
A internet está cheia de pessoas bem intencionadas que, quiçá à falta de melhor, reenviam toneladas de mensagens para os seus amigos e mesmo para os que não o são. Aos que não são, ainda se pode aceitar. Mas aos amigos, "porque lhes dão tanta dor, porque os fazem padecer assim"?
Esquecem-se, ou talvez não saibam, que os utentes da rede são incentivados a espalharem milhões mensagens a fim de os "utilizadores" menos honestos consigam apanhar o maior número de endereços válidos de correio electrónico. Isso porque as listas daí obtidas têm valor comercial. Não é por acaso que, cada vez mais, somos bombardeados por publicidade indesejada, sem percebermos bem como é que os remetentes deram connosco...
Segue-se uma mensagem eslarecedora, de autor devidamente identificado, na qual procura convencer os seus amigos a refrearem os seus instintos "comunicativos":
Caros Amigos,
Quando comecei a utilizar os e-mails, estava convencido de que iria contactar novas pessoas para trocar ideias, opiniões, informação e conhecimentos e haver um enriquecimento cultural mútuo.
Agora, deparo com dois erros que considero graves:
1… No local do «ASSUNTO», raramente consta este, sendo substituído por : muito interessante, maravilhoso, etc. Estes adjectivos nada dizem sobre o assunto e quando o tempo escasseia, há muitos deles que , embora possam ter interesse, vão para o lixo, por falta de informação realista sobre o ASSUNTO.
2… De entre as várias dezenas de e-mails que recebo por dia, são poucos os que trazem uma mensagem pessoal e nem sequer duas palavras que justifiquem o REENCAMINHAMENTO. Aliás, há muitos «amigos» de quem recebo muitos desse tipo, que apenas servem de carteiro a reenviar tudo o que recebem sem nada adicionarem da sua lavra e sem procurarem imaginar o interesse que poderão ter para o destinatário. E pelo mesmo motivo anterior, muitos vão para o lixo, sem perder tempo a ver um «power point» que demora, por vezes, mais de meia hora a ver.
Por favor, procurem que o ASSUNTO seja a definição do conteúdo e que o reenvio seja adequado ao gosto ou à necessidade de informação do destinatário. Não façam de carteiro.
Cumprimentos
A J Soares

A Madeira conseguiu, a partir de um madeirense de prestígio internacional, tornar-se motivo de escárnio a nivel mundial.
Imagem retirada da NET

Na falta de mexicanos para expulsar ou de terroristas para matar, mata-se a Europa. O que é preciso é arranjar um bode expiatório, culpado de tudo e mais alguma coisa no passado, e que justifique as asneiras que estão para vir.
Imagem retirada da NET

Os maoires estragos de um acto terrorista são, hoje em dia, causados pela comunicação social.
Imagem retirada da NET

Imagem recolhida na NET
Já vão longe os tempos em que o cumprimento da palavra dada era um ponto de honra. No Sec. XVI, D. João de Castro, um ilustre governante ao serviço da soberania portuguesas em terras da Índia, não podendo efectuar um pagamento, por falta do dinheiro que lhe deveria ter sido enviado de Portugal, viu-se na situação embaraçosa de ter de empenhar as suas próprias barbas, para garantir que a palavra dada seria cumprida.
De lembrar que, nesse tempo, as barbas tinham muito a ver com a honra e o prestígio dos grandes senhores e, pelos vistos, tinham valor "comercial", digamos assim. Note-se ainda, que D. João de Castro ainda tentou empenhar as ossadas do seu filho, mas elas estavam em tal estado de decomposição que nunca seriam aceites como penhor. E as barbas eram o último recurso de que dispunha.
Poderá parecer ridículo, nos tempos que correm, que barbas e ossos de estimação, servissem de garantia. Mas os princípios eram outros e em questões de honra não se podia transigir.
Vem esta história a propósito do valor da palavra nos dias de hoje. Faltar ao seu cumprimento, ou até mentir descaradamente, passou a ser um acto de esperteza prestigiante. De tal forma, que a prática se está a generalizar ao povo em geral. Por exemplo, numa simples loja de pronto a vestir, nada é garantido. Pergunto: quantos de nós fomos já confrontados com a situação de não nos entregarem no prazo estipulado um par de calças que necessitava de subir a baínha? E, pior ainda, quando tal acontece, os empregados cometem essa desfaçatez com toda a naturalidade e até estranham quando algém mostra um ligeiro desagrado pela indelicadeza e falta de respeito.
Para terminar, lembro que o incumprimento da palavra dada está reservado exclusivamente à classe política, pelo que algo terá de ser firmemente legislado, de modo a pôr fim à apropriação desse expediente pelo cidadão comum.

Lamego é uma cidade cuja fundação é anterior à da própria nacionalidade. Trata-se de uma cidade monumental com muita história e com um grande potencial turístico nos tempos que correm. Não só pelas belezas urbanas e paisagísticas, mas também pela gastronomia.
Nessa conformidade, como lamecense que se preza, entendi por bem fazer uma correcção (a vermelho como é das normas) à capa da revista do ACP deste mês.
Para aqueles que nos querem convencer de que a legalidade está acima da moralidade.



Esta obra notável tem ainda um aspecto deveras interessante que continua actual: o papel da comunicação social no desenrolar dos acontecimentos. Por aqui se fica a saber que muitas das verdades incontornáveis que nos são metidas na cabeça não passam de puras mentiras, mas muito bem empacotadas.
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