Salvador Dali - Título desconhecido (imagem retirada da NET)
De acordo com a Wikipédia, “Coincidência é o termo utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança mas sem relação de causa e consequência. Por exemplo, jogar uma moeda não viciada e obter três caras consecutivamente é uma coincidência, não existe relação de causa e efeito entre o resultado anterior e o próximo resultado.”
Totalmente de acordo. Contudo, como se sabe, as palavras mudam de significado como quem muda de camisa, especialmente quando inseridas em contextos diferentes. Por exemplo, o termo “engarrafamento” tem um significado totalmente diverso quando se trata de vinho ou de trânsito.
Quando o Sr. Presidente do GR fala, no mesmo contexto, de terrorismo, de incendiários, de bombeiros descontentes e termina com coincidências, está obviamente a insinuar, para não dizer acusar, alguém. Neste caso, os bombeiros (sem se perceber se os de cá se os de lá...).
Uma vez que, pessoalmente, não sou dado a coincidências, mormente quando se trata de assuntos graves como são os incêndios da semana passada, parece-me oportuno esclarecer alguns pontos, para que não fiquem quaisquer dúvidas na mente dos leitores. Assim, e contra os boatos que correm, a meu ver:
Imagem retirada da NET (LUX-Fotos)
Assisti ontem, com toda a atenção, na RTP-M, à entrevista feita ao Presidente da Protecção Civil da Madeira.
Gostei. O senhor coronel Neri mostrou-se sereno, seguro de si e defendeu as suas teses com toda a clareza e lógica. A meu ver, está de parabéns porque, com os seus esclarecimentos, prestou à Região um óptimo serviço. E de um modo geral, concordei com o que disse.
Mas a razão por que escrevo estas linhas não é propriamente a de louvar o entrevistado, mas de colocar uma questão que reputo de importância vital. Quase no fim da entrevista, opinou que só uma minoria dos incêndios resultam de causas naturais, digamos assim, e que os restantes serão fruto de mão criminosa. Algo que, desgraçadamente e há muitos anos, não constitui novidade aqui na Madeira e no restante rerritório nacional.
E é aí, a meu ver, que reside o cerne do problema. Não é com os meios A, B, C ou D que se resolve o flagelo mas com o combate impiedoso à crimilanidade associada. Porque, a ser verdade a afirmação (com a qual concordo inteiramente), o que tem faltado é a vontade de enfrentar interesses instalados.
É fácil de ver que há poderes obscuros por detrás dos incêndios. Porque, obviamente, haverá quem tenha muito a ganhar com eles. E é por aí que as autoridades terão de se começar as investigações, doa a quem doer.
Imagem de arquivo
Jardim (quem diria...) acabou de espetar uma facada nas costas do seu colega de partido, o mal amado José Relvas. Afirmou, em tom jocoso que, dado o seu extensíssimo currículo, vai pedir uma catrefa de equivalências, para depois requerer outra catrefa de licenciaturas.
Convenhamos que, desta vez, o Presidente do Governo Regional da Madeira acertou em cheio.
Dia 16 de Julho de 2012 - Aditamento:
Muito a propósito, acrescento aqui uma imagem que pode ajudar muitíssimo os candidatos a doutores de aviário. Note-se o avental do utente e as instruções na lombada à esquerda. Para melhor esclarecimento, junta-se uma transcrição das ditas.
PREPARAÇÃO
É essencial o uso de um aventalzinho da Maçonaria e ter amigos influentes.
Prometer favores e lugares bons no futuro.
Adicionar alguns sorrisos e euros na proporção certa.
Tentar esconder tudo dos jornais e exigir sempre ser tratado por Sr. Doutor.
Agradecer e nunca se esquecer de pagar em favores.
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