Das muitas vezes que estive em Maceió, houve um facto que me intrigou, talvez por nunca ter visto nada semelhante. Acontece que na cidade, especialmente nas urbanizações mais modernas, circulam, com uma enorme frequência, enormes camiões cisterna cheios de água potável. Algo que ninguém me conseguiu explicar devidamente. Um amigo meu avançou com a hipótese de a água se destinar ao enchimento de piscinas, o que me pareceu razoável, já que quase todos os grandes prédios têm uma. Porém, mais tarde, reparei que havia camiões cisterna a bombear água para dentro de prédios, embora as respectivas piscinas estivessem cheias.
Mistério! Será que em Maceió não existe rede de distribuição de água potável?
Mas há dias fez-se luz! Afinal, essa verdadeira indústria de distribuição rodoviária do precioso líquido, deve-se, mais uma vez, à tortuosidade das cabeças que fazem as leis. Nem mais nem menos. É que, a tributação dos imóveis para habitação é calculada, pasme-se, pela quantidade de água fornecida pelo município. Assim, a administração dos condomínios está de olho atento ao contador geral, não vá o prédio subir de escalão contributivo. Se tal estiver para acontecer, enche-se a cisterna com água de outra fonte. Sempre sai mais barato do que pagar o imposto devido...
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