
Por força de ter nascido há muitos anos, sou obrigado a renovar a minha carta de condução com demasiada frequência.
Se o fizer fora da Região Autónoma da Madeira, o caso é simples: faço o exame médico (o impresso da RAM é diferente do nacional...), vou à Loja do Cidadão para entregar a papelada e resta-me esperar a que a nova carta me seja enviada pelo correio. Se tal ocorrer antes da antiga expirar, tudo bem, porque continuo na sua posse. Caso contrário, terei de pedir uma guia provisória.
Aqui na Madeira, a coisa é mais “subtil”: ao meterem-se os papéis para a renovação, ficamos logo sem a carta e é-nos passada a tal guia provisória, que terá de ser renovada todos os meses, até se receber a definitiva.
É de perguntar: com que direito nos é cassada uma carta dentro da validade? Qual é a lógica?
A propósito, lembro aqui uma “carta do leitor” que a senhora D. Diana Rodrigues (irmã de Miguel esteves Cardoso e radicada na Madeira) escreveu ao DN a propósito de uma “subtileza” semelhante. No final, perguntava: “ aqui na Madeira somos autonomamente estúpidos ou estupidamente autónomos?”
De Anónimo a 16 de Setembro de 2013 às 12:21
Somos, penso eu, demagogicamente autónomos A essa originalidade acrescento esta: uma viatura inspeccionada na Madeira (ainda em tempo de Armas activo) viajou ate ao Continente. Sujeita a inspecção pela GNR os guardas questionam a legitimidade do documento apresentado. O trabalho que teve a vitima para esvair este balão , nem queira saber Fernando. Garanto-lhe que não foi fácil Tudo, como sabemos, culpa de Lisboa e/ou da Maçonaria pode crer.jorge figueira
Caro Jorge
A sua opinião, que muito prezo, é respeitável.
No entanto, penso que, no caso da inspecção das viaturas, a autonomia esteve bem ao acabar com o problema acabando com a "Armas". E é, dentro dessa ordem de ideias, que o Dr. Jardim, para acabar com o colonialismo, está a acabar com a Madeira.
Espero que, apesar dos elevados índices de resignação do povo, o dito cujo acorde a tempo de se libertar de AJJ antes dele consumar o fim colonialismo como sugere. jorge figueira
Caro Jorge
Todo o ditador prefere sacrificar o Pátria a dar o braço a torcer. Veja-se a Alemanha Nazi, o Iraque, a Síria e por aí fora. Tudo dentro do princípio de que uma das formas de acabar com a doença é matar o doente.
A boa notícia é que aqui não há armas químicas...
De Anónimo a 20 de Setembro de 2013 às 23:44
Caro Senhor,
Fiquei muito admirado com o que refere sobre a revalidação da carta. Há dias fui à Loja do Cidadão renovar a minha e devo confessar que, se o que lhe aconteceu é rotina naqueles serviços, então eu fui um perfeito felizardo ao acertar no dia em que lá fui. Nada a dizer. Serviço impecável, rápido e apenas com uma guia provisória ! Até pensei que não estava na Madeira ! Com a renovação do passaporte também realizada muito recentemente, tive a mesma sorte. E já agora, o facto da Senhora D. Diana Rodrigues ser irmã de ME Cardoso, isso confere-lhe algum estatuto ou tratamento especial ? Se sim, está explicado. Se não, continuo sem perceber qual o interesse desse pormenor para o caso.
Caro senhor
O problema não está no atendimento que, como já tive oportunidade de verificar pessoalmente, é impecável.. O problema está no facto de ficarem com uma carta que é válida, o que me parece prepotência e não acontece no restante território nacional.
Por outro lado, a guia provisória não é válida no estrangeiro, o que obriga à aquisição da carta internacional, que não é grátis.
Fora da RAM podemos renovar a carta com antecedência, ficando com a antiga. No momento em que se recebe a carta nova, a outra deixa de ter validade. Ou seja, não é necessária a tal guia, desde que se dê tempo suficiente para burocracia funcionar.
Quanto à Sr.ª D. Diana Rodrigues, é minha obrigação referir o autor, já que a citação é dela.
Quanto ao seu "estatuto" e "interesse desse pormenor" é algo que deixo ao critério do leitor. Se tal o incomoda, peço desculpa. Mas penso que, não sendo este blogue um documento oficial, tenho direito a escrever o que me apetecer, desde que não ofenda ninguém e respeite as regras da boa educação, nomeadamente assinando o que escrevo. Aqui e nos comentários que faço noutros blogues.
De Anónimo a 21 de Setembro de 2013 às 10:53
Caro Senhor,
Quanto ao uso do nome da Srª D. Diana Rodrigues, apenas fiz o comentário porque, como todos nós sabemos, muitos usam idênticos "expedientes" para potenciar os seus argumentos, não fosse a opinião apenas do próprio ser insuficiente para convencer o auditório...Se não foi o caso, desde já apresento as minhas desculpas. Como gosta muito de assinaturas, aqui vai : Helder Avelino
Caro senhor Helder Avelino
Muito obrigado pela sua atenção.
De Anónimo a 21 de Setembro de 2013 às 10:23
O Sr. Anónimo teve muita dificuldade em perceber a essência do problema. Fiquei perplexo, com duas duvidas a pairarem no meu espírito Estaremos perante alguém com a velha quarta classe de adultos ministrada pelo Dr. Salazar no seu combate contra o analfabetismo, ou, pelo contrario, alguém muito mais jovem que leu o texto apressadamente tendo dele retirado apenas parte do seu conteúdo ? Há muitos casos destes, em que as pessoas tem visões parciais da realidade. Jorge figueira
Caro Jorge
Obrigado pela sua ajuda. Mas, como vê, tudo acabou bem.
De Helder Avelino a 21 de Setembro de 2013 às 16:39
Tudo acabou em bem ? Nem vejo que fosse possível doutra forma...Ou não estamos todos de boa fé ?...e a respeitar a opinião e o comentário alheio ? Assim sendo, só pode acabar em bem...
De Helder Avelino a 21 de Setembro de 2013 às 11:43
Pelo menos na 4ª classe de Salazar, sabia-se quem tinha sido o 1º rei de Portugal ! Hoje nem isso...
De Anónimo a 21 de Setembro de 2013 às 16:33
Perplexo fiquei eu, Sr Jorge Figueira ! Sempre pensei que por estas bandas houvesse um maior espírito democrático. Pelo seu comentário, só posso concluir que o Sr. acha que quem andou na 4ª classe de adultos no tempo de Salazar, não tem direito à vida, neste caso, a ter opinião ou a pedir esclarecimento...Tá bem, fiquei a saber o que a casa gasta...sinceramente não esperava...como tal fiquei mesmo perplexo...melhores dias virão...
Caro senhor anónimo, aliás Helder Avelino
Esqueceu-se de assinar.
De Anónimo a 21 de Setembro de 2013 às 19:37
Tive, apenas, algumas duvidas quanto a capacidade interpretativa do autor do comentário , nada mais que isso. Enfim como diz o dono do blog tudo acaba em bem porem, reafirmo: nunca, em circunstancia alguma, discriminei, discrimino ou discriminarei alguém seja por aquilo que for. jorge figueira
De Anónimo a 23 de Setembro de 2013 às 18:02
... eu acho que o Helder Avelino (que não se chamarä assim; mas isso ...) mas, eu não sei bem o que é que ele quer dizer - mas eu acho que o Helder Avelino tem razão.
Assim é que é Grande Helder; é mesmo como "as meninas da Ribeira do sado" ... assim é que é !
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