Imagem retirada do DN-Madeira de 22 de Abril de 2013
O chefe máximo de uma Igreja tem direito à sua opinião. Mas não me parece muito elegante adjectivar de forma negativa as pessoas que não pensam como ele.
O DDT, o primeiro pesticida moderno, foi largamente usado no final da década de quarenta do século passado, especialmente para o combate aos mosquitos vectores da malária e de outras doenças. Tratava-se de inseticida barato e altamente eficiente a curto prazo mas, a longo prazo, mostrou ter efeitos prejudiciais à saúde humana, pelo que deixou de ser usado.
Claro que os brasileiros, como é seu timbre, não esperaram muito para desenrascarem um novo verbo (e seus derivados), que definisse o emprego do produto: DEDETIZAR. Nem mais nem menos.
E o curioso é que o termo, decerto criado há mais de setenta anos, continua bem vivo e está para durar.
Nota: não estão aqui em causa os atropelos à gramática...
Aditamento em 15 de Abril de 2013:
Recebi por correio electrónico, da parte de um comentador "anónimo", a imagem que se segue e que ilustra a distância do Português de Portugal e do Brasil.
Ao amável comentador, os meus agradecimentos.
Nota:
Sem grandes exageros, posso afirmar que há muita gente no Brasil que escreve assim...
Não, não estou a falar daquela espécie de saco que enfiamos nos pés. Aqui no Brasil onde me encontro, meia tem que se lhe diga. Pode ser para calçar, o que acontece pouco com este calor, mas também pode significar metade de uma dúzia (porque não metade de uma dezena, vintena, centena ou milhar?).
Assim, se um incauto português ditar um número, ao telefone ou ao balcão de um cambista (só para dar dois exemplos), e tiver o atrevimento de dizer seis, o seu interlocutor ficará irremediavelmente bloqueado, sem saber o que fazer. Porque, em terras de Vera Cruz, o algarismo em questão chama-se meia e não tem direito ao seu nome próprio.
Porém, se perguntarmos a uma vovó babosa quantos anos tem o netinho de seis risonhas primaveras, ela dirá seis anos. Quanto a mim, deveria dizer meia anos.
Dá prá entendê?
O Brasil é um país imenso, mas de grandes desigualdades e de muita miséria. Mas é também uma terra onde a extrema necessidade gera o extremo engenho.
Não estou a falar do crime, que este é um mal que afecta todos os estratos sociais e é, pelo menos nos mais abastados, mais produto da ganância do que da necessidade. Estou a falar do velho, arreigado e portuguesíssimo desenrascanço.
Ao pobre que vive na favela imunda não falta imaginação. Se não tem dinheiro para investir num negócio, tem a cabeça pensante.
O exemplo patente nas imagens que se seguem é um entre milhares que se podem ver por todos os cantos. Neste caso, é evidente a preocupação de cortar nos custos com o pessoal já que a clientela parece ser de confiança.
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