Finalmente que temos uma senhora a presidir à Assembleia da República. Facto que saúdo com muito agrado. Estou certo de que a Drª Maria da Assunção Andrade Esteves desempenhará o seu cargo com competência e dignidade.
Porém, a propósito do acontecimento, o ministro Miguel Relvas chamou-lhe Presidenta em vez de Presidente, como me parece ser (ainda) correcto.
Não sei se esse senhor terá razão mas, pela sua lógica, teríamos, no mínimo, que chamar Presidento a Cavaco Silva. Nem mais nem menos! E o caso não ficaria por aqui: o nosso dicionário seria assim automaticamente enriquecido com residento/residenta, requerento/requerenta, indigento/indigenta, doento/doenta e por aí fora.
Convenhamos que não me parece brilhante. Penso que o senhor ministro não estava, no momento, na posse de todas as suas faculdades. Caso contrário, teríamos de lhe chamar… idioto.
Rolha multiusos retirada da NET
O senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, na sua qualidade de líder do PSD-M e, na senda da perseguição feroz ao único diário madeirense de grande tiragem independe do poder político, proibiu os seus militantes de escreverem para o Diário de Notícias da Madeira.
A ordem em si não é preocupante, nem de estranhar, vinda de quem vem. O que é preocupante é saber de antemão que os invertebrados do costume a vão cumprir.
Para quem como eu já completou setenta e um anos de idade, passar a escrever com as alterações do novo acordo ortográfico, de tantas que elas são, é como passar a guiar pela mão esquerda. Com os reflexos condicionados por tantos anos (e muitas palmatoadas do meu professor da escola primária...) a escrever de uma determinada maneira, respeitar as novas regras é algo que está fora do meu alcance.
Escrever, por si só, já não é fácil. E há por aí muita gente que, apesar de ter completado o ensino obrigatório, não consegue passar a escriito uma ideia, por mais simples que seja. Escrever com a preocupação de o fazer bem, de modo a ser entendido, é muitas vezes complicado e trabalhoso. Somar a este trabalho um esforço para grafar tantas palavras de modo diferente é, no mínimo, desanimador.
Mas tenhamos calma. Em Portugal não é proibido escrever mal e dar erros de ortografia. Nem sequer é impeditivo para ocupar bons cargos políticos.
Assim sendo, que se lixe o acordo. Vou continuar a escrever como sempre escrevi. Pronto!
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