
Não, não estou a falar daquela espécie de saco que enfiamos nos pés. Aqui no Brasil onde me encontro, meia tem que se lhe diga. Pode ser para calçar, o que acontece pouco com este calor, mas também pode significar metade de uma dúzia (porque não metade de uma dezena, vintena, centena ou milhar?).
Assim, se um incauto português ditar um número, ao telefone ou ao balcão de um cambista (só para dar dois exemplos), e tiver o atrevimento de dizer seis, o seu interlocutor ficará irremediavelmente bloqueado, sem saber o que fazer. Porque, em terras de Vera Cruz, o algarismo em questão chama-se meia e não tem direito ao seu nome próprio.
Porém, se perguntarmos a uma vovó babosa quantos anos tem o netinho de seis risonhas primaveras, ela dirá seis anos. Quanto a mim, deveria dizer meia anos.
Dá prá entendê?

De Anónimo a 5 de Abril de 2013 às 09:01
Não; no dà mêm p'rà entendê !
Mas eles têm pior, o betão - por exemplo - chama-se "o concreto" !
Caro senhor
Não leve a mal, mas penso que aí os brasileiros têm razão. Betão e concreto são sinónimos. Mais ainda, concreto é mais correcto já que betão é um galicismo (do francês béton).
E esta?
De Anónimo a 8 de Abril de 2013 às 08:21
Confesso que não sabia.
Agradeço pois aprendi alguma coisa.
Caro senhor
Não saber algo não tem nada de sensurável, porque só os ignorantes é que sabem tudo...
De jorge figueira a 5 de Abril de 2013 às 19:29
Ah! Estepilha. Duzentos milhões mudam o léxico, o estepilha de duzentos mil é pontapé na gramática. Abaixo a ditadura dos números!
Caro Jorge
Ainda bem que tenho estado a falar de "meia" e não de "meio". Porque tal faria lembrar o "meio-chefe" (no dizer de Luís Calisto).
Ah estepilha que te estrafego!!!!
De jorge figueira a 6 de Abril de 2013 às 23:03
Estrafegado anda o homem pois parece que terá, em breve, concorrente de peso na arte da vitimização. A culpa dos azares governativos são do TC, está bom de ver...
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