Dizem para aí que as eleições para o parlamento europeu são muito importantes.
Porém...
A cada dia que passa, adensa-se o mistério do desparecimento do avião malaio que efectuava o voo MH-370. E, como acontece nestas situações, à falta de dados concretos, vão surgindo as mais variadas hipóteses que, por vezes, atingem o absurdo e o caricato. Mas não será por isso que vou deixar de expor aqui a minha opinião.
Vamos aos factos:
Hipóteses:
Conclusões:
Só de pensar, causa arrepio o que possa vir a acontecer a tantos reféns. A verificar-se esta modalidade, enquanto o mundo se vai esgotando em buscas inúteis, os sequestradores têm todo o tempo para esconder as vítimas em locais secretos, escolhidos a dedo e, como se pode imaginar, nada confortáveis. Depois, terminada esta fase, apresentarão as suas condições.
Reivindicações há muitas, gente a reclamar contra o “Ocidente” não falta. De Guantanamo ao Afeganistão, do Egipto ao Iraque da Líbia à Palestina, enfim, por esse mundo fora, há multidões que reclamam justiça e vingança.
Temo que, neste tristíssimo e estranho caso, o pior ainda esteja por acontecer.
DN-Madeira de 18Mar 2014
O general Amadeu Garcia dos Santos era oriundo da Arma de Engenharia e tornou-se notado pela sua colaboração, desde a primeira hora, no golpe militar de 25 de Abril de 1974. Na sua carreira militar exerceu vários cargos, dos quais se salienta o de Chefe de Estado-Maior do Exército. O último cargo público que desempenhou foi o de presidente da Junta Autónoma das Estradas, no tempo em que o engenheiro João Cravinho era ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território.
No exercício desse cargo, denunciou a existência de um gravíssimo problema de corrupção na Junta Autónoma, que culminava na passagem de dinheiro para o Partido Socialiata. Por essa razão, exigiu a expulsão de vários funcionários. O ministro a princípio aceitou, mas acabou por dar o dito por não dito. Como não poderia deixar de ser, Garcia dos Santos viu-se obrigado a pedir a demissão, que foi aceite, desta vez sem hesitações.
Este e outros casos em que são envolvidos militares acontecem, a meu ver, com demasiada frequência. Em regra, os militares queixam-se de não conseguirem pactuar com aquilo que consideram desonesto, ou pior. Pelo menos, foi o que aconteceu com aqueles que me confidenciaram as razões por que se sentiram obrigados a abandonar cargos fora do âmbito militar.
Partindo do princípio de que esses militares, por passarem a trabalhar no meio civil, continuaram a ser as pessoas honestas que sempre conheci, será então de pensar qua algo de diferente caracteriza os meios castrenses.
Em meu entender a esse comportamento não será alheio o facto de, ao invés do que acontece no meio civil, na sua formação (académica ou nos quartéis), os jovens que entram para o serviço militar serem constantemente metralhados com os valores da Pátria, códigos de honra, princípios de obediência, respeito pelas hierarquias, camaradagem, amor à verdade, regulamentos de disciplina, e por aí fora.
Embora a tropa, como se sabe, não transforme facínoras em santos, parece-me evidente que algo fica nas cabeças dos militares, por efeito de tanta mentalização. Em regra, perdem maleabilidade na coluna vertebral algo que, não os impedindo de chafurdar na porcaria, não os deixa ir tão fundo como muito boa gente desejaria. E caem em desgraça.
DN-Madeira, 14 de Março de 2014
Passos Coelho, conhecendo muito bem a personalidade líder madeirense, sabia à partida que ele nunca aceitaria ser o número dois de coisa nenhuma. Fazer um convite nessas condições a quem se declara único importante, equivale a uma afronta ou até a um insulto grave. Mais ainda, o simples facto de falar na sua saída, mesmo levando a sério as ameaças de Jardim o fazer, é no mínimo deselegante. É como estar a contar com sapatos de defunto.
Porém, o lider Madeirense limitou-se a recusar a oferta sem grandes alaridos. Não vociferou, não ameaçou, não insultou, não difamou. O que, à primeira vista, parece estranho.
Há até quem diga (acho que foi Marques Mendes) que se tratou de um presente envenenado. Mas tal não deixaria de ser uma jogada demasiado grosseira, mesmo para a política à portuguesa.
O que parece mais lógico — e mais subtil —, é concluir que tudo estava combinado com Jardim. Aparentemente, Passos fechou-lhe a porta de Bruxelas, mas deixou-a aberta para que, sem a tal "saída digna", mas armado em vítima, justifique mais uma recandidatura ao GR-Madeira.
O meu particular amigo Jorge Figueira, na peça anterior, falou-me dos incentivos ao pedido de factura. Pois, nem de propósito, acabei de receber por correio electrónico a imagem que se segue. Ou seja, a de um presente envenenado.
De qualquer forma, parece-me oportuno tecer duas considerações: a primeira tem a ver com o facto de a maior probabilidade de ganhar o almejado prémio ser para os ricos já que, quantas mais facturas forem apresentadas, mais talões do sorteio serem atribuídos; a segunda é não podermos descartar a possibilidade de haver trafulhice (algo muito vulgar nos assuntos de Estado) e os carros serem "ganhos" pelos galifões do costume. Os tais que, no dizer de Zeca Afonso, comem tudo e não deixam nada.
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