CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
O Mundo de hoje

 

 

          Esta imagem foi retirada do Blogue "Quarta República".

          (http://www.quartarepublica.blogspot.com/).

 

          Há muito tempo que não via nada tão simples mas tão eloquente...

 



publicado por Fernando Vouga às 16:58
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Nação e Defesa

 

 

          É preciso que se entenda que as Forças Armadas (FA) são apenas a parte visível de um iceberg complexo que, no seu todo, constitui aquilo a que chamamos Defesa Nacional. E se tal já era verdade do antecedente, é agora ainda mais. Pela simples razão de que, nos países mais evoluídos, as FA existem mais para evitar a guerra do que para a fazer. A resolução de diferendos pela força das armas é cara e de resultados cada vez mais incertos. A pouco e pouco, vão surgindo novos aspectos que se tornam cada vez mais sensíveis na área da Defesa.

          Contudo, é bom ter presente que tal não acontece com as ameaças. Elas continuam a existir, mas tendem a ser resolvidas de forma mais pacífica, com o recurso à diplomacia. Ou seja, numa visão clausewitziana, podemos dizer que hoje a política internacional é a continuação da guerra por outros meios.

          Convém ainda referir que os conflitos, armados ou não, acabam por ser o confronto de duas vontades em que os exércitos, aqui tomados no sentido lato, podem não ser o factor decisivo mesmo quando se recorra ao seu emprego. Porque normalmente (para não dizer quase sempre) quem vence é o lado mais determinado, disposto a empenhar todos os seus recursos, a correr todos os riscos e a sujeitar-se aos maiores sacrifícios. E só assim é que se pode explicar, além de outras, a derrota dos dois exércitos mais poderosos do mundo, o americano e o soviético, nas guerras que travaram no Vietname e no Afeganistão, respectivamente. É que um povo pode ser derrotado nas batalhas, mas acaba por vencer a guerra, se estiver determinado a combater até às últimas consequências.

          Dentro desta ordem de ideias, um povo que não saiba para onde quer ir, que não tenha desígnios nacionais, que não esteja disposto a afirmar-se no contexto internacional, que não se disponha a defender a sua dignidade, os seus valores, os seus legítimos direitos, a sua cultura, as suas tradições, enfim, a sua Pátria, está condenado à partida. E as suas Forças Armadas não servem para nada.

          E é por esta razão que, nos países onde ainda resta um pouco de bom senso, apesar das limitações orçamentais impostas pela actual crise, não consentem que as suas FA sejam menosprezadas ou até humilhadas. Pelo contrário, cuidam e bem da sua imagem. Porque sabem que os exércitos continuam a ser o espelho da Nação e a forma mais visível de mostrar, interna e externamente, que se querem afirmar e que estão dispostos a correr riscos. Mais ainda, sabem que é prioritariamente nos quartéis que se desenvolve um conjunto de princípios e valores aos quais se chama, em termos genéricos, amor à Pátria.

          Mas em Portugal, o desprezo dos políticos pelas FA raia os limites da imbecilidade. Há mais de trinta anos que ninguém, para lá dos militares, se preocupa com a Defesa nos seus múltiplos aspectos. Alguns deles mais importantes do que as próprias FA. Só para dar um exemplo — assustador, diga-se em abono da verdade —, aproveito para referir que Portugal, detentor de um dos piores índices de natalidade a nível mundial, dentro de trinta anos terá uma população completamente descaracterizada. Os portugueses de então não farão a mínima ideia de quem foi Afonso Henriques ou Vasco da Gama. Será algo que não lhes dirá nada. Porque, para eles, Portugal terá vagamente nascido com José Mourinho e Cristiano Ronaldo.

          Ou nem isso.



publicado por Fernando Vouga às 17:29
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
Vocação Militar

Imagem retirada da NET 

    

         

             No passado dia 1de Fevereiro, o Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, no almoço-debate da Revista Segurança e Defesa, proferiu um curto discurso do qual se salientam as seguintes passagens:

 

          […] Deixem-me ser implacável na objetividade: um militar não é um funcionário público. Não trabalha das nove às seis. Não é um funcionário da CP. Não conta nem cobra os quilómetros que faz ao serviço do país. Não é um professor. Não discute a avaliação que dele é feita.

          Ser militar não é uma profissão como as outras.

          Ser militar não é um emprego como os outros. Ser militar não é sequer carreira com progressão automática ou com as regras que conhecemos lá fora.

          Ser militar é servir o país em armas, por mais duro, por mais trabalhoso, por mais difícil que seja. Ser militar é uma vocação. Que ninguém tenha dúvida alguma sobre isso.

 

          […] “Se algum destes homens não sente a vocação, antes de protestos, manifestações ou conferências de imprensa, precisa de mudar de carreira. Ninguém é obrigado a ficar.”

 

            Palavras “implacáveis na objectividade”, que impressionam, mas totalmente desinseridas da realidade. Se não, vejamos.

            Em Portugal, tal como acontece nos países que optaram pela abolição do Serviço Militar Obrigatório, só entram para as Forças Armadas os jovens provenientes dos estratos mais desfavorecidos. Além do mais, para a maioria deles, “ir para a tropa” é algo desprestigiante e de mau gosto. Facto que é agravado, dado o total desinteresse que os sucessivos governos mostraram pelo prestígio dos militares. Por outras palavras, a suprema honra de morrer pela Pátria fica reservada aos pobres, enquanto os ricos, coitados, terão de se contentar com tachos e mordomias, nomeadamente da política e actividades afins. Nesses termos, falar de vocação militar só pode ser por ignorância ou má fé. Quanto mais não seja, porque isto de vocações tem que se lhe diga: é que tal atributo tem uma estranha tendência para escolher os empregos mais chorudos. E, que me conste, ainda não se viu ninguém vocacionado para cavador de enxada…

            Ora o senhor ministro, não sendo ignorante, está obviamente a explicar com todas as letras que a Condição Militar é um mero expediente para calar os militares, tirando-lhes toda e qualquer capacidade de defesa dos seus legítimos interesses. Esquece-se ainda que, ao retirar direitos, assume automaticamente a obrigação de proteger os visados. Num país em que continua a vigorar o iníquo princípio de quem mais chora mais mama, o dinheiro retirado àqueles que não têm quem os defendam e não se podem manifestar faz muita falta para satisfazer as reivindicações nos sectores mais sensíveis para a economia, como é a CP a que se refere o governante. Nesses termos, o seu discurso não é sério. É um discurso prepotente de um senhor todo boneco e bem instalado na vida a tentar meter medo aos militares.

            Claro que numa terra onde o sucesso se mede pelos milhões ganhos (sem olhar a meios), com o desemprego à espreita e com a crise de valores generalizada, os militares vão jurar todos a pés juntos que estão cheios de vocação até à ponta dos cabelos. Pudera! Mas não tenhamos ilusões, o discurso do senhor ministro entrou-lhes por um ouvido e saiu-lhes pelo outro.



publicado por Fernando Vouga às 21:37
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Para quem gosta de beber

 

          Por razões meramente familiares, venho com muita frequência ao Brasil, onde me encontro presentemente. É, como se sabe, um país muito interessante e cheio de contrastes.

          Como português que sou, sempre à cata do nosso legado, surpreendo-me muitas vezes com semelhanças e diferenças inesperadas. Onde espero ver uma marca lusitana, encontro algo que tem a ver com costumes índios locais ou de raiz africana, só para dar um exemplo. Outras vezes nota-se uma verdadeira simbiose de várias culturas.

          Hoje, como se pode ver na imagem, fui surpreendido com algo que mostra bem a combinação de que falo. Ao espírito de improvisação português juntou-se o humor brasileiro.

          E os amantes de Baco agradecem…



publicado por Fernando Vouga às 21:42
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