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Se as contas públicas estão assim tão puras e cristalinas como diz, porque é que o FMI as quer verificar?
Se as contas públicas estão assim tão puras e cristalinas como diz, qual é o mal (ou o perigo) de os partidos da oposição terem acesso aos dados?
Sede do FMI - Imagem retirada da NET
Num mundo globalizado e cada vez mais controlado pelos grandes grupos económicos, que mandam na maior parte dos governantes, está prestes a ser realizado o grande sonho socratino: pela mão da oposição, os portugueses vão ser reduzidos a uma quase escravidão, em tudo semelhante ao terceiro mundo. Vão ter de trabalhar mais e por menos dinheiro. E, em contrapartida, comer pouco. Uma autêntica dádiva celestial para o PM demissionário!
Aproxima-se finalmente a intervenção do FMI. E já não é segredo para ninguém que tudo se vai centrar na acentuada diminuição dos rendimentos das classes médias e menos favorecidas e no aumento desmesurado do preço dos bens essenciais.
E, como se tal não fosse suficiente, não faltam por aí vozes a suplicar por um entendimento entre os dois principais partidos. À primeira vista, parecerá uma medida sensata. E até seria, se a plataforma de entendimento se limitasse a questões de princípio. Porém, com a tendência que em Portugal existe para tudo correr mal, o que irá acontecer, caso se entendam, é uma espécie de cartelização da política onde um diz mata e o outro esfola-se. Não sobrará ninguém para nos defender.
É que, sem uma oposição credível e independente, corremos o risco de sermos comidos vivos pelos senhores do dinheiro.
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Ouvi há pouco, num noticiário televisivo, que a taxa de natalidade portuguesa anda pelas ruas da amargura. O que é natural, porque vai faltando aos portugueses a coragem para colocarem neste mundo mais uma criança para quem se adivinha um futuro sombrio. Porque, em termos práticos, cada cidadão português recém-nascido tem às suas pequenas e frágeis costas o peso de uma dívida da ordem dos 17.000,00 €. Convenhamos que é obra.
Claro que tudo isto é culpa das oposições ao actual governo, que não deixaram passar mais um PEC. PEC este, especial de corrida, que seria o primeiro a convencer a banca estrangeira a baixar os juros da dívida!...
Já não tenho pachorra para tanta mentira.
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