CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014
Esclarecimento

      Acabei de receber por correio electrónico o texto que se segue. Vendo-o pelo preço que o comprei. No entanto, faz todo o sentido e, a ser verdade, faz cair por terra a tese da conspiração para humilhar o visado.

 

O Segredo de Justiça no Aeroporto...

 

      O ex-Inspector da PJ, Carlos Anjos, explicou ontem de forma muito clara, porque não houve qualquer violação do segredo de Justiça aquando da detenção de José Sócrates no Aeroporto.


      José Sócrates teve um primeiro voo da TAP marcado para Lisboa para o qual chegou a fazer check-in. Quando o avião chegou a Lisboa a PJ estava sua à espera na manga... mas Sócrates à ultima da hora (provavelmente informado) não embarcou!


      Naturalmente a PJ, identificando-se, pergunta na TAP pelo Passageiro (só a pedido da PJ essa informação pode ser fornecida). Os serviços da TAP têm mesmo que informar e confirmar que o passageiro, de facto, tinha feito check-in na origem, mas à ultima hora não embarcou.

      É evidente que, no ‘boca a boca’, e de imediato, se começou a espalhar entre os funcionários do aeroporto que a PJ estava à espera de Sócrates. Inevitável!
Seguiu-se depois a informação que, afinal, Sócrates iria chegar noutro voo, este da Air France. A PJ continuou em espera no aeroporto. Chegou o voo da Air France, a PJ de novo na manga em espera, e Sócrates, mais uma vez, não apareceu. A mesma pergunta nos serviços competentes da TAP, perante identificação, e claro a mesma resposta: o passageiro José Pinto de Sousa teria feito de novo check-in em Paris, nesse voo da Air France, e mais uma vez não embarcou.


      Finalmente, Sócrates acabou por chegar num terceiro voo, da TAP, e aí sim foi detido na manga e foi-lhe retirado de imediato o telemóvel para cortar todas as possibilidades de contactos.

      É evidente que, nessa altura, e nas horas que intermediaram entre o primeiro voo e a sua chegada, todo o aeroporto ficou a saber que a PJ estava à espera de Sócrates.

      A partir daí até chegarem as TVs foram poucos minutos! É jornalismo! Simples!



publicado por Fernando Vouga às 19:59
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Nervosismo comprometedor

Marocas.jpg

 Imagem retirada do DN-Madeira de hoje

 

      Nunca tinha visto Mário Soares tão nervoso, ao ponto de meter os pés pelas mãos. Será que está com medo de que lhe aconteça alguma coisa de mal?



publicado por Fernando Vouga às 11:50
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
Divulgação

OPERAÇÃO MARQUÊS

É talvez altura de nos curarmos de vez do socratismo

 

      Durante muitos anos muita gente não quis ver, não quis ouvir, não quis ler, recusou tomar conhecimento. Sócrates estava acima disso. Sócrates não tolerava dúvidas. Mas é altura de aceitar a realidade.

 

      Uma parte do país – e um contingente notável de comentadores – parecem continuar em estado de negação. Durante anos não quiseram ver, não quiseram ouvir, não quiseram admitir que havia no comportamento de José Sócrates ministro e de José Sócrates primeiro-ministro demasiados “casos”. Em vez disso só viram cabalas, só falaram em perseguições, só trataram eles mesmo de ostracizar ou mesmo perseguir os que se obstinavam em querer respostas, os que insistiam em não ignorar o óbvio, isto é, que Sócrates não tinha forma de justificar os gastos associados ao seu estilo de vida.

      Agora, que finalmente a Justiça se moveu, eles continuam firmes na sua devoção – e nas suas cadeiras nos estúdios de televisão. Não lhes interessa conhecer o que se vai sabendo sobre os esquemas que Sócrates utilizaria para fazer circular o dinheiro, apenas lhes interessa que parte do que foi divulgado pelos jornais devia estar em segredo de Justiça. Antes, anos a fio, quando não havia segredo de justiça para invocar, desvalorizaram sempre todas as investigações jornalísticas que tinham por centro José Sócrates.

      Isto é doentio e revela até que ponto o país ainda não se libertou da carapaça que caiu sobre ele nos anos em que o ex-primeiro-ministro punha e dispunha. Nessa altura também muitos, quase todos, se recusavam a ver, ouvir ou ler, até a tomar conhecimento. Não me esqueço, não me posso esquecer que quando o Público, de que eu era director, revelou pela primeira vez a história da licenciatura, seguiu-se uma semana de pesado silêncio que só foi quebrada quando o Expresso, então dirigido por Henrique Monteiro, resistiu às pressões do próprio Sócrates e repegou na história e denunciou as pressões. Não me esqueço que tivemos uma Entidade Reguladora da Comunicação Social que fez um inquérito e concluiu que o silêncio de toda a comunicação num caso de evidente interesse público não resultara de qualquer pressão – a mesma ERC que depois condenaria a TVI por estar a investigar o caso Freeport. Como não me esqueço de como uma comissão parlamentar chegou mais tarde à mesma conclusão, tal como não me esqueço de como vi gestores de grandes empresas deporem com medo do que diziam.

      Muitos dos que agora rasgam as vestes porque o antigo primeiro-ministro foi detido no aeroporto foram os mesmos que nunca quiseram admitir que havia um problema com Sócrates, com os seus casos, com o seu comportamento, com o seu autoritarismo. E também com o seu estilo de vida.

      Há momentos que chegam a ser patéticos. Como é possível, por exemplo, que um homem supostamente inteligente, como Pinto Monteiro, queira que nós acreditemos que foi convidado por José Sócrates para um almoço, de um dia para o outro, numa altura em que o cerco se apertava, e que, naquele que terá sido o seu primeiro almoço a sós, só falaram de livros e viagens, como se fossem dois velhos amigos? Como é possível que continue a defender a decisão absurda sobre a destruição das escutas? Ou a achar que nada mais podia ter sido feito na investigação do caso Freeport?

      Mas há também um lado doentio e provinciano na forma como se tem comentado este caso. Uma das raras pessoas que detectou essa anormalidade foi Nuno Garoupa, professor catedrático de Direito nos Estados Unidos e que, por ter respirado ares mais arejados, não teve dúvidas, notando que “nós é que vivemos num mundo mediático”, não é a Justiça que cria o circo, como se repetiu ad nauseam nas televisões. Mais: “A opinião pública pode e deve fazer um julgamento político, independentemente do julgamento legal e judicial. A política e a justiça não são a mesma coisa.” Ou seja, deixem-se da hipocrisia do “inocente até prova em contrário”, pois isso é verdade nos tribunais mas não é verdade quando temos de julgar politicamente alguém como José Sócrates. O julgamento político, como ele sublinha, não está sujeito aos mesmos critérios do julgamento penal.

      A clareza do debate político exige pois que saibamos fazer distinções. A distinção que António Costa fez logo na madrugada de sábado, quando disse que “os sentimentos de solidariedade e amizade pessoais não devem confundir a acção política do PS”, é justa e mantém toda a sua pertinência. Se o PS tem conseguido manter a frieza – quase todo o PS, pois são raras e muito pontuais as excepções –, é importante para esse mesmo PS ir mais longe. E tocar um ponto nevrálgico: aquilo que nós, cá fora, sabíamos sobre as excentricidades e as práticas de José Sócrates dão-nos apenas uma pequena amostra do que se sabia em muitos círculos do PS. Sabia, mas não se comentava, mal se sussurrava.

      Vou mais longe: nos partidos estas coisas são conhecidas. Pelo menos no PSD e no CDS, para além do PS. Ninguém ficou surpreendido quando a Justiça caiu sobre Duarte Lima – todos os seus companheiros de bancada conheciam as suas excentricidades. Pior: muitos ainda hoje comentam como a Justiça ainda não apanhou alguns antigos secretários-gerais, aqueles que tratavam das contas e apareceram ricos de um dia para o outro. Pior ainda: nos bastidores dos partidos as histórias de autarcas, em particular de alguns dinossauros, são infindáveis. E há longínquas férias na neve de dirigentes partidários que incomodam os seus correligionários sem que nada aconteça para além de um comentário fugaz.

      Vamos ser claros, deixando a hipocrisia do respeitinho de lado. A dúvida que havia sobre José Sócrates era sobre se seria algum dia apanhado. A percepção que corroía a confiança nas instituições não era sobre se os seus direitos humanos poderiam vir a ser negados (a sugestiva preocupação de Alberto João Jardim), mas sim sobre se algum dia um aparelho judicial que, anos a fio, pareceu amestrado seria capaz de apanhar alguns dos fios das muitas meadas tecidas pelo antigo primeiro-ministro.

      Escrevi-o muitas vezes e vou repeti-lo: José Sócrates foi a pior coisa que aconteceu na democracia portuguesa nos últimos 40 anos, e não o digo por causa da bancarrota. Digo-o por causa da forma como exerceu o poder, esperando fazê-lo de forma absoluta, sem contestação, sem obstáculos, sem críticos. Não os tolerava no PS, no Governo, nos jornais, nos bancos, nas grandes empresas do regime.

      Não sou a primeira pessoa a descrever assim José Sócrates. Nem essa descrição é recente. Recordo apenas um texto de António Barreto, de Janeiro de 2008 (há quase sete anos, bem antes da bancarrota), onde se escrevia que “o primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas”. Lembram-se? Eu não o esqueci.

      O que distingue o socratismo não é uma visão da forma de ser socialista, é uma visão schmittiana de exercício do poder. Compreendo que o seu estilo de líder forte possa ter fascinado quem cavalgou a onda, mas é bom que hoje olhem para o elixir que provaram e que os inebriou, e percebam que era um veneno. Ou seja: acordem para a realidade. Depois do que se passou nos últimos dias, do que já sabemos sobre os contornos do processo e das acusações, do que imaginamos mas ainda não sabemos, a pergunta que muitos têm de intimamente fazer é “como foi possível?”, “como é que acreditei?”. Porque se não forem por esse caminho o seu único refúgio acabará por ser uma qualquer teoria da conspiração como a imaginada pelo insubstituível MRPP.

      Ao contrário do que se repetiu à exaustão, o carácter não é um detalhe em política. E se ninguém deve apagar rostos em fotografias, à la Stalin, também é preciso de olhar de frente para o que, no passado, recomenda que se exorcizem fantasmas, demónios, maus hábitos e práticas não recomendáveis.

 



publicado por Fernando Vouga às 20:43
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A imagem de Portugal

JoseSocrates3.jpg

      Há por aí imensa gente que, para salvar a nossa imagem, prefere esconder o lixo em vez de o limpar.



publicado por Fernando Vouga às 19:10
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Sábado, 22 de Novembro de 2014
Ora bem!

Grosso.jpg

 

... e, se possível, não dar tantos tiros nos pés.



publicado por Fernando Vouga às 20:54
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Tantas vezes vai o cão ao moinho...

th.jpeg

 

Imagem retirada da NET

 

    Finalmente, o homem foi apanhado. Pode até não ser condenado, mas a campanha de autobeatificação ficou  comprometida.

      Irremediavelmente!



publicado por Fernando Vouga às 09:27
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014
Boa comparação

JM_19-11.jpg

Imagem retirada do JM de hoje 

 

      Não está mal pensado não senhor! Daqui se infere que sindicalistas e governantes estão, afinal, ao mesmo nível...



publicado por Fernando Vouga às 10:37
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014
Paradoxo

Untitled-1.jpg

Imagens retiradas da NET 

      Se me perguntarem se Costa é melhor do que Passos, eu direi que não, que é pior. Mas se me perguntarem se Passos é melhor do que Costa, eu direi também que não, que é pior.

      Por uma razão muito simples: é que em Portugal, na política, só há piores.



publicado por Fernando Vouga às 12:21
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Domingo, 16 de Novembro de 2014
Momento de poesia

Prato bonito.jpg

 



publicado por Fernando Vouga às 21:11
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014
Delírios da actualidade

image001.jpg

 Imagem recebida por correio electrónico



publicado por Fernando Vouga às 11:34
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gse_multipart60608.jpg Tomates.jpg Santana Lamego
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