A confirmarem-se as ameaças, o cidadão Pinto de Sousa vai ser comentador da televisão. Porém, dentro do princípio de que para trabalho igual, salário igual, acho que o Dr. Jardim também merece uma oportunidade.
Aditamento às 15H56 (hora do Brasil) do dia 25 de março de 2013:
Acabei de receber por correio electrónico o seguinte provérbio ultramoderno (que talvez não venha a propósito...) mas que julgo merecer ampla divulgação:
Ladrão que rouba a Nação tem programa de televisão
Imagem retirada da NET
Encontro-me mais uma vez no Brasil, onde se fala uma língua que os brasileiros teimam em chamar Português. Talvez seja, mas hoje pretendi encomendar pelo telefone um garrafão de água potável através de uma firma que se dedica à sua distribuição ao domicílio. Algo muito conveniente, porque cada um pesa 20 quilos.
Aconteceu que, por mais que me esforçasse, não fui entendido, apesar de ser fácil adivinhar o que eu pretendia. Mas nada. O meu interlocutor não atava nem desatava. Em desespero de causa, passei o telefone a uma empregada da limpeza que estava perto e que resolveu o caso à primeira tentativa. E depois explicou-me que eu deveria rer dito "gárráfão" em vez de garrafão. Caso contrário, o funcionário não funciona.
Se o famigerado acordo ortográfico teve por objectivo aproximar a nossa língua do registo brasileiro, estamos fritos, porque nunca lá chegaremos.
Pela primeira vez na minha vida, vou participar numa manifestação de protesto. Irei amanhã à Praça do Município do Funchal para patentear o meu profundo descontentamento com a actual política do governo.
Não sei se o caminho seguido pelos governantes está certo ou errado. Apenas sei que o que se está a passar é inaceitável, imoral e vergonhoso. Não há justiça, não há equidade, não há respeito.
Mais ainda: as explicações dos responsáveis não esclarecem ninguém e um Estado corrupto e caloteiro, como é o nosso, não tem direito a tratar os cidadãos comuns (porque os outros passam ao lado) como fossem criminosos potenciais. Que é o que se está a passar em relação ao fisco.
Um governo que, neste momento dramático, tem o dever de congregar esforços e motivar todos os portugueses para um projecto de salvação nacional, não pode contar com a nossa boa-vontade. E, sem ela, estará tudo perdido.
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