CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Vamos jogar golfe?

5ª Parte: As regras do jogo

 

 

 

            O golfe, apesar de ser uma espécie de paraíso terreno, também tem regras, e muitas. É um desporto muito antigo que, ao longo dos tempos, foi regulando tudo e mais alguma coisa. Não se assuste o leitor, mas o livro que vem na imagem tem, nada mais, nada menos, que 204 páginas… Mas não se pense que, com tanta legislação, só com bons advogados é que se consegue saber quem ganha e quem perde. Em boa verdade, os conflitos são poucos e de resolução relativamente rápida. Por outro lado, faz-se pouca batota. São conhecidos, no entanto, casos mediáticos de batoteiros compulsivos, nomeadamente de Presidentes de uma grande Nação do outro lado do mar. Mas não é de esquecer que esses senhores poderosos se contentam com pouco: conseguem parceiros apenas por serem quem são…
            O segredo do sucesso na aplicação das regras reside basicamente em dois aspectos: as regras são lógicas e quase intuitivas e a arbitragem é feita pelos próprios jogadores.
            Muito resumidamente, quem preenche o cartão dos resultados não é o jogador, mas um dos parceiros/adversários. Ou seja, cada qual tem à sua perna um “marcador” que é obrigado a contar as suas pancadas e penalizações e é soberano ao fazer o registo! E, em caso de discórdia, terminado o jogo, o diferendo é resolvido pela comissão de arbitragem do clube ou da organização do torneio.
            Para terminar, um último esclarecimento. O golfe tem duas categorias de regras: as do jogo, de que acabei de falar de forma muito genérica, e as de etiqueta. Sendo as primeiras obrigatórias, geralmente não causam situações embaraçosas porque há sempre alguém no grupo que as conhece relativamente bem. No entanto, as segundas, sendo facultativas, causam mal-estar quando não são cumpridas. Em primeiro lugar, porque são poucas. Em segundo lugar, porque têm a ver com o respeito pelos restantes jogadores e pelo estado do campo e instalações. Cito como exemplos de regras de etiqueta, a de manter rigoroso silêncio quando há um jogador por perto a preparar-se para bater a bola e a de reparar, dentro da medida do possível, os estragos causados ao terreno do jogo.
 
Comentário: o taco não se vê, mas está lá. E vai a caminho da bola...


publicado por Fernando Vouga às 21:38
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Vamos jogar golfe?
      

4ª Parte: O equipamento

        
 
 
Saco de golfe transportado num "trolley" eléctrico.
Além dos tacos, transporta muita coisa: comida, água, guarda-chuva, toalha, etc..
 
            Decerto que já todos repararam que os jogadores de golfe se fazem acompanhar por uma quantidade aparentemente infinita de tacos. Mais uma chinesice, pensava eu antes de ser apanhado pelo bichinho deste desporto. Mas não, tudo aquilo, mutatis mutandis, acaba por ser necessário.
            Como se vai ver de seguida, há diferentes combinações, mas ninguém, digamos assim, tem a coragem de ir para uma competição sem levar todos os catorze tacos permitidos. Especialmente os profissionais que, como é óbvio, vivem do golfe.
            Há contudo certos jogadores, autênticos malabaristas, que se especializam em jogar apenas com dois tacos (um para o campo, outro para o green). E vivem disso, porque apostam razoáveis somas de dinheiro em como ganham. O laparoto, que caia na armadilha, convence-se que tem a vitória como certa, já que dispõe de todos os tacos, e perde quase sempre...
            A razão de ser de tantos tacos deve-se ao facto de cada taco ser para uma distância específica. Se no início de cada buraco a maior parte das vezes se procura atingir a maior distância, no resto do percurso há que utilizar trajectórias mais curtas e sempre diferentes.
            Assim, há basicamente dois tipos de tacos: os ferros e as madeiras. Recentemente foram homologados, e são muito utilizados, tacos “híbridos” que se situam entre as duas categorias citadas. Finalmente, há um taco especial, o “putter” o único taco autorizado no green. Este taco não faz subir a bola e destina-se a rolá-la até ao buraco. Podendo ser utilizado no campo, este taco é o único obrigatório (razão pela qual os tais malabaristas não os podem dispensar).
 
 

 

 

            Normalmente um conjunto de tacos é constituído por nove ferros, quatro madeiras e um putter. Nesta figura está a combinação dos tacos de que faço uso presentemente. Podem ver-se, da esquerda para a direita, oito ferros, um híbrido e quatro madeiras. Na horizontal está o putter.
            Os ferros, por terem as varetas mais curtas, são mais fáceis de utilizar e mais precisos. As madeiras têm maiores distâncias, mas “castigam” mais as más pancadas, provocando maiores desvios. A inclinação da face dos tacos é menor na madeira mais longa, que tem cerca de 10º e vai aumentando até ao ferro mais curto, que pode ter uma inclinação de perto de 60º. É fácil de concluir que os tacos mais longos produzem trajectórias mais tensas e os mais curtos, trajectórias mais curvas. Neste último caso o objectivo é evitar que a bola caia no green e não saia dele.
 
Note-se a diferença entre a madeira com maior alcance (madeira 1 ou "driver")
e o ferro mais curto (sand wedge - usado normamlente nos bunkers)
 
 

Embora sujeitos a homologação, há uma grande variedade de putters.

Para todos os gostos e tamanhos

 
            Embora os tacos obedeçam a regras muito rígidas para a sua configuração, há uma grande variedade de marcas e preços. Contudo, não se pode dizer que os tacos mais caros sejam necessariamente melhores. Depende muito dos jogadores. Em boa verdade, o melhor taco é aquele em que mais confiamos.
 
            Para terminar, uma breve referência aos restantes artigos de equipamento: o saco, os carrinhos de mão (“trolleys”), os “buggies”, os sapatos e a luva. As figuras são elucidativas. Quanto à luva (não obrigatória), usa-se apenas uma, a esquerda (os canhotos usam a direita), embora o ideal seria não usar nenhuma. Mas há que proteger a mão que maior contacto faz com o taco e assim evitar bolhas ou calosidades.
 
Um trolley "manual"
 
O "buggy" é muito cómodo, mas é a pagar...
 
 
É obrigatório (e muito conveniente) o uso de calçado adequado.
 
Há quem use duas luvas
para que não fique com uma mão
mais queimada do que outra.
O sol não perdoa...
 


publicado por Fernando Vouga às 23:11
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