Segundo o Presidente do Governo Regional e do PSD-M,
“PSD e PSD-Madeira são completamente diferentes”
PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA | SÁBADO, 8 DE SETEMBRO DE 2012 | POR AUGUSTO SOARES
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Neste âmbito, referiu que «um certo distanciamento, que se sente, entre a Madeira e a República Portuguesa tem a ver com esta completa disparidade de ver o mundo e a política», acrescentando que esta «diferente maneira de ver o mundo» faz que o PSD e o PSD-Madeira, «antes uma família», sejam agora «dois partidos completamente diferentes». «Temos o mesmo nome mas com vivências completamente diferentes», acentuou.
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Pois é. Vai longe o tempo em que Jardim jurava a pés juntos amor eterno ao PSD nacional.
Mas será bom recordar esses tempos.
Em Fevereiro de 2007, a pretexto do suposto “garrote financeiro”, Jardim demite-se e convoca eleições legislativas regionais, em que consegue mais uma maioria absoluta. O que lhe garantiu a governação até 2011. Jardim, que na altura não dava ponto sem nó, anunciou ainda que esse seria o seu último mandato.
Em Outubro de 2007, Luís Filipe Menezes toma posse como presidente do PSD nacional, num mandato de quatro anos, ou seja, até 2011. Repare-se que, com esta manobra eleitoral, o “ultimo” mandato do líder madeirense terminaria em época de eleições para a liderança do partido...
Porém, em Abril de 2008, Luís Filipe Menezes abandona o cargo de presidente do PSD, o que parece ter baralhado as contas de Jardim, que corre aflito para Lisboa. Aí, desorientado, sem saber para que lado pendia o fiel da balança, foi dando uma no cravo e outra na ferradura. Por fim, sem tento na língua como de costume, cometeu um erro grave: afirmou que ninguém o gramava e, pior ainda, que era “um general sem tropas”. Ou seja, que a liderança do PSD nacional dali a dois anos estava nos seus propósitos. Regressou à Madeira com o rabo entre as pernas e esqueceu o “último mandato”. E lá se foi o sonho da glória suprema, da cereja em cima do bolo, do nirvana político. Enfim, a grande oportunidade de ensinar aos cubanos e ao mundo como se governa um país em duas penadas!
Não será ainda de estranhar que Jardim estivesse convencido de que não lhe seria muito difícil conquistar o poder dento de um partido minado por lideranças fracas e transformado num “saco de gatos”, no seu dizer. Para lá das suas retumbantes vitórias eleitorais, era decerto incentivado pelos seus cortesãos: uns a sonhar com a presidência do GR e outros a verem-se ministros da República num governo liderado por madeirenses...
É bom de ver que, a partir daí, ferido no seu orgulho desmedido, Jardim declarou uma guerra sem quartel, embora surda e mal disfarçada, aos seus colegas “cubanos”. Só que agora, que se vê desesperado e à beira do desastre, deixou finalmente estalar o verniz.
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