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No Ceará, cabaré processa Igreja Universal
Em Aquiraz, no Ceará, dona Tarcília Bezerra construiu uma expansão de seu cabaré, cujas atividades estavam em constante crescimento após a criação de seguro desemprego para pescadores e vários outros tipos de bolsas.
Em resposta, a Igreja Universal local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração em sua igreja, de manhã, à tarde e à noite.
O trabalho de ampliação e reforma progredia célere até uma semana antes da reinauguração, quando um raio atingiu o cabaré queimando as instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.
Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja passaram a se gabar "do grande poder da oração".
Então, Tarcília processou a igreja, o pastor e toda a congregação, com o fundamento de que eles "foram os responsáveis pelo fim de seu prédio e de seu negócio" utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta e das ações ou meios.
Na sua resposta à ação judicial, a igreja, veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício.
O juiz a quem o processo foi submetido leu a reclamação da autora e a resposta dos réus e, na audiência de abertura, comentou:
"Eu não sei como vou decidir neste caso, mas uma coisa está patente nos autos: temos aqui uma proprietária de um cabaré que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!"
Imagens captadas há poucos dias
Por incrível que pareça, esta gente está convencida de que está a apanhar sol.
Se calhar, nunca vieram à Madeira!
José Brandão dispensa apresentações. Autor dedicado à divulgação histórica, acabou de nos presentear com mais uma das suas obras. A que agora apresento, transporta-nos à dura realidade de um passado recente e que nos é descrito pela pena de vários estrangeiros que nos visitaram nos últimos três séculos.
Ao percorrer as suas quase quatrocentas páginas, ficamos com a sensação de que os portugueses foram alvo de um anátema que nos condenou a sermos governados por incompetentes. Se não, vejamos o último paragrafo deste livro precioso, escrito em Novembro de 1908 por Miguel Unamuno:
Dentro de uns dias, em 1 de dezembro, celebrar-se-ão as festas da restauração da sua nacionalidade, de ter sacudido a soberania dos Filipes da Espanha. No dia seguinte voltarão a falar de bancarrota e de intervenção estrangeira. Pobre Portugal!
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