José Manuel Coelho, com os seus 39,01 % dos votos na Madeira, pôs de castigo, tanto o Governo Regional, como toda a oposição.
Por um lado, provou que o Jardinismo (com uns escassos 44,01%) é derrotável e que o "povo superior" não está assim tão controlado como se julgava; por outro, provou que as oposições madeirenses estão demasiado acomodadas para representarem qualquer perigo para a actual maioria.
A partir de agora, o jogo partidário nunca mais será o mesmo. Coelho passou a ser uma figura incontornável na política regional.
Será o princípio do fim da crise em Portugal?
É que, pelos vistos, nem tudo está a cair. O peito desta senhora (de muito bom fundo, diga-se em abono da verdade), a taróloga Maya, está prestes a subir!
Não restam dúvidas de que esta grande notícia é um óptimo começo para o ano de 2011!
PS (não confundisr com o partido político):
Não sei bem o que é isso de ser taróloga mas, pela imagem, deve ser muito bom.
Quem não fizer partes das suas formações apoiantes não precisa de escavar muito fundo para concluir que Cavaco Silva continuará a não estar à altura dos desafios que vamos ter de enfrentar nos tempos que se vão seguir. E esta triste e desprestigiante campanha eleitoral confirmam as perspectivas mais pessimistas. O Presidente recandidato, para lá de não apresentar nada de inovador e convincente, perante os ataques pessoais de que está a ser alvo, tem-se comportado como um Tartufo digno das mais sarcásticas peças de Moliere.
Quanto a Manuel Alegre, apesar das fraquezas do seu principal opositor, enveredou pela estratégia errada (embora a mais fácil e habitual). Tendo telhados de vidro, optou por atirar pedras ao adversário. Ao optar pela agressividade e atacar Cavaco em vez de apresentar ideias, deu um inequívoco sinal de fraqueza e acabou por dar demasiada importância ao seu opositor.
Mas não me parece que esta situação se revista de grande gravidade. Afinal, os poderes do Presidente da República são muito reduzidos e acabam por não resolver quase nada. A menos que apareça alguém suficientemente inteligente e corajoso para “dar a volta ao texto”, como se costuma dizer.
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