O DDT, o primeiro pesticida moderno, foi largamente usado no final da década de quarenta do século passado, especialmente para o combate aos mosquitos vectores da malária e de outras doenças. Tratava-se de inseticida barato e altamente eficiente a curto prazo mas, a longo prazo, mostrou ter efeitos prejudiciais à saúde humana, pelo que deixou de ser usado.
Claro que os brasileiros, como é seu timbre, não esperaram muito para desenrascarem um novo verbo (e seus derivados), que definisse o emprego do produto: DEDETIZAR. Nem mais nem menos.
E o curioso é que o termo, decerto criado há mais de setenta anos, continua bem vivo e está para durar.
Nota: não estão aqui em causa os atropelos à gramática...
Aditamento em 15 de Abril de 2013:
Recebi por correio electrónico, da parte de um comentador "anónimo", a imagem que se segue e que ilustra a distância do Português de Portugal e do Brasil.
Ao amável comentador, os meus agradecimentos.
Nota:
Sem grandes exageros, posso afirmar que há muita gente no Brasil que escreve assim...
De Anónimo a 17 de Abril de 2013 às 16:17
Curiosamente ninguém diz nada sobre o "brasilês" ... que ao que se verifica é uma Lïngua escrita ...
De jorge figueira a 17 de Abril de 2013 às 18:02
Desconhecia a dimensão que, pelos vistos, a adulteração do português tem no Brasil. A receita publicada deixa-nos num trabalho de adivinhação semelhante aos primeiros contactos com o crioulo africano logo chegamos vindos de "casa". Caso não acontecessem estas deturpações das línguas teríamos o latim, mais ou menos erudito, ainda em vigor. Nas Antilhas holandesas há uma língua com proximidade ao crioulo que é uma mescla de holandês, francês, inglês e português. Uma bela salada....
Caro Jorge
Escritos deste quilate, podemos vê-los em toda a parte no Brasil, em especial no pequeno comércio de rua. É cada calinada!
De Anónimo a 19 de Abril de 2013 às 15:49
... apenas ficaram no estado em que os portugueses os deixaram ... todo o programa da colonização foi uma inépcia ... !
Toda a Europa foi roubar na América do Sul e ... com os Jesuïtas na frente que tinham a Bïblia na mão esquerda e a espada na mão direita ...
Hä que não esquecer a responsabilidade de Portugal nesta tão flagrante ignorância.
Caro senhor
Resta saber o que é que significa, em termos de direito internacional, a responsabilidade de que fala. A menos que desenterrem os mortos, porque eu cá não me sinto minimamente responsável. Como deve calcular,eu nem sequer estava aí.
E o que é que foi feito desde os tempos do imperador D. Pedro? E a responsabilidade daqueles que roubaram (e continuam a roubar) as merendas destinadas aos alunos das escolas públicas?
Há certas coisas em que não convém mexer muito. Porque quanto mais se mexe nelas, mais elas cheiram...
Abraço
Caro senhor
Salvo o meu querido amigo Jorge Figueira, aqui neste cantinho à beira-mar plantado, estamos todos preocupados com o futuro e a ver que estes indivíduos que nos governam estão a deitar tudo a perder. O brasilês que se lixe!
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