Escrevo estas palavras na esperança sincera de estar enganado. Mas, se as escrevo, é porque estou convencido de que tenho razão.
A Colômbia acabou de firmar um acordo com um movimento de guerrilha designado por “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Aparentemente, foi uma grande conquista para o martirizado povo colombiano que há quase cinco décadas sofre as consequências de um conflito cruel que parecia não ter fim.
Mas será que teve fim?
Como se sabe, um contrato para ter efeito, pressupõe que as partes envolvidas possam garantir o cumprimento do que foi combinado. Se por um lado, o governo da Colômbia, um estado de direiro[1], pode oferecer garantias credíveis para o cumprimento do acordo, pelo outro lado, as FARC, que são como todas as formações de guerrilha uma organização de contornos obscuros onde não sabe ao certo quem manda e quem obedece, não pode garantir nada. Pior ainda, tem sido financiada pelos barões da droga que, como se viu, não assinaram nada...
Lembro aqui o que aconteceu com o movimento guerrilheiro M-19 que em 1989, depois de uns anos de luta, se rendeu a troco de passar a partido político. Acabou a guerrilha? Claro que não. Para azar dos colombianos, surgiram do nada as FARC.
E a História parece repetir-se. Depois destas negociações, o governo da Colômbia prometeu que vai prosseguir a luta contra um grupo rebelde, surgido do nada, o chamado” Exército da Libertação Nacional”.
E é assim, a pouco e pouco, com os apoios de Castros e Maduros, que as esquerdas radicais vão desgraçando a América do Sul.
Mau agoiro!
[1] Com as suas naturais deficiências
Imagem retirada do DN-Madeira de hoje
Esta ideia do actual ministro da Defesa só peca por tardia. Parece-me evidente que a Força Aérea tem, ou passará a ter se houver vontade para tal, capacidade de realizar este tipo de missões por muito menos dinheiro.
Mas será que o Governo consegue contrariar os interesses instalados?
Apropósito, veio-me à memória uma pequena história.
Em tempos que já lá vão, na minha terra natal, Lamego, alguém ouviu a mulher de um cangalheiro dizer para o marido: “Ah Luís, Luís, que tempos estes... Não morre ninguém, não se ganha para o porco”.
É de perguntar: O que seria desses "bombeiros do ar" se não houvesse grandes incêndios?
Imagem retirada do DN-Madeira de hoje
Esta sumidade caseira, que já foi ministro da Defesa, aconselha o Governo (do seu partido, note-se) a não fazer nada no que respeita à segurança nacional no tocante à ameaça do terrorismo. Porque dizer que "estar sereno mas com muita atenção", vá-se lá saber o que tal significa concretamente, sai barato e fica bem na fotografia.
Imagino no entanto o que ele gritaria de raiva e sapiência, perante uma eventual passividade — que é o que ele agora recomenda —, se o Governo actual fosse de outro partido...
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