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Afinal, o rapaz deixou obra. Como ele próprio afirmou, uniu a Jota jardinista. É de aplaudir!
Até me faz lembrar o último Presidente da República do regime salazarista, o venerando Almirante Américo Thomaz. Ele também, de certa forma, uniu os portugueses. Até se dizia que Portugal era um país de marinheiros, porque Havia um Almirante e dez milhões de Contra-Almirantes.
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Lavado em lágrimas e a fazer beicinho, qual menino mimalho que caiu do cavalo de cartão, o líder da Jota jardinista acabou há poucas horas de anunciar que se demitia.
Moral da história: de mijinhas passou a chorinhas.
Recebi hoje esta preciosidade da autoria de Ricardo Araújo Pereira. Humor cáustico mas muito eficaz.
A imagem tem a ver com factos passados há já uns dias.
Peço desculpa pelo atraso.
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Eu sei muito bem que não sou a pessoa mais inteligente do mundo e que, talvez por esse motivo, não consigo entender duas coisas:
Sendo a segunda questão demasiado complexa para uma resposta linear, e por tal dou-lhe o benefício da dúvida, a primeira afigura-se me de resposta mais fácil. Em termos legais viola o princípio da igualdade dos cidadãos e em termos morais é mais do que condenável. Porque são precisamente os cidadãos mais endinheirados que mais beneficiam, quando deveria ser o contrário.
Mais ainda. Todos sabemos que estes paraísos fiscais são verdadeiros alçapões para fugir ao fisco, tais são os esquemas que se inventaram para contornar a Lei. E não só. São, directa ou indirectamente, verdadeiras redes de lavagem do dinheiro do crime organizado. Este muda de mão como quem muda de camisa, passe o lugar-comum, e não são precisas muitas voltas para que as policias deixem de lhe encontrar o rasto. Se é que o procuram verdadeiramente... Ninguém sabe ao certo o seu destino e quem o meteu ao bolso fica-se a rir. Os montantes envolvidos são de tal ordem, que é fácil corromper seja quem for e todos sabemos, da pior maneira, que quem nos governa é alguém que não dá a cara e faz dos políticos meros lacaios obedientes.
Do que tenho observado aqui na Madeira, o Centro de Negócios tem muitos defensores, quase sempre homens ligados às actividades económicas e também dos partidos com maior representatividade na ALR. A resposta mais generalizada é, resumidamente, que tal organismo contribui para o emprego e “traz” muito dinheiro para a Região. E que, por outro lado, defendem a teoria de que, se tal mecanismo existe noutras paragens, porque não existir aqui.
Perdoem-me a terminologia, mas esses argumentos parecem-me rascas de mais para serem sérios. É a política do vale tudo, desde que dê dinheiro.
Assim sendo, não vejo nenhuma razão para que, uma vez encerradas as portas do dito Centro, a Madeira não tenha uma saída airosa e de rendimento garantido: legaliza as drogas até aqui proibidas e promove a sua produção local. Elementar!
O aeroporto não vai ter mãos a medir, os hotéis vão encher todo o ano, a “agricultura” e o “comércio” vão levar um impulso espectacular, o “cimento” volta a funcionar e por aí fora.
E ficamos todos ricos.
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Jardim acabou de ameaçar com a saída da Madeira da Zona Euro (imaginação não lhe falta...). O que, como é do conhecimento geral, por si só, significa inexoravelmente o fim da moeda unica europeia.
Convenhamos que, comparada com a nossa ilha ilha, a Grécia não passa de um pequeno tufo de de pelos púbicos, para usar eufemisticamente a celebérrima expressão de Eduardo Catroga.
Ângela Merkel já treme de medo.
Não vem agora ao caso as suas origens, mas uma das características mais marcantes da cultura genuinamente portuguesa é o respeito pelos mortos. É do consenso geral que, do mais santo dos homens até ao mais execrável criminoso, todos, uma vez desaparecidos para sempre, têm direito a um momento de recolhimento e pesar. A morte funciona, por assim dizer, como um derradeiro momento de reconciliação.
Todos? Pelo menos na Assembleia Legislativa Regional da Madeira tal não se verificou hoje.
Foi esta manhã apresentado pelos deputados da oposição um voto de pesar por dois portugueses notáveis recentemente falecidos, o deputado europeu Miguel Portas e o distinto Juiz e Professor Doutor João Manuel Martins, este Madeirense. No primeiro caso, alguns deputados da maioria abandonaram a sala durante o debate e os restantes abstiveram-se. Quanto ao segundo, a maioria votou contra, tendo a proposta sido liminarmente rejeitada.
Tanto as abstenções como a rejeição foram obviamente por motivos políticos. Melhor dizendo, politiqueiros.
Hoje foi, talvez, o dia mais negro da história da ALR onde imperou o desespero, o pânico e, sobretudo, a mais abjecta mesquinhez.
De há uns tempos a esta parte, tenho sido bombardeado com mensagens electrónicas anunciando as mais retumbantes curas milagrosas, todas elas conseguidas através das plantas mais comezinhas. Ora são os oregãos que curam o cancro da próstata, ora são as abóboras que acabam de vez com o colesterol, ora é o alecrim que cura as hemorróidas, ora é o sumo de dois tomates misturados com o de um pepino que resolve a disfunção eréctil...
Por coincidência, todas essas mensagens pedem, no final, para as difundirmos o mais possível.
Das duas, uma: ou anda alguém a tentar apanhar endereços de correio electrónico, ou o Ministério da Saúde quer poupar dinheiro em medicamentos (e também despachar os velhos para o cemitério e assim deixarem de receber as pensões de reforma...).
Alguém saberá a resposta?
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