DN- Madeira, 19 de Maio de 2015
Ficamos agora a saber que os "colunistas" que publicavam propaganda partidária a favor do PSD-M eram pagos. Situação que o actual Governo parece querer corrigir.
Mas é pouco. Há que acabar imediatamente com a utilização ilegal de dinheiros públicos num jornal, que ainda por cima, infringe a Lei, vendendo o produto muito abaixo do seu custo.
Fonte: http://abibliotecadejacinto.blogspot.pt/2009/08/o-acordo-ortografico-e-o-futuro-da.html
O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa
Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.
Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.
Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.
Não pensem qe me esqesi do som “ch”.
O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.
Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.
Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?
Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.
A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?
DN - Madeira 16 de Maio de 2015
Viver acima da Lei é fácil. Mas chegou a altura de também sofrer as consequências do esbanjamento dos dinheiros públicos.
Já agora, meta uma cunha ao Dr. Albuquerque para acabar de vez com a pouca vergonha do JM. Sempre se poupavam uns trocos, que tanta falta nos fazem.
Estou apenas a lembrar que há vários anos o Governo Regional deita pela janela fora, todos os dias, cerca de 10.000 € com este jornal. Dinheiro que nos custa a ganhar e sai dos nossos bolsos.
Ora explique lá senhor governante: o que é que os contribuintes da Madeira têm a ver com a morte prematura de um jornal privado?
Não tenho nada contra o JM mas não posso ser obrigado a pagá-lo.
É uma prepotência inadmissível; é um assalto aos nossos bolsos.
Quem é que acredita na seriedade de um governo que deita pela janela fora onze mil euro por dia?
Para os leitores não madeirenses, esclareço que há na Madeira um periódico, o Jornal da Madeira (JM), que é propriedade da diocese do Funchal. Mas, por razões que só o anterior presidente do Governo Regional conseguirá explicar devidamente, essa publicação passou a ser sustentada por dinheiros públicos ou seja, pelos contribuintes, e distribuída gratuitamente. Acontece porém que a orientação dos seus conteúdos é clara e descaradamente favorável ao PSD-M, de tal forma que se tornou, na prática, num mero órgão de propaganda partidária. Enfim, um escândalo vergonhoso, a que os candidatos à liderança do partido prometeram por termo, embora não explicassem como.
Existe na Madeira mais um jornal, o Diário de Notícias da Madeira (DN-M) que, sendo também propriedade privada, não recebe qualquer subsídio governamental e os exemplares são pagos por quem os compra. Tal como acontece na comunicação social dos países livres, os seus conteúdos serão orientados muitas vezes pelas conveniências de quem o financia. Porém, como só o compra quem quer, não há nada a reclamar.
Verifica-se, no entanto, que apesar das promessas de quem está agora no poder, o governo regional aponta para a eternização desta vigarice, quiçá com a desculpa de salvar a empresa diocesana e assim garantir a manutenção dos postos de trabalho, blá, blá, blá. O que faz pouco sentido, porque um governo cuja irresponsabilidade caloteira da administração anterior levou à falência muitas empresas e lançou lançou no desemprego centenas de madeirenses, não tem moral para estar agora preocupado com o futuro de um jornal privado que há anos tem sido sustentado com dinheiros públicos e tem, apesar das ajudas, um passivo que rondará os 50 milhões de euro.
Ou será que ter propaganda partidária à borla é mais importante?
Mário Beja Santos dispensa apresentações.
Das várias obras literárias de que é autor, parece-me ser do maior interesse divulgar neste espaço “A Viagem do Tangomau”.
Numa altura em que corremos o perigo de deixar para o esquecimento uma guerra que durou treze anos e que envolveu toda uma uma geração de jovens portugueses (e também de africanos das nossas antigas colónias), torna-se urgente esclarecer ou avivar a memória dos muitos — incluindo governantes — que teimam em pensar que essa guerra foi uma mera bricadeira de crianças.
Tangomau, que parece ser o “alter ego” do autor, é a personagem central desta extensa obra literária que descreve de uma forma minuciosa, talvez mesmo microscópica, a sua longa passagem pelas Forças Armadas.
Como tantos que foram mobilizados para a guerra, Tangomau teve de deixar a sua vida académica e foi parar à Guiné.
Como omandante de um pelotão de tropas nativas era, ao mesmo tempo, responsável pela segurança e bem estar das populações locais. Tarefa assás difícil e delicada, uma vez que a área à sua responsabilidade era alvo frequente de acções dos guerrilheiros, que causaram demasiados mortos e feridos, tanto em civis como em militares.
Porém, como acontecia muitas vezes a quem conviveu intimamente com os africanos “do mato”, o nosso herói apaixonou-se por aquela gente. Por ela arriscou a sua vida, por ela deu o seu melhor para lhe aliviar o sofrimento e proporcionar uma melhor qualidade de vida. Paixão essa que perdurou muito para além do conflito.
De salientar nas suas descrições operacionais a incompreensão sempre latente entre aquelas que fazem a guerra no terreno e aqueles que a planeiam e ordenam. Mas, ao contrário dos guerrilheiros que beneficiam de uma grande autonomia, esta é uma das grandes limitações das “tropas da ordem” nas quais há que controlar tudo e prestar contas aos escalões superiores.
De notar ainda um certo desdém que se nota em relação ao comandante-chefe e governador, que Tangomau insiste em chamar-lhe brigadeiro em vez de general...
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