O que está em causa nesta pequena nota não é a bondade ou maldade do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O que se segue tem apenas a ver com uma mera questão de pura lógica.
Por tradição, por imperativo moral, por razões culturais ou outras que não me ocorrem de momento, a exibição pública dos órgãos sexuais, tem sido reprimida ou mesmo vedada aos cidadãos. E é por essa razão que, salvo nas praias devidamente autorizadas para tal, a nudez não é permitida, sendo obrigatório o uso de fatos de banho cuja única finalidade consiste em ocultar as partes púbicas de todos e, por arrastamento, os seios das mulheres.
Acontece que, com a plena aceitação da normalidade do relacionamento íntimo entre pessoas do mesmo sexo, foram elevadas à categoria de órgãos sexuais outras partes do corpo. Porém, se alguns destes “novos” órgãos sexuais, de dupla função, se encontram muito próximos dos “antigos” e assim serem automaticamente ocultos pelos fatos de banho, outros, também de dupla função, mas por baixo do nariz, continuam “pornograficamente” ao léu.
Parece-me assim lógico que, para moralização dos costumes, se proceda como os muçulmanos mais radicais: obrigar todos, homens e mulheres, a usarem burka.
Incluindo nas praias para não nudistas, claro.
Com a crescente degradação da vida política portuguesa, vai tomando forma a ideia de que por um lado, para receberem mordomias e imunidades, os políticos pertencem uma casta superior enquanto que, por outro lado, quando chega a altura de se avaliar a sua idoneidade, basta-lhes não terem sido condenados pelos tribunais ou terem os papéis militares em ordem, como parece ser o caso.
Ao cidadão Manuel Alegre, tendo às suas costas a embrulhada da sua passagem pela vida militar, não lhe basta provar que não foi tecnicamente desertor. Tem de explicar muito bem porque é que foi parar à Argélia e colocar-se ao serviço do inimigo. Bem ou mal, a Pátria estava em guerra. Toda uma geração respondeu com generosidade e combateu durante treze longos e penosos anos, estoicamente, à espera que o Regime encontrasse uma solução para lhe por fim.
Porém, Manuel Alegre, menino rico, sendo alferes miliciano em Angola, não quis esperar. Preferiu enveredar pelos caminhos da conspiração e daí o terem passado à disponibilidade, na altura em que lhe foi instaurado um processo pela PIDE, ainda em Luanda. Ou seja: se tecnicamente não é um desertor é, no mínimo, um traidor. Tecnicamente, claro. O que não é brilhante, para um futuro Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas.
Acresce ainda o facto de este senhor, para lá de ser político profissional, de escrever uns livros mais ou menos poéticos, de botar umas falas em voz grossa, nunca trabalhou no duro para ganhar o seu sustento. Não acabou nenhum curso universitário (pelo menos tem o mérito de não se ter servido de expedientes rascas para obter um diploma). Que se saiba, teve apenas uma colocação nos “Serviços Recreativos e Culturais” da RTP, apesar de ter sido estudante de Direito, matéria bem pouco recreativa... Colocação essa que, ao que parece, teve como único resultado palpável uma pensão de reforma.
É altura de dizermos NÃO. Esse senhor pode ser muito respeitável mas não serve!
Afinal não há motivos para alarme. Esta onda de boatos sobre uma ameaça de bancarrota não passa de um caviloso "ATAQUE ESPECULATIVO".
Uf!... Que alívio!!!
Só não se percebe bem porque é que os especuladores, com tantos e tantos países para lançarem as suas garras, escolheram logo Portugal. É azar a mais!
Irra!!!
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