem...


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