CONTRA OS ABUSOS DO PODER
VENHAM DONDE VIEREM
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
As fotos da semana



Marvão - Abril de 2002
Tudo o que se disser sobre as belezas de Marvão ficará sempre aquém da realidade. E mesmo as imagens que aqui se apresentam oferecem apenas uma pálida ideia do que se pode ver. Direi apenas que se trata de uma pequena vila alcandorada no topo de um monte de íngremes encostas, totalmente contida nas suas muralhas medievais. Do alto das ameias podemos ver as costas dos pássaros que estejam a voar... E as casas, arruamentos e demais equipamentos urbanos, estão ainda como eram há centenas de anos. Tudo muito limpo arumado. E também devidamente restaurado.
Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
Concurso
Descubra as diferenças


Prémio:
Uma salva de palmas virtual
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
A foto da semana

Marvão - Abril de 2002
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Para quem gosta de ler

Neste livro, Zita Seabra, fazendo lembrar Virgílio a conduzir Dante Alighieri pelos caminhos tenebrosos do Inferno, guia o leitor até às profundezas mais recônditas do PCP. Na sua prosa escorreita e de leitura agradável, a autora mostra-nos o seu percurso político dentro “do partido” para onde entrou aos 17 anos e ao qual dedicou, com generosidade, entusiasmo e militância, mais de vinte anos da sua vida.
Trata-se de uma descrição muito pormenorizada e cheia de interesse, onde nos é revelado tudo ou quase tudo que o cidadão comum gostaria de saber sobre esse partido. Partido esse que, a par do heroísmo de muitos dos seus militantes na resistência ao salazarismo, não passava de um mundo dominado por uma doutrina política em avançado estado de fossilização e onde imperava o dirigismo, o cinismo, a hipocrisia, a prepotência e a bajulação servil. Um mundo onde uma minoria de dirigentes explorava sem escrúpulos a ingenuidade dos seus militantes.
Mais interessante ainda é o desvendar da figura algo sedutora, fascinante e misteriosa de Álvaro Cunhal. Personagem essa que, ao longo do livro, se vai revelando egocentrista, implacável, vingativa e sinistra…
Claro que há que se dar um certo desconto a toda a obra. Em última análise, é a versão de uma mulher que foi expulsa do PCP. Porém, tudo o que está escrito faz muito sentido e encaixa perfeitamente naquilo que sabemos de outras fontes e pela nossa observação.
Contudo, o que mais impressiona, é o facto, a todos os títulos intrigante, de uma mulher inteligente como Zita Seabra ter levado vinte anos a descobrir aquilo que 93% dos portugueses descobriu logo a seguir à revolução dos cravos: que Álvaro Cunhal e o seu partido não vinham trazer nada de bom para o País. É verdadeiramente espantoso como não enxergou um sem número de barbaridades que lhe passaram mesmo em frente do nariz. Por isso, o livro poderia muito bem chamar-se “Ensaio Sobre a Cegueira, Segundo Zita Seabra”…
Mas há mais. Zita Seabra ainda hoje não entendeu que Cunhal não estava interessado em implantar o comunismo em Portugal. Estava apenas empenhado em fazer um serviço aos seus superiores do PCUS. Veio única e exclusivamente para criar dificuldades aos EUA e seus aliados, e entregar as colónias ao poder soviético. Zita Seabra não vislumbrou que os avanços e recuos da revolução correspondiam aos avanços e recuos da descolonização. Não entendeu que o verão quente de 75 não passou de uma encenação para americano ver. Não reparou que a queda do PCP (sem tiros e perante a indiferença da URSS) se deu a escassos14 dias depois da última independência, a de Angola. Não deu conta de que o 25 de Novembro estava mais que combinado.
Zita Seabra, pelo que nos conta neste livro, não entendeu nada de nada.
Que tal tenha acontecido, já é de si pouco abonatório. Mas que tenha escrito um livro a contá-lo é, no mínimo, anedótico. Faz lembrar aquele homem que se gabava: «Há cães mais inteligentes que o dono. São raros, mas eu tenho um».
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
A foto da semana

Disneyworld - EUA - Natal de 1983
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007
A foto da semana
Para melhor esclarecimemto, desta vez, em lugar de uma imagem, vão duas.


Luxemburgo, Outono de 1991
No Outono, as florestas das regiões temperadas vestem-se das cores mais deslumbrantes que a Natureza nos pode oferecer. Se em Portugal o espectáculo é já de si encantador (veja-se o colorido das vinhas do Douro), quanto mais nos deslocamos para norte, mais rico e vivo é o matiz da folhagem.
Traduzir para palavras o que se sente ao admirar tamanha beleza, não está ao alcance de todos. Por isso, prefiro reproduzir um pequeno trecho de Aquilino que, com a sua pena de grande mestre, descreve o Outono das árvores da Europa Setentrional.
Apetece perguntar: qual será a mais bela, a imagem ou a prosa de Aquilino?
Domingo, 5 de Agosto de 2007
O Zé da Cave

José Teixeira dos Santos (Zé do Telhado)
Bancos, Seguros, PT, EDP, Galp, e outros serviços essenciais para os cidadãos, gabam-se de lucros avantajados e de pagarem ordenados milionários aos seus quadros superiores, à custa do cliente que, na maior parte dos casos, não tem alternativas para poder escolher.
Nuno Brederode dos Santos, DN de 5 de Agosto de 2007
Análise lapidar que espelha a situação que se vive hoje em Portugal. E vem a propósito lembrar o espartilho do fisco e de outras desgraças como o mau funcionamento do Ensino, da Cultura, da Justiça e do Serviço Nacional de Saúde, onde quase nada resta em benefício dos mais desfavorecidos. Neste último, chega-se ao exagero de ter de se pagar e, como se tal não fosse suficiente, há que esperar até ao desespero ou morte (a menos que se vá fazer um aborto).
Funciona assim o nosso (des)Governo, como se fosse uma espécie de Zé do Telhado ao contrário. Em vez de tirar aos ricos para dar aos pobres, como fazia o famoso bandoleiro dos meados do Século XIX, tira aos pobres para dar aos ricos.
Pelo andar da carruagem, talvez o actual Primeiro-ministro venha a restaurar a Monarquia e coroar-se como El Rei D. José II, o primeiro monarca de uma nova dinastia. E, claro, passará à História com o cognome de “O Zé da Cave”
Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
A foto da semana

À espera do progresso...
Medina de Marraqueche, Marrocos, 2003