7ª e última Parte: O sistema de abonos

Clube de Golfe de Islantilha (Sul de Espanha)
Fotografia de Fernando Quartin
Penso que uma das razões de peso para o sucesso do golfe amador é o sistema de abonos. Na gíria golfista, a palavra “abono” é substituída por “handicap”. Para os mais esquecidos da língua de Shakespeare, “handicap” quer dizer “desvantagem”, “impedimento”, “deficiência”.
Em boa verdade, o “handicap” é uma espécie de partido que se dá aos jogadores para que, em princípio, nas competições, todos estejam em pé de igualdade.
De início, um jogador, mesmo sendo capaz de fazer um percurso sem grandes problemas, terá dificuldades em cumprir o handicap máximo permitido (28 pancadas de abono para os homens e 36 para as senhoras). Traduzindo isto para pancadas, um jogador com handicap 28 terá de fazer o percurso com 100 pancadas ou seja, as 72 do PAR do campo mais as 28 do abono (as senhoras terão 72+36=108). Porém, à medida que o seu jogo for melhorando, o número de pancadas vai sendo reduzido, até atingir as tais 100 pancadas. Nessa altura diz-se que “defende o seu handicap”. Por fim, com a persistência, acabará por fazer menos que o seu handicap. Aí, o computador do clube faz um ajustamento e corta-lhe uma ou mais pancadas conforme os resultados obtidos nos torneios; e em caso contrário aumentar-lhe-á o abono, mas nunca acima das 28 pancadas. Só que, para mal dos pecados dos golfistas, os cortes são maiores do que os aumentos.
Como se pode concluir, o golfe é um desporto que premeia, não a categoria do jogador, mas o desempenho em cada jogo. Tal medida é um forte incentivo para os iniciados entrarem em torneios. Porque, mal consigam defender os seus handicaps, podem ganhar uma competição. O que, apesar do corte que fatalmente se sofre no abono, é sempre um momento de grande júbilo que nunca mais esquecerá.

Hugo Chavez, apesar das suas trapaças para bloquear a oposição, perdeu as eleições que iriam permitir a sua perpetuação no poder.
Agora diz que vai respeitar os resultados eleitorais.
Deixem-me rir.