Apresentado no dia 14 deste mês na Casa da Luz no Funchal, este romance do escritor madeirense António Loja leva-nos até às décadas de 30 e 40 do século passado. A acção começa na guerra civil espanhola que, passando pela França ocupada pelas hordas nazis, termina no Tarrafal.
Toda a narrativa se prende no drama humano em que as personagens, confrontadas com os horrores da violência extrema, revelam o seu melhor e, quantas vezes, o seu pior. Drama em que o ideal libertador surge a cada passo misturado com o fanatismo exarcebado, o oportunismo e a traição.
Escrito numa linguagem cuidada mas acessível, toda esta obra nos proporciona uma leitura agradável e não exige do leitor qualquer esforço para entender a mensagem subjacente. Com um rigor histórico que é timbre do autor, a verdade está lá, nua, crua e descomprometida.
A humanidade ficou mais pobre com a morte de Nelson Mandela. Muito se poderia dizer em abono desta figura incontornável a nível mundial. Mas limito-me a lembrar que, entre a grandeza deste grande estadista e a insignificância de um obscuro tiranete alapado ao pouco que lhe resta do poder, vai uma distância incomensurável.
Os meus links