
PRESÉPIO MINIMALISTA
LEMBRETE 12050
O presépio actual
Ficou tão minimalista,
Que mantém só o curral!...
Perdeu-se o resto de vista!...
LEMBRETE 12051
Deixou de ter o Menino,
Por questões de identidade!...
Dar género ao pequenino
Era ilegalidade!...
LEMBRETE 12052
O José e a Maria,
Sendo uns refugiados,
A Direita não queria
Que fossem cá abrigados!...
LEMBRETE 12053
Os Reis Magos são banidos
Por conflitos raciais!...
Também foram removidos
Pelo PAN, os animais!...
LEMBRETE 12054
Quanto ao ouro e à mirra,
Também eles desapareceram!...
Mas neste caso houve birra
Dos banqueiros, que os venderam!...
LEMBRETE 12055
Ficou, assim, reduzido
Ao estábulo natal,
Que irá ser convertido
Em alojamento local!...
17/12/2018 — Autor desconhecido

Não resisto a transcrever esta preciosodade de José Pacheco Pereira:
Eu acho muito bem que os restaurantes portugueses tenham cada vez mais estrelas Michelin e dou os parabéns aos seus cozinheiros. Mas não conto ir comer a nenhum dos seus restaurantes porque aquilo não é comida. Pode ser “arte” e “cultura” mas comida não é. Pode excitar-me o palato com sensações únicas dar-me uma “experiência” rara de sabores, mas, quando eu como, não quero ser maçado com uma explicação técnica e em linguagem cifrada do que vou comer, com muitos “sucos” e “espumas”, nem “braseado”, nem “confitado” e, muito menos, “resumido”, palavra muito verdadeira visto que de um modo geral basta uma garfada para acabar com o estético montinho de qualquer coisa muito boa e cara deitada “em sua cama” de um prato arranjado como um Pollock (Jackson).
Não defendo o "Enfarta Brutos" mas, muito menos defendo aqueles que servem os pratos "resumidos" que só podem ser observados com uma boa lupa e cujo preço se escreve com três dígitos!