Aqui na Madeira, há poucos dias...


Imagens recolhidas na NET
É fácil de ver que, num país como a Coreia do Norte onde são as Forças Armadas que estão à gamela do poder, a corrupção toma outras formas. Assim, os militares, ao contrário dos homens do dinheiro, vendem-se por umas quantas “caricas”. Uma falsa distinção que, quanto mais não seja pela inflação patente nas imagens, não vale nada.
De qualquer forma, nos países ditos democráricos onde o poder está na banca e a corrupção é feita quase sempre com dinheiro, há pessoas que ainda não compreenderam que a alternativa das condecorações está pelas ruas da amargura. Porque, apesar de tudo, estão também inflaccionadas e, por outro lado, há muito que deixaram de premiar heróis para entraram no domínio da “compra indirecta”, digamos assim. Salvo raras excepções, trocam-se favores por medalhas como quem vai à praça comprar azeitonas. O que, convenhamos, sai muito mais barato ao orçamento do Estado.
Por outras palavras, ser codecorado nos dias de hoje tem o seu quê de ridículo. A propósito, será bom recordar que o ditador do antigo regime, apesar dos seus erros, percebeu muito bem toda esta problemática e nunca usou medalhas, se é que alguma vez aceitou condecorações.
Porém, aqui na Madeira, há poucos dias...
De jorge figueira a 22 de Janeiro de 2013 às 18:09
Assistimos à insólita condecoração de alguém com os seguintes predicados: ao contrário da grande maioria dos homens da sua geração não distingue o tiro de uma G3 do de uma "costureirinha; aceitou e promoveu, durante anos, o divisionismo da Nação permitindo que se escrevesse, no JM, que as remunerações, nas FAs, eram função do local de nascimento daquele cidadão fardado; conseguiu que se homenageasse o "combatente madeirense" com um monumento onde se envolveram efectivos combatentes em África atraídos por documentação redigida com palavras cirurgicamente procuradas. Poderia acontecer que um Combatente, convidado para essa acção de propaganda, ao interrogá-lo sobre o T.O. em que estivera, o deixasse embaraçado; tem, ao longo de trinta e cinco anos, ameaçado com a independência da Madeira; chamou efeminadas as FAs. Não é nada prestigiante condecorar semelhante criatura e, pior ainda, desconhecer-se a origem do comunicado que admitia um processo em tribunal para a sátira, posteriormente, exibida. Parece haver um inquérito, aguardemos o resultado.
Caro Jorge
Cenas destas, só são possíveis em locais onde os ditadores, por serem ditadores, perderam completamente a noção do ridículo. O que não deixa de ser natural, porque ninguém é capaz de os trazer à razão e curar-lhes a cegueira..
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