CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quinta-feira, 21 de Junho de 2012
Está explicado!

 

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publicado por Fernando Vouga às 13:57
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2012
O povo superior

 Imagem retirada da NET

 

          Ao teimar-se que existem ainda povos superiores, está a dar-se um crédito serôdio a teorias pseudocientíficas como as de Adolfo Hitler e seus sequazes, que defendiam que uma raça superior, por eles inventada, a ariana, estaria predestinada a governar o mundo.

          O ditador nazi já morreu e com ele, felizmente, as suas teorias, que o próprio tempo se encarregou de provar que eram falsas.

          Voltar a este tipo de tese sessenta e tal anos após a morte de Hitler já nem sequer é ridículo, é apenas parolo. Porque só um pacóvio estupidificado pela intoxicação jardinista embarca nessa cantilena.

          Apesar de tudo, o “povo superior” andou por aí a fazer eco durante vários anos após a sua triste invenção. Especialmente quando o dinheiro entrava e saía a rodos dos cofres do GR. Foram tempos de irresponsabilidade, de arrogância e prepotência, de insultos e difamações, de enxovalhos e chicanas, onde tudo valia para quem tinha a faca e o queijo na mão.

          Mas os tempos mudaram, porque o dinheiro acabou e, para piorar as coisas, foram descobertas no GR falcatruas de matar de medo o mais afoito.

          E o Presidente do GR, em pânico por ter sido apanhado com a boca na botija, e também por não fazer a mínima ideia de como vai resolver a situação catastrófica que criou, já não diz coisa com coisa. De tal forma, que há dias, na Ribeira Brava, lhe fugiu a boca para a verdade e acabou por ofender as bases do seu próprio partido. Revelou, despudoradamente, aquilo que efectivamente pensa ou seja, que quem não é doutor como ele é "pata rapada".

          Como o grosso do seu tão querido "povo superior" não é propriamente formado por doutores....



publicado por Fernando Vouga às 22:09
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Terça-feira, 12 de Junho de 2012
Remédio santo

 

          Vai que não vai, dou comigo no Brasil. Mas continuo de olhos postos na nossa tão querida Madeira e nas suas gentes.

          E não é que encontrei há dias um medicamento que, segundo me explicaram, é excelente para curar facadas nas costas?



publicado por Fernando Vouga às 22:37
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012
Que Pátria Teremos?

 

           Como sabemos, Portugal foi o único reino da península ibérica que não foi absorvido por Castela. Diga-se porém, em abono da verdade que, dentre os povos peninsulares, os portugueses não são os que mais se diferenciam dos castelhanos. Estou a pensar, como exemplo, nos Bascos e nos Catalães. Quero com isto dizer que talvez não tivessem sido as razões étnicas o factor preponderante para o separatismo luso.

          Na minha modestíssima opinião há um factor que, no mínimo, fez pesar o prato da balança: o imperialismo da Inglaterra, a maior potencia marítima europeia. Porque um dos principais objectivos dos ingleses  foi sempre bloquear o acesso ao mar aberto por parte das potências continentais, incluindo a Espanha. Objectivo esse conseguido na península com o apoio à separação do reino de Portugal, que ficou na posse das costas mais acessíveis. Mais tarde, em 1740, tal objectivo foi consolidado com a tomada de Gibraltar.

          Recorde-se que, talvez por força dessa estratégia, foram eles que em 1385 e 1640 nos prestaram uma ajuda preciosa para que continuássemos independentes. O que se repetiu na Guerra Peninsular, nos tempos de Bonaparte.

 

          Por outro lado, sendo um país com poucos recursos, numa época em que quem não expandisse o território estava condenado, Portugal encontrou no mar o único caminho para a sua sobrevivência e afirmação.

Deu-se assim início uma epopeia heróica, de vários séculos, com altos e baixos, em que nós nos afirmámos como potencia colonialista. Foi, por assim dizer, o nosso “emprego” durante quatro séculos. O que, convenhamos, até era bem visto e invejado pela maior dos países europeus.

          Mas já que falo de invejas, lembro que os nossos territórios ultramarinos foram alvo de cobiça das outras potências colonialistas. E Portugal sabia-o bem quando entrou na Guerra de 14-18. Fê-lo porque estava ciente que a guerra iria resultar numa nova ordem mundial, com a consequente partilha de África. Se não alinhasse ao lado do vencedor, perderia as colónias.

          Ironicamente, no conflito mundial que se seguiu, Salazar percebeu que, se entrasse na guerra, teria de se submeter  aos interesses de forças mais poderosas e que teria de abrir mão desses territórios. Ao que parece, sabia que a nova ordem mundial resultante da guerra iria impor o fim do colonialismo europeu. Previsão que se veio a confirmar.

          Com efeito, terminado o conflito, as duas únicas potências vencedoras, os EUA e a URSS, determinaram o que já se temia: o fim dos impérios coloniais europeus. Abro aqui um parêntesis para esclarecer que toda a Europa foi derrotada: ingleses, franceses, alemães italianos e por aí fora, incluindo os países que não participaram na guerra.

          É bom de ver que as nossas colónias estavam, a partir daí, condenadas. E acredito que foi nesse ponto que Salazar falhou. Ele sabia que a ameaça se estava a concretizar mas não conseguiu encontrar uma resposta que minimizasse os estragos. Nesse particular, concordo com Fernando Dacosta (meu colega de liceu) que insinua que o ditador acreditava na inevitabilidade de uma 3ª guerra mundial e que daí resultaria uma nova ordem que talvez nos fosse favorável. E enquanto o pau vai e vem...

          Eu entendo o drama de Salazar. Entregar os territórios seria a destruição das bases de sustentação da Pátria tal como ele a entendia e o consequente desmoronamento de toda a estrutura. Provavelmente não quis arcar com as responsabilidades de tão pesada tarefa. Nem de enfrentar os perigos inerentes. Recorreu à guerra, talvez para ganhar tempo, mas a Nação esgotou-se e o resultado está à vista. Perdemos o “emprego” e não sabemos como resolver a questão. A menos que encontremos novos objectivos nacionais que motivem os portugueses, estaremos condenados ao desaparecimento. Na melhor das hipóteses, seremos “dissolvidos” noutras culturas onde ficaremos com o direito de continuar cantar o fado e pouco mais...

 

          Estaremos assim no meio de um nó cego, quase impossível de desatar. Se por um lado, a falta de um rumo a seguir, nos enche de escolhos ­— para quem não sabe para onde quer ir todos os caminhos são bons — , a crise económica colocou-nos às portas do desespero. E, como se tal não bastasse, os índices de natalidade em Portugal são assustadoramente baixos.

          Resta-me deixar no ar uma pergunta, para a qual não encontro resposta: que Pátria teremos daqui a vinte anos?



publicado por Fernando Vouga às 17:04
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