CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012
A cega-rega do costume

 

 

          Como era de esperar, na festa do seu partido lá num Pontal qualquer do Algarve, Passos Coelho anunciou o fim da recessão para 2013.


          Há muito que todos conhecemos essa música... 


          Lá para Março do ano que vem, o homem vai pedir calma e explicar que o ano ainda não acabou, mas que já há fortes indícios de que a coisa vai. Em Junho/Julho vai explicar que o ano ainda acabou mas que há fortes indícios de que a coisa vai. Lá para Novembro/Dezembro, vai explicar que, devida a uma intervenção inesperada e desastrosa do estrangeiro Pato Donald, vamos ter de esperar até 2014, mas que aí a coisa vai. 
Nos anos seguintes vai repetir-se o filme até às eleições. 



          Depois, o PS, que na campanha eleitoral prometeu solenemente baixar os impostos e aumentar os salários, condições absolutamente necessárias para o desenvolvimento, ganha as eleições. Porém, na tomada de posse, vai explicar que, afinal, o PSD deixou as coisas muito piores do que se esperava e que daí vai aumentar os impostos e reduzir os salários. Passado um ano, mais coisa menos coisa, o governo anuncia que no ano seguinte a recessão vai acabar. 
E por aí fora...




          E o pior é que ainda há quem vote nessa gente.



publicado por Fernando Vouga às 18:58
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6 comentários:
De jorge figueira a 16 de Agosto de 2012 às 15:13
Demasiado previsíveis estes rapazes. Governar, para esta gente, é sinónimo de encanar a perna à rã. Os "desgovernados" esquecem muito depressa artistas com número aplaudidos de pé, como aquele do oásis. Enfiam todas galgas com uma facilidade que dá pena. 


De Fernando Vouga a 16 de Agosto de 2012 às 15:44
Caro Jorge


É preciso que se entenda de uma vez por todas que em Portugal só há dois partidos: o Governo e a Oposição. Cada um tem a sua linguagem própria que é sempre a mesma, independentemente da cor  das moscas.
E é por isso que há muito que defendo que nas eleições não se escolhe nada. Quando muito, em que nádega é que vamos levar o pontapé.


De jose oliveira a 21 de Agosto de 2012 às 15:48
Olá Amigo!


Não resisti à tentação de mandar umas farpas sobre estes filmes.
Na prática isto é vira o disco e toca o mesmo.
Defendo eu já há alguns anos que a única solução é pertencer ao P.D.N.V . passo a explicar, Partido Democrático dos Não Votantes.
Com uma percentagem de abstenções na ordem dos 70 ou 80 % talvez o mundo perceba que não queremos mesmo esta ralé politica.
E por aqui me fico.
Um abraço bem tripeiro !


De Fernando Vouga a 21 de Agosto de 2012 às 17:37
Caríssimo José Oliveira


Pois tem muitíssima razão. Há já muito tempo que advogo essa solução que é a única de que os políticos têm medo. 
Há que não votar ou anular os votos. Os votos em branco são como cheques em branco. Podem muito bem apanhar com a cruzinha num momento de distracção.
Com elevados números de "não votantes", digamos assim, os políticos ficam a saber que o eleitorado não lhes pertence e que há muita gente não manipulável. Assim, a base de sustentação dos partidos fica muito instável e nunca se podem fazer contas antecipadas.


De Fernando Vouga a 21 de Agosto de 2012 às 21:11
Caríssimo amigo


Há umas horas, poucas, que estou com aquela sensação, muito comum aos velhos como eu, de que algo de importante ficou por fazer. Será que deixei o gás ligado? Será que não puxei o autoclismo? Será que me esqueci de vestir as cuecas? 
Finalmente encontrei: faltava enviar-lhe aquele abraço nortenho muito à moda do Porto, carago!


De jose oliveira a 26 de Agosto de 2012 às 19:22
Meu Caro Amigo,


Só hoje e agora vi esta sua simpática mensagem.
Um abraço dum amigo nunca chega atrasado, é sempre benvindo , e sempre chega em boa hora.


Um abraço para si também.


José Oliveira


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