CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sexta-feira, 23 de Março de 2018
Mau Português

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 Espoleta Mark 53

      Estou farto de ouvir por toda a parte, comunicação social incluída, que determinado acontecimento DESPOLETOU outro qualquer. Pode mesmo dizer-se que tudo o que agora acontece é DESPOLETADO por tudo e mais alguma coisa. Antigamente havia causa e efeito, havia o termo desencadear, mas agora o mundo gira à volta das malditas espoletas.

      Ora uma espoleta, como a que se vê na imagem, é um dispositivo que desencadeia uma reacção explosiva. Assim, quando numa granada de artilharia se coloca uma espoleta, sem a qual não explodiria, diz-se que se está a ESPOLETAR. À acção de retirar a espoleta é que se chama, sem mais nem menos, DESPOLETAR. Ou seja precisamente o contrário ao sentido que se dá hoje ao termo.

      Dizer, por exemplo, que o sindicato DESPOLETOU uma greve é um rematado disparate.

      Que tal passarmos a falar correctamente o nosso Português?



publicado por Fernando Vouga às 19:03
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Quarta-feira, 14 de Março de 2018
O dedo na ferida

Anexo sem nome 000151.jpg

ANTÓNIO BARRETO

      É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática. A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

      Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense. Os alinhamentos são idênticos de canal para canal. Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.

      Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiz a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.

      Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

      É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não hácomentadores isentos, ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados, o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa! Cultura? Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. Arte? Um director-geral chega.

      Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.

      A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.

Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder, ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.

      A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos papagaios no seu melhor!

      Uma consolação: nisto, governos e partidos parecem-se uns com os outros. Como os canais de televisão.

 

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

   


publicado por Fernando Vouga às 17:17
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Quinta-feira, 8 de Março de 2018
O porquê das coisas

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O Porquê de ELES não serem presos... (Manual da Maçonaria) 

 

MANUAL DE MAÇONARIA
 
EDMUND RONAYNE E WISCONSIN
MULTIPLE-LETTER CIPHER, 113:

Um Mestre deve conservar os segredos de um Mestre maçon inviolados.
Deves esconder todos os crimes de um irmão maçon…
Se fores arrogado para testemunhar contra um irmão maçon, assegura-te de o protegeres…
Pode ser perjúrio, é certo, mas estarás a cumprir as tuas obrigações”.
 
Salazar combateu e proibiu a Maçonaria, porque a via como uma instituição perversa e corrupta.
Após o 25 de Abril, a Maçonaria foi reconhecida e entregue os seus imóveis, bem como uma avultada soma de dinheiro, a título de indemnização.
Hoje a Maçonaria, como um cancro, está espalhada pelas várias instituições do Estado.
Temos juízes maçons, praticamente todos os dos tribunais superiores, generais maçons, políticos maçons, sobretudo no PS e PSD, comandantes da PSP, jornalistas, sobretudo os quadros superiores, como os directores e outros jornalistas destacados, apresentadores de televisão, actores, e, pasme-se, também bispos e padres.
Por isso, é perfeitamente notório a razão porque ninguém é condenado.
Eles estão obrigados a defender e a esconder os crimes dos irmãos, sejam juízes,  sejas outro maçon qualquer.
A atitude do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, um maçon destacado, de mandar cortar no processo provas que incriminavam José Sócrates insere-se no dever que eles têm de esconder todos os crimes de um irmão maçon.
Da mesma forma a razão porque os processos onde se encontram gente “grande” nunca são resolvidos e prescrevem.

ENTENDEM AGORA PORQUE É QUE OS FILHOS  DESTE PAÍS SE PROTEGEM UNS AOS OUTROS?

Defende o teu País ,divulga,reenvia e colabora na destruição desta contaminante LEPRA social !

 

   

 

Recebido por correio electrónico



publicado por Fernando Vouga às 18:13
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