Thomas Carlyle (1795-1881)
Há dias, um condutor da carrinha de uma sociedade turística confidenciou-me que iria votar num determinado partido, por sinal sem grande expressão eleitoral, pela simples razão de que promete melhorar substancialmente as regras da passagem à reforma. Algo que lhe traria, dentro de pouco tempo, vantagens significativas.
Instintivamente, não resisti à tentação de lhe explicar que esses partidos, que nunca farão parte de qualquer governo, oferecem tudo e mais alguma coisa porque sabem que as promessas vão ser fatalmente esquecidas. Mas, pela sua cara, apercebi-me de que a minha argumentação não lhe agradou. Penso mesmo que ficou a pensar que o que me fez falar foi a inveja.
Levanta-se assim a questão, agora muito sugerida, de que o voto não deverá em princípio ser extensivo a quem não tenha um mínimo de cultura e discernimento. Com efeito, a democracia tem destas contradições: sendo essencialmente a expressão da vontade da maioria dos eleitores, como se pode confiar em tal maioria se uma grande parte anda alheada da realidade e não sabe o que quer? Ou, usando as palavras de Thomas Carlyle, como confiar na “sabedoria colectiva da ignorância individual”?
A resposta parece difícil. Porém, se tivermos presente que, independentemente da tal cultura e discernimento, todos pagam impostos, a resposta só pode ser uma. Porque não se pode ao mesmo tempo exigir dinheiro e tapar a boca às pessoas.
Imagem retirada da NET
Seguindo a tradição social-democrata de contabilizar fortes perdas de votos durante as campanhas eleitorais, Passos Coelho, de tiro em tiro nos pés, vai ficando para trás. Quando fala e não acerta, perde votos. Quando acerta, também os perde, porque de imediato surge a propaganda trituradora dos socialistas a demolir tudo, chegando ao desplante de lhe colocar na boca palavras que, em verdade, não disse. Ou então, insinuando que o líder do PSD se prepara para desmantelar aquilo que o cidadão Pinto de Sousa já destruiu há muito!
No meio desta desgraça toda, movimenta-se o subtil Paulo Portas, cheio de boas maneiras e intenções, armado em salvador de pátrias à beira do desespero e jurando, a pés juntos, que não fará alianças com o demónio. Poderá até ser verdade, mas não convém perder de vista que, como qualquer político que se preze, na altura própria fará a escolha que mais dividendos trouxerem para as suas ambições. E todos sabemos muito bem o que valem as promessas dos políticos…
Imagem retirada da Net
Se o FMI é assim tão bom, porque é que esperou tanto tempo para pedir ajuda?
Ou será que estava a precisar de uma crise para provocar a queda do seu governo e ir a votos?
Imagem retirada da NET
Acabou de desaparecer um homen que não fazia falta nenhuma. A sua morte não vai resolver de imediato o problema do terrorismo à escala mundial mas ajuda muito.
Julgo que não há inferno (o que seria uma criação demasiado cruel para um Deus infinitamente bom). Mas agora até faria jeito, para albergar a criatura. Até pode ser que monte lá uma rede terrorista, quanto mais não seja, para infernizar a vida ao diabo, que bem merece...
Os meus links