CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Domingo, 2 de Dezembro de 2012
Curiosidades brasileiras II

 

        Das muitas vezes que estive em Maceió, houve um facto que me intrigou, talvez por nunca ter visto nada semelhante. Acontece que na cidade, especialmente nas urbanizações mais modernas, circulam, com uma enorme frequência, enormes camiões cisterna cheios de água potável. Algo que ninguém me conseguiu explicar devidamente. Um amigo meu avançou com a hipótese de a água se destinar ao enchimento de piscinas, o que me pareceu razoável, já que quase todos os grandes prédios têm uma. Porém, mais tarde, reparei que havia camiões cisterna a bombear água para dentro de prédios, embora as respectivas piscinas estivessem cheias.

        Mistério! Será que em Maceió não existe rede de distribuição de água potável?

        Mas há dias fez-se luz! Afinal, essa verdadeira indústria de distribuição rodoviária do precioso líquido, deve-se, mais uma vez, à tortuosidade das cabeças que fazem as leis. Nem mais nem menos. É que, a tributação dos imóveis para habitação é calculada, pasme-se, pela quantidade de água fornecida pelo município. Assim, a administração dos condomínios está de olho atento ao contador geral, não vá o prédio subir de escalão contributivo. Se tal estiver para acontecer, enche-se a cisterna com água de outra fonte. Sempre sai mais barato do que pagar o imposto devido...

 



publicado por Fernando Vouga às 22:15
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5 comentários:
De jorge figueira a 3 de Dezembro de 2012 às 11:38
Um Bem-Haja aos legisladores. Ainda que mal pergunte: algum deles terá interesses financeiros na empresa que distribui água? Claro, eles apenas desejam o bem-estar das populações...não penso outra coisa!


De Fernando Vouga a 3 de Dezembro de 2012 às 13:23
Caro Jorge


Este é mais um caso em que está a ser usado o instrumento de medida errado. Faz-me lembrar uma velha história em que um marceneiro resolveu pagar aos empregados de acordo com a quantidade de aparas que produziam. Na presunção de que os mais trabalhadores eram os que mais aparas tinham debaixo dos respectivos bancos. O resultado foi a oficina deixar de produzir móveis. Só aparas...


De Anónimo a 8 de Dezembro de 2012 às 11:49
A agua ?
Mas não como nos dizia Bocage: - "lava a tromba de qualquer fantoche e lava a boca depois de um B..... !?


De Fernando Vouga a 8 de Dezembro de 2012 às 11:52
Caro senhor


Não estou a ver a piada. Fantoche não rima com beijo.


De Anónimo a 9 de Dezembro de 2012 às 10:20
Para bom entendedor meia palavra basta ... admiro a sua finèsse no desvio desta meu deslize.


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