O PSD-M venceu as eleições com maioria absoluta, embora com uma desconfortável percentagem de abstenções.
Os grandes derrotados foram, mais uma vez (estou a referir as eleições internas do PSD), o Dr. Jardim e as restantes formações partidárias.
Estas têm agora quatro anos para se organizarem e constituirem uma formação coesa e credível para derrotar o actual vencedor. Será que conseguem?
Li, incrédulo, como a maioria das pessoas decentes em Portugal, que a Autoridade Tributária não tem registo de qualquer bem coletável em nome de Ricardo Espirito Santo Salgado, até à semana passada o Dono Disto Tudo. O pipi da foto é o Secretário de Estado das Finanças que tutela uma entidade de mau agoiro chamada Autoridade Tributária (AT para os inimigos e gente comum). Ora a AT, sob a superior direção política deste vendedor de imóveis de seu nome Núncio, mas podia ser Pôncio, ou Alfredo, que faz rifas a quem declara a compra de umas peúgas e quer saber quanto quartos alugou uma senhora Cármen Coração de Banana da Nazaré, ou quantos dióspiros foram transportados na furgoneta do senhor Manuel de Vila Real, nunca se incomodou em saber se o senhor Ricardo Espirito Santo tem uma casinha no Estoril, ou um carrinho ou um barquinho... ou um Bentley, ou um helicóptero Agusta, ou um jato privado... para este papalvo ( um tratamento simpático para um cúmplice de ratonices) nunca a vida do Senhor Ricardo Espírito Santo e, presumo a do senhor Amorim, ou do senhor do Pingo Doce, e de tantos outros mereceu uma simples dúvida... Isto é, os Donos de Tudo Isto, afinal não têm nada em seu nome... nem uma casinha para morar... e não pagam renda... a tudo o Núncio, mais o bando a que pertence, fechou os olhos...O ano passado, lembro-me, o Correio da Manhã perguntou se Passos Coelho, um pateta com um Clio, tinha passado recibo do apartemant (rooms e chambres) que tinha alugado na Manta Rota. Ainda há dias o mesmo Correio da Manhã perguntava para gáudio dos justiceiros se Sócrates tinha pago a renda da casa em Paris... Que diabo, ninguém se lembrou de perguntar se o Dono Disto Tudo tinha uma casita alugada na Comporta, um carrito em leasing ou ao dia na Avis... se come fiado na mercearia... Nada.... É que, tendo eu um carrito com 12 anos (de 2002), um apartamento com 40 (comprado em 1975) corro o risco da AT com o dito Núncio me candidatar a um lugar na Forbes... .
Carlos Matos Gomes
Imagem retirada da NET
Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que todos os dias, duas vezes por dia, ia fazer as suas orações ao Muro das Lamentações e decidiu entrevistá-lo.
Pôs-se ao pé do Muro à espera e passado um bocado lá apareceu ele a andar com dificuldade, em direcção ao sítio onde costumava rezar.
Esperou uns 45 minutos que o velhinho acabasse de rezar e quando ele voltava, vagarosamente, apoiado na sua bengala, aproximou-se para a entrevista.
- Desculpe, eu chamo-me Rebecca Smith, sou repórter da CNN e gostava de o entrevistar. Como é que se chama?
- Morris Feldman.
- Senhor Feldman, há quanto tempo vem ao Muro rezar?
- Há uns sessenta anos.
- Sessenta anos! Isso é incrível! E o que é que o senhor pede nas suas orações?
- Peço que os cristãos, os judeus e os muçulmanos vivam em paz. Peço que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço amor entre os homens.
- E faz isso há sessenta anos, todos os dias! Como é que o senhor se sente?
- Sinto-me como se estivesse a falar para uma parede...
Texto recebido por correio electrónico
Estes jardins, fazendo parte de uma vasta quinta, foram criados há cerca de 200 anos pelo então conde de Carvalhal. Mais tarde, a propriedade foi adquirida por uma família inglesa que, ao longo dos anos, a foi transformando num belíssimo empreendimento turístico onde se destaca um magnífico hotel, com a categoria de "Relais et Chateaux" e um campo de golfe com 18 buracos. Os espaços adjacentes estão a ser aproveitados para o cultivo de flores.
Como se pode inferir, esta obra não é um produto do jardinismo mas sim de uma família dedicada, que tão bem soube explorar as potencialidades de tão belo espaço. Porém, por estranho que pareça, o Presidente do GR, Dr. Jardim, a propósito e a despropósito de tudo e de nada, não se poupou a esforços para denegrir os proprietários, acusando-os de tudo e mais alguma coisa.
Coincidência ou não, em 2012 deflagrou na área um grande incêndio de origem suspeita que, por pouco, não destruíu todo o empreendimento. Algo que, aparentemente, levou a RTP-M a deitar foguetes antes da festa, anunciando a destruição completa do hotel, campo de golfe, residência dos proprietários e demais instalações. Só faltou dizer qu a água da lagoa estava a arder. Mas, felizmente, tal não era verdade, os estragos foram de pouca monta e tudo continuou a funcionar normalmente.
Os jardins merecem uma visita demorada porque, além do mais, é um paraíso para os amantes da fotografia.
Imagem retirada da NET
Costuma-se dizer nos meios equestres que, quando o cavalo entra em conflito com o cavaleiro, a culpa é sempre do cavaleiro. Tudo porque é suposto que compete a quem manda fazer-se obedecer e não o contrário.
Acontece que, por vezes, por mais que o cavaleiro faça, o cavalo não aprende e volta sempre à estaca zero ou, por outras palavras, continua "igual a si mesmo". Claro que, nestes casos, só há uma saída: mudar de cavalo.
E é o que está a acontecer.
SENTE-SE O INCÓMODO
Os Madeirenses estão, finalmente, confrontados com o mais que previsível desastre financeiro que, durante trinta e três anos, os governantes, em nome dos eleitores, geraram. Considerei apenas o período de 1978 a 2011 pois os últimos quatro anos, por muito que se esconda, são já vividos no “olho do furacão”.
Nas regras levianas, criadas há dezenas de anos, incluíram-se preceitos inexequíveis que, na hora da verdade, agora sentida por todos, se revelam totalmente incompreensíveis aos eleitores. Criaram-se mordomias inerentes ao exercício de funções políticas que estavam muito para além daquilo que o bom senso recomendaria. Todos nos recordamos dos primeiros braços de ferro da ALM com o Tribunal de Contas quando o dito Tribunal quis – acho que tinha esse direito – controlar as despesas da ALM. Recordamos o Sr. deputado Jaime Ramos que, pelo seu comportamento truculento, assumiu a peleja. Com mais parecer ou menos parecer jurídico, ao que consta pagos a peso de ouro, a questão ultrapassou-se. A imagem pública dos detentores de cargos políticos, logo aí, saiu beliscada. Pareciam não querer ser controlados. Passados tantos anos aferimos, o grau de descida aos infernos da imagem da classe política, pelo riso trocista provocado pela já célebre frase do Pres. cessante: não elejam, no dia 29, aqueles que querem ir para a política enriquecer.
As quezílias com o Tribunal de Contas vieram a revelar-se uma verdadeira novela com imensos capítulos. A opinião pública que, normalmente, apreende os problemas pela metade, começou agora, finalmente, a ficar atenta para a questão do Jackpot. Referir-se nos jornais, durante anos, que circos e outros espectáculos eram pagos pelo dinheiro dos impostos não surtiu efeito. Ninguém esteve para ligar a “tontices”! O Jackpot, sendo parcela importante na despesa pública no que respeita aos partidos, não é, porém, a única questão preocupante neste processo. A pressão da opinião pública levou à sua redução. Não posso deixar de concordar, mas o problema do financiamento da Democracia é bem mais profundo. Vamos a ele!
Esta questão, como é óbvio, respeita a todos os partidos e, mais ainda, a todos nós que pagamos impostos. Talvez por defeito meu, só vi o PPD/PSD, através de um membro de anteriores Comissões Políticas, escrever sobre o tema. Não sei aquilo que pensarão os outros partidos, mas vou ousar ter opinião de “pagador de impostos”.
Os partidos são essenciais à democracia, sem eles ela não existe. O financiamento público aos partidos pode justificar-se sem dúvida nenhuma. Isso, porém, tem de ser acompanhado por comportamentos que credibilizem o exercício de funções políticas aos olhos dos eleitores. A este financiamento directo aos partidos juntam-se significativas benesses sob diversas outras formas aos detentores de cargos políticos. Se a reformas, remunerações e outras alcavalas, juntarmos toda uma literatura que prolifera no País, temos os agentes políticos com uma imagem, eticamente, pouco recomendável. Isso não é indiferente aos eleitores por mais que finjam não saber. Comportamentos destes, no passado, levaram a que se dissesse, em 1924, na então AR: “Eu que nunca choro, chorei lágrimas de fel e de sangue, lágrimas de raiva e desespero pelos desesperos da Pátria amordaçada pelas quadrilhas partidárias vorazes que se esfaimam a roer os ossos de Portugal”. Aquele conceito de Pátria é coisa do passado. Hoje, o novo conceito, apenas abarca os Banqueiros e seus Compinchas, tudo é permitido a esses cavalheiros e nós pagamos. A diferença estará em que o risco da própria vida passou “à própria bolsa”, hoje não se combate por causas colectivas: por exemplo, a Independência Nacional. O Bem Comum, no passado, tinha algo que a todos irmanava. Hoje querem impor-nos como Bem Comum o pagamento de dívidas de que nunca nos explicaram as consequências. Estamos na presença de fortes sintomas de meros interesses de grupo serem apresentados como Interesses Colectivos. Salvaguardam-se os interesses de Banqueiros e seus Compinchas. Esses sim, têm direito a Pátria e a impor sacrifícios na salvaguarda dos seus interesses.
Os sentimentos dos Seres Humanos, porém, mantêm-se, geração após geração. Costuma dizer-se que se as barbas do vizinho ardem, melhor é colocar as nossas de molho. É a situação que se vive no País e na RAM. A descredibilização das elites é uma triste realidade como preconizava o desabafo citado. Determinem as regras adequadas de financiamento público aos partidos, mas respeitem-nos quando fixarem as condições auto-remuneratórias, não esqueçam que são escrutinados. Teremos mais quatro anos pela frente a partir do fim de Março. Estou em crer que se não arrepiarmos caminho na credibilização do sistema, teremos um Syriza em 2019. Não, não é um Syriza à dimensão do dr. Alberto João. Será, sim, um grito de revolta dos eleitores por não acreditarem nas suas elites.
Jorge Gaudêncio Figueira
Economista
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