CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Obrigatório ter à mão

 

 

            Todos os dias somos positivamente agredidos, na rua, nos meios de comunicação social, nas ementas dos restaurantes, nas bancas dos talhos, nos cartazes publicitários, por inconcebíveis pontapés na gramática. Nesses termos, não será de estranhar que muito boa gente, mesmo com bons conhecimentos Língua Portuguesa, seja confrontada com dúvidas, tanto ao falar, como ao escrever. 

            Para resolver o problema, não bastam os correctores ortográficos que temos nos nossos computadores. Estes apenas resolvem uma parte das dificuldades na ortografia. E os prontuários são quase sempre demasiado extensos e complicados para se tornarem verdadeiramente úteis.

            O livro que aqui apresento tem o condão de estar excelentemente organizado, o que facilita a sua consulta. As explicações são dadas com uma linguagem acessível e são fáceis de memorizar. Por outro lado, as autoras fizeram uma selecção, que eu classifico de genial, das dificuldades mais comuns.

            Por outras palavras, este livro faz lembrar aqueles automóveis que, sendo pequenos por fora, são espaçosos e confortáveis por dentro.

            Às autoras, Sandra Duarte Tavares e Sara de Almeida Leite, os meus parabéns.

 

 



publicado por Fernando Vouga às 22:19
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Madeirices

  General sem tropas

 

 

 
            Há muito que defendo que o Dr. Alberto João Jardim aspira a ascender a líder do seu Partido e, na passada, ser Primeiro-Ministro. Mais precisamente, esta minha teoria nasceu quando o Presidente do Governo Regional anunciou a sua decisão de deixar de o ser em breve. Ora, sendo a política viciante (e ainda não foi descoberta qualquer cura), não será de crer que o líder madeirense a abandone sem mais nem menos. Por outro lado, também não será de supor que se sujeite a “passar de cavalo para burro", como se costuma dizer. Só quem não o conheça minimamente. A bon entendeur
            Contudo, nas conversas que tive a este respeito e nos comentários que deixei a este propósito em vários blogues, os meus “interlocutores” acharam a minha profecia tresloucada de todo. Que isto, que aquilo, mas tal era pura e simplesmente um rematado disparate.
            Para bem ou para o mal, a minha esconsa profecia, está a tomar forma com esta nova crise do PPD. O nome do Dr. Alberto João começa a figurar no quadro das hipóteses. E é bom não esquecer que, num partido repleto de derrotados, alguém que soma por vitórias todas as eleições a que se candidatou (em trinta anos), é uma candidatura de peso. E, para que ninguém tenha dúvidas, o próprio admite que a sua corrida para a liderança final apenas não se concretiza porque, fora da sua ilha, se sente como um “general sem tropas”.
            Trocando a coisa por miúdos, Jardim sabe que, se não recrutar um exército de lambe-botas, terá muitas dificuldades. Porque, afinal, com esta sua declaração, ficámos a saber qual é a a chave do seu sucesso…


publicado por Fernando Vouga às 15:10
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Que confusão!

 

 

 

            Há dias, ao beber um copo de cerveja, o meu palato foi surpreendido por um aroma que, não sendo de todo desagradável, era totalmente estranho naquele tipo de bebida. A primeira reacção, após ter parado de beber, foi a de verificar se não me teria enganado na garrafa. Mas não. Para meu espanto, o rótulo esclarecia que se tratava de uma cerveja com sabor a limão.
            Fiquei espantado. Como é possível? Bem sei que o sabor da cerveja, para lá dos ingredientes obrigatórios, é o resultado de uma combinação de ervas aromáticas onde predomina o lúpulo. Produto este que, na prática, se tornou obrigatório desde a Idade Média. O que quererá dizer que uma cerveja, que não saiba predominantemente a lúpulo, não é cerveja.
            De qualquer forma, esta mania de dar a um produto alimentar o sabor de outro já não é nova. Já vi chocolates trufados, flocos de milho com sabor a toucinho fumado (bacon bits), pratos de pescada com sabor a salmão. Mas a ideia não me agrada mesmo nada. Prefiro os sabores naturais. E até acho a ideia perigosa. Já imaginaram a confusão que vai ser se, ao comprarmos o conduto para o jantar, depararmos nas prateleiras do supermercado com pernas de borrego com sabor a abrótea, lulas com sabor a chouriço, espinafres com sabor a caramujos, besugos com sabor a rabanetes?


publicado por Fernando Vouga às 16:57
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